Aidan Gallagher

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Aidan Gallagher

        O dia começou como qualquer outro, mas ao estacionar o carro na garagem da empresa, uma sensação desconfortável me invadiu. Sabia que precisava de um desabafo, e Nick era a pessoa certa para isso. Ele sempre soubera ouvir, sem julgamentos, e sem que eu precisasse explicar muito. Apenas o simples fato de estar na sua companhia já me acalmava. Entrei diretamente na sala dele, onde ele estava sentado, de cabeça baixa, lendo algo no computador.

           — Nick, tá ocupado? — perguntei, meio hesitante. Preciso conversar.

Ele olhou para mim, deu um sorriso cansado e fez um gesto com a mão, indicando que eu poderia falar.

            — Não tô ocupado, pode falar. — Ele respirou fundo, parecendo perceber o peso no ar. — Como foi a entrevista?

Antes de conseguir responder, alguém bateu na porta. Ana entrou, com um olhar sério, e fez um sinal com a cabeça para que a seguisse. Droga, sabia que isso ia acontecer.

            — Depois eu falo com você, Nick. — Levantei, interrompendo a conversa e tentando esconder minha frustração.

            — Vai ter que ser depois do expediente, vou estar em reunião com seu pai o resto do dia — Nick disse, enquanto voltava a se concentrar no que estava fazendo.

Concordei com um movimento de cabeça e segui Ana pelo corredor. Sabia o que nos aguardava. Ana era o braço direito do meu tio, sua assistente em tudo. Tão próxima dele que eu nem me surpreenderia se houvesse algo mais entre eles. Chegamos até a sala de meu tio, que estava absorto em pilhas de papéis, mas ao perceber nossa entrada, levantou os olhos.

             — E então, como foi a entrevista? Ocorreu tudo bem? — Sua voz tinha uma expectativa disfarçada, como se quisesse saber algo além do óbvio.

Suspirei, não sabia como explicar a confusão que se passava na minha cabeça.

            — Não deu muito certo, tio. — Ana olhou para mim, mas não disse nada.

          — O que aconteceu? Achei que você e a Eleanor estavam bem combinados. — Ele se virou para Ana, que não disfarçou um leve desconforto, e depois olhou para mim, como se esperasse uma explicação mais completa. — Aidan...

             — Tio, você se importaria de deixar a Ana fora dessa conversa por um momento? — Ela me olhou surpresa, mas assentiu e saiu da sala sem questionar. Meu tio levantou-se, deixando os papéis de lado, e se aproximou de mim, cruzando os braços com uma expressão preocupada.

            — O que deu errado, filho?

Eu respirei fundo e olhei para ele. Tinha que ser sincero, mas, ao mesmo tempo, não sabia nem por onde começar.

             — Eu e a Eleanor estamos... meio de mal. O clima estava tenso entre nós durante a entrevista. — Passei a mão no rosto, exasperado. — Fui rude com ela, ela ficou irritada, e até me disse que, se a entrevista desse errado, ela agradecería...

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