Que sorte a minha ter encontrado o grande amor da minha vida. Espero te fazer ainda mais feliz, realizar todos os nossos sonhos e constituir uma linda família.........
Lindo texto para um casal verdeiro,aqui esse não é o caso!
Fanfic
Livre
TrevodeQu...
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Aidan Gallagher
O dia seguinte amanheceu tenso.
Olho de relance para Eleanor, incomodado com o som frenético de sua perna batendo no chão. Ela balança o joelho sem perceber, tomada pela ansiedade. Hoje, o pai dela vem até aqui. Vão conversar, ou pelo menos tentar. Entendo a aflição. Meu pai já foi para a empresa — melhor assim, posso aproveitar a privacidade para falar o que preciso com ela.
— Ei... relaxa essa perninha — digo, segurando com firmeza seu joelho. Meu toque a faz parar, mesmo que só por um segundo. — Tá com medo de não se entender com seu pai? É isso?
Ela respira fundo, como quem luta para manter o controle.
— Acho melhor marcar essa conversa pra depois do casamento. Faltam só três dias, mesmo...
— É por isso que você tem que se entender com ele agora. — A encaro, sério. — Ele pode ser um idiota, mas só quer o seu bem.
Ela solta uma risada irônica, curta, amarga.
— Meu bem? Você não sabe o que tá falando, Aidan.
Fico sem entender a ironia, mas deixo passar. Não quero forçar nada. Pedi para que Marie tirasse o dia de folga, para eles ficarem à vontade. É melhor que conversem sem interferências.
— Tem certeza que não quer comer alguma coisa? — pergunto, enquanto estamos à mesa, o café da manhã intocado à nossa frente. — Posso preparar algo pra você.
Ela nega, fechando os olhos como quem busca ar.
— Acho que vou na Ari...
— Ellie! — minha voz sai mais ríspida do que planejei — Você tem que conversar com seu pai, tá?! Sabe quantas vezes eu quis ter a chance de falar com o meu? De tentar entender as coisas? Você tem essa oportunidade, não desperdiça. Mesmo que meu pai tenha parado de me mandar aquelas indiretas idiotas, seria muito mais fácil se tivéssemos conversado. Faz isso. Conversa com o senhor Ren. Ele parou de ir aos jogos. Isso é um sinal. Não vai acontecer nada de grave. Uma conversa não é um bicho de sete cabeças.
Ela apenas balança a cabeça, concordando, sem palavras.
— Você pode... ficar aqui comigo? Por favor... — pede, com a voz mais frágil do que gostaria de demonstrar.
Sinto meu peito apertar, mas permaneço firme.
— Infelizmente, não posso. É uma conversa de pai e filha.
Nos levantamos e seguimos para a sala. Me sento no sofá e a vejo subir as escadas, os passos lentos, pesados. Quando ela desce, traz nas mãos uma caixa de presente.