Que sorte a minha ter encontrado o grande amor da minha vida. Espero te fazer ainda mais feliz, realizar todos os nossos sonhos e constituir uma linda família.........
Lindo texto para um casal verdeiro,aqui esse não é o caso!
Fanfic
Livre
TrevodeQu...
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Eleanor McCormack
Eu confiei no Aidan. Juro que confiei. Mas… talvez meu medo tenha sido maior do que isso. Medo e vergonha. Porque, no fundo, eu nunca fui capaz de mudar minha relação com meu pai. Nunca consegui confrontar tudo aquilo que doeu e ainda dói.
— Aidan... — chamo em um sussurro. Ele me olha. Os olhos vermelhos, como se ainda sangrassem por dentro. — Eu confio em você. Me desculpa por...
— Não tem que pedir desculpas, Ellie. Você pediu “por favor”, lembra? Eu devia ter ficado com você.
— A Ari... disse que te contou tudo. — Sinto minhas lágrimas começarem a cair, como se meu corpo dissesse o que minha alma não consegue expressar. — Tudo mesmo.
— Seu pai foi um canalha. — Aidan fecha os olhos, a voz presa em dor. — Você era só uma criança. Ele te obrigou a tantas coisas. Como você aguentou isso? Como consegue aguentar ainda?
Eu apenas balanço a cabeça, em silêncio. Porque… eu também não sei. Não sei como sobrevivi a tanta coisa. Talvez seja só… sorte. Ou talvez seja só apatia disfarçada de força. O silêncio entre nós é cheio de feridas abertas. Ele não pergunta mais, e eu não respondo. Até que ele quebra o silêncio, como quem revela algo que pesa demais no peito:
— Eu bati no seu pai. — Levanto o olhar. Vejo as marcas em suas mãos, e sinto algo se partir dentro de mim. — Ele nunca mais vai tocar em você. Nunca mais.
Com algum esforço, me sento e seguro a mão dele entre as minhas. Os nós dos dedos machucados me parecem mais protetores do que qualquer palavra.
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— Você tá com dor? — ele pergunta, olhando pra mim.
— Um pouco. A Ari cuidou de mim… e me deu um remédio pra dormir. Ontem foi mais fácil. Mas hoje... hoje minha cabeça tá cheia.
— Quer ir ao médico? —Nego com a cabeça. Ele apenas assente. — Então deita. Eu vou ficar ao seu lado.
Deito novamente. Ele se deita também, virado pra mim. Nossos rostos próximos, nossas testas coladas. Ele passa os dedos pelo meu rosto, enxuga minhas lágrimas. Faço o mesmo com ele.
— Você vai ficar bem? — ele sussurra.
— Eu já estou bem. Já passou. — Tento sorrir. Ele assente em silêncio. — Obrigada… e me desculpa por não ter contado antes.
— Eu mandei prender ele. Amanhã vamos resolver isso.
Aidan Gallagher
Fiquei com Ellie até ela adormecer. O sono veio devagar, como quem resiste à paz. Recebi várias ligações do meu tio, do meu pai. Ignorei todos. Só respondi à Ana — porque ela me avisou que fez o que pedi. Ren foi preso. Mas ela também me explicou que, pra ele continuar preso, a Ellie precisa fazer um boletim de ocorrência. Precisa ir ao hospital. Precisa… enfrentar.
Olho para o relógio. São 3h50 da madrugada. Amanhã é o casamento.
Amanhã, Ellie vai carregar meu sobrenome e eu vou receber a nacionalidade americana. Mas agora isso soa pequeno. Ridículo, até. Diante de tudo que ela viveu, nada disso importa. O combinado era que Ren não seria preso pelos desvios, mas agora… ele está. E não pelos motivos errados, mas pelos que realmente importam.
Meu Deus… que decisão difícil.
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— Aidan, o que tá fazendo? — ouço a voz de Ariel, me encontrando na cozinha. — A Ellie ainda tá dormindo?
— Bom dia, Ari. Fiz o café da manhã. E sim, ela ainda dorme. — Tento sorrir. — Me desculpa por ter dormido aqui…
— Tá tudo bem — ela diz com gentileza. Logo depois, Kenny entra na cozinha.
— Ele ajudou também — diz ela.
— Obrigado, Kenny.
— De nada. A Ellie lembra muito a minha irmã… não dava pra ficar parado.
Sentamos para o café. Enquanto eles conversam, eu fico em silêncio. Pensando. Tenho que conversar com meu tio. Tenho que convencer a Ellie a fazer o que é certo. Pela primeira vez… por ela.
— Vem. Senta aqui. Fiz um café pra você. — Ela se senta, eu me sento ao seu lado. — Escuta… você precisa ir à delegacia. Fazer o boletim contra seu pai. Então come alguma coisa… e se arruma pra gente ir.
— Ouve seu noivo, Ellie — diz Ari com firmeza.
— É o certo a se fazer. Pelo seu bem — completa Kenny.
Seguro sua mão. Espero.
— Por favor, Ellie. Você é a única que pode colocar um ponto final nos próprios traumas. Mas isso… isso só começa com uma decisão.
Fazer o boletim.
Fazer justiça.
E, talvez, pela primeira vez na vida… se libertar.
É amanhã.
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