Que sorte a minha ter encontrado o grande amor da minha vida. Espero te fazer ainda mais feliz, realizar todos os nossos sonhos e constituir uma linda família.........
Lindo texto para um casal verdeiro,aqui esse não é o caso!
Fanfic
Livre
TrevodeQu...
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Eleanor McCormack
Meu vestido já está pronto. Os ajustes estão sendo feitos e só restará a última prova para confirmar que tudo está perfeito. Ou, pelo menos, que parece estar. Agora estou aqui, sentada em um restaurante ao lado de Ana e Ariel, e já imagino o motivo pelo qual Ana quis conversar comigo longe do Aidan.
— Pra mim, o mesmo que a Ari. E um suco de laranja, por favor. — peço ao garçom, antes de voltar meu olhar diretamente para Ana. — Então... sobre o que quer conversar? Tem a ver com o casamento?
Ela hesita por um breve instante, mas logo responde:
— Quase isso. Lembra do dinheiro que o Tom colocou no acordo?
Assinto devagar, já prevendo onde essa conversa vai dar.
— Lembro. Mas deixei claro desde o início que não quero esse dinheiro. Não seria certo, não depois do rombo que meu pai deixou na empresa.
— Mesmo assim, Eleanor... o dinheiro já foi depositado na sua conta. — diz Ana, com delicadeza, tocando minha mão. — Sei que você e o Aidan estão cada vez mais próximos, mas esse valor é pra você. Só seu.
Ariel, que escutava em silêncio até então, também opina:
— Ela está certa, amiga. Usa esse dinheiro pra pagar sua faculdade, pra investir no seu futuro.
Aperto os lábios. Tudo isso me soa... errado. Aceitar esse dinheiro agora, com o que eu e Aidan estamos construindo, parece um deslize no meu próprio caráter. Sem falar que meu pai, de algum jeito, sempre encontra uma forma de se aproveitar.
— Eu ainda vou pensar sobre isso, tudo bem?
Ana sorri, mas sua resposta é firme:
— Não há no que pensar. Só no que fazer com o valor que já está na sua conta. Está feito. É seu.
— Que maravilha. — murmuro, com ironia.
Ela se recosta na cadeira e suspira, perdendo parte da paciência:
— Qual é o problema, Eleanor? Você sempre deixou claro que não queria se casar. Esse dinheiro é uma forma de compensar seu esforço. Mas está dificultando tudo. É por causa do Aidan... ou é medo do que seu pai pode fazer pra pegar esse dinheiro?
Ambas as opções pesam sobre mim. Mas a segunda... essa, sim, é um fantasma que me persegue.
— Ana, a Ellie vai ficar com o dinheiro. Pode dizer isso ao senhor Tom. — diz Ariel, de repente, com firmeza, mas a Interrompo encarando Ana.
— Tá falando isso se baseando em quê?
Ela sorri de lado.
— Eu sou advogada, lembra? Me baseio nos fatos que estão bem diante dos meus olhos. E o que eu vejo agora é uma garota negando o aceitável por medo de levar mais uma pancada da vida — ou, pior, por medo de ser roubada de novo. No fundo, admiro se for por isso. E admiro mais ainda se for porque você tá gostando do noivo falso. Mas, por favor, para de complicar o que é simples.
Respiro fundo, tentando engolir a dor que se acumula na minha garganta.
— Pra quem está de fora é fácil dizer tudo isso. — murmuro. — Fácil dizer que devo seguir a vida com esse dinheiro, fácil dizer que estou gostando do Aidan. Fácil. Muito fácil. — Olho de uma para outra. — Vocês não sabem o que é ser Eleanor McCormack. Não sabem o que eu passei pra estar aqui hoje, fingindo que esse casamento me faz bem. Talvez até esteja me fazendo bem... em alguma parte da minha vida medíocre, regida pelo medo de levar uma surra. Mas eu nunca quis isso. E não é algo que mereça admiração de ninguém.
As palavras escapam antes que eu possa contê-las:
— Muito fácil me mandar parar de complicar tudo isso, quando foram vocês que esqueceram o que mais importava.
Ana se endireita, confusa.
— Te explicamos todos os termos. Fiz questão de ser sensível ao falar com você no dia da reunião...
— Você é advogada, certo? — interrompo. — Se baseia em fatos. Pois bem. O fato é que o prazo do visto estava na cara de todos e mesmo assim foi deixado de lado como se não fosse nada. Antes de me pedir pra parar de complicar tudo, lembra dos fatos que nos trouxeram até aqui.
Silêncio. Um daqueles que corta o ar em pedaços. Me arrependi de ter falado com tanta dureza? Talvez. Mas também... talvez não.
Ana respira fundo, mantendo a calma com uma elegância quase irritante.
— Converse com Aidan. Diga a ele que o dinheiro já está na sua conta. Peça a opinião dele. Sei que vai fazer o que é certo, Eleanor.
O garçom retorna com nossa comida e coloca os pratos à nossa frente. Ana sorri, quase com ternura.
— Você usa belos argumentos, sabia? Já pensou em ser advogada? Seríamos ótimas amigas. — Reviro os olhos.
— Belo jeito de encerrar uma conversa, Ana. — comenta Ariel, com sarcasmo.
— Obrigada, Ari. — murmura Ana.
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