Que sorte a minha ter encontrado o grande amor da minha vida. Espero te fazer ainda mais feliz, realizar todos os nossos sonhos e constituir uma linda família.........
Lindo texto para um casal verdeiro,aqui esse não é o caso!
Fanfic
Livre
TrevodeQu...
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Ellie Mccormack
Já era tarde quando me vi em casa, sozinha. Ariel tinha ido embora há algum tempo, me deixando com meus pensamentos e o silêncio reconfortante do lugar. Decidi ficar acordada até meu pai chegar para conversarmos. Já passei por tantas coisas por causa dele, e o fato de minha faculdade não ter sido paga não é justo para mim. Encostei a cabeça no sofá, fechei os olhos e deixei que a quietude tomasse conta de mim. Mas não pude relaxar completamente, sabia que a conversa que viria seria difícil.
— Filha, tá acordada? — Ouvi a voz do meu pai. Abri os olhos devagar e me sentei, olhando para ele. — O que tá fazendo aí? Não devia estar dormindo?
— Eu estaria fazendo isso se não fosse pela vontade de conversar com o senhor. — Respondi, minha voz suave, mas firme. Ele se sentou ao meu lado. — Eu fui afastada da faculdade.
— Ah... bom, arquitetura não era o melhor pra você mesmo. — Ele disse com uma indiferença que me cortou profundamente.
— Não está nem surpreso, não é?! — Eu o olhei diretamente, tentando entender como ele podia ser tão frio. — Ficou 6 meses sem pagar minha mensalidade, não por esquecimento ou confusão, teve algo que te motivou a fazer isso, por quê?
— Eu estava precisando de dinheiro, ainda estou, e sua faculdade era irrelevante. — Ele se levantou de repente, como se quisesse se livrar da conversa. — Foi só isso mesmo.
— Irrelevante? Como pode dizer isso? Eu só preciso de mais esse ano para me formar, pai, eu preciso que volte a pagar. — Me levantei também, sentindo a raiva começar a borbulhar dentro de mim.
— Eu preciso que me ajude, Eleanor, não posso gastar com coisas pequenas. — Ele disse, a voz já mais impaciente.
— Você ganha bem naquela empresa, não me venha com mentiras dizendo que precisa de ajuda. O que você precisa é parar de jogar como um velho vagabundo. — Eu senti o peso das palavras e o ódio que crescia em mim. Quando criança ele foi um bom pai, mas isso mudou quando me bateu pela primeira vez. E agora, mais uma vez, ele me deu um tapa.
— Cala a boca, Eleanor, olha o que você me faz fazer. Não era para eu ter te batido, mas você parece que pede. — Ele disse, sua voz tremendo de raiva. Coloquei minha mão na bochecha, sentindo a dor da marca que ele deixou. — Amanhã conversaremos melhor.
— Pai, você ganha bem, pr... — Eu tentei falar, mas ele interrompeu.
— Eu fui demitido.
Essas palavras soaram como um peso enorme em meu peito. Ele virou as costas e subiu para o andar de cima. Demitido... ótimo, que notícia maravilhosa para se ouvir em um momento como esse. Só me resta torcer para que meu pai não se meta em confusão, afinal, ele não é de ficar quieto.