Eleanor McCormack

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Eleanor McCormack

            Abro os olhos devagar, sentindo os dedos de Aidan fazendo um cafuné em meu cabelo. Imagino que ele esteja com dor nas costas; afinal, esse sofá não é nem um pouco confortável. Viro o rosto para ele e acaricio suavemente sua bochecha.

             — Esse sofá não é nada confortável — comento, com um sorriso preguiçoso.

             — Não mesmo… — ele responde, estreitando os olhos com carinho. — Mas dormi muito bem com você me abraçando, Ellie.

Faço menção de me levantar, mas ele segura minha mão com firmeza.

            — Temos mais alguns minutos para ficar assim — murmura, puxando-me de volta para seu peito.

Cedo ao convite e repouso novamente sobre ele, passando os dedos lentamente pelo seu tronco. Falta exatamente uma semana para o nosso casamento. É estranho pensar que estamos tão próximos desse dia… Encontrei em Aidan uma paz, um carinho e um aconchego que há muito tempo não sabia mais como era. Pelo menos uma coisa boa essa troca nos trouxe.

           — Aidan… — chamo, hesitante.

           — O que foi? — ele pergunta, acariciando minha mão.

            — Seu tio… depositou o dinheiro na minha conta. — Ele respira fundo e eu o encaro, buscando sua reação. — Pelo casamento com você.

Aidan aperta os olhos, como se aquele fosse um assunto que preferisse evitar.

             — Você… aceitou o dinheiro para se casar comigo? Quer dizer… estamos tão próximos, e aceitando parece que…

             — Eu nunca quis esse dinheiro, Aidan — corto, entrelaçando nossos dedos. — Você dizer isso é como se eu dissesse que você está se casando comigo por algum interesse seu. Vou me casar para te ajudar, mas isso não apaga o fato de que fui obrigada a aceitar esse acordo.

Aidan beija minha mão com delicadeza.

              — Me desculpa… por você ter sido obrigada a isso. Tivemos uma consequência boa, mas… poderíamos ter nos odiado. Você está certa. — Ele acaricia meu rosto com os dedos. — Usa esse dinheiro para uma coisa boa… Paga sua faculdade.

             — Talvez eu faça isso — respondo, depositando um selinho em seu queixo. — Por onde você esteve esse tempo todo? Olhando para a situação agora, me pergunto como nunca conheci você antes… meu pai trabalha na empresa há anos.

Ele solta uma risada baixa e afaga meu cabelo.

              — E por onde você esteve? Se eu tivesse te conhecido antes, nós dois já teríamos nos casado… e seríamos pais de uma linda menininha chamada Helena. Você teria “Gallagher” no sobrenome e eu seria o homem mais sortudo do mundo por ter você ao meu lado. O destino não foi muito nosso amigo, né?

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