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Seattle, Washington - 2005

É uma lenda, dizem que os índices de suicídios aumentam no fim do ano. Na verdade, eles caem. Os peritos acham que as pessoas são menos propensas a cometer suicídio quando estão cercadas pela família.

A véspera de Natal havia chegado com toda sua cor e brilho e luzes.

Alina estava sentada na poltrona da sala com uma caneca de chá fumegante enquanto observava Izie fazer a decoração de Natal.

Meredith havia saído pra passear com Doc, o cachorro que elas adotaram junto de Izie para "dar apoio", após a Stevens ser traída pelo Karev e reclamar que as amigas nunca apoiavam ela.

Como George havia chegado de um plantão e estava exausto, sobrou para a Koracick a vigília do "apoio".
Alina observou a sala, cada canto possível tinha uma decoração. Izie era uma decoradora compulsiva, a Koracick pensou.

— Oi. — Meredith disse ao parar ao lado de Alina com Doc, eles haviam acabado de voltar do passeio.

— Como foi o passeio? — Alina disse olhando a amiga. — Oi garotão. — o cachorro abanou o rabo e se esfregou em Alina enquanto ela coçava as orelhas dele.

— Parece que o papai Noel vomitou aqui. — George apareceu no meio das duas, a cara amassada e o cabelo despenteado condenava que ele acabara de acordar.

— A gente tá dando apoio, lembra? — Alina advertiu.

— Isso, entra na onda. — Meredith completou.

— E aí? O que acharam? — Izie se virou para o amigos animada, um sorriso gigante estampava seu rosto bonito. — Será que eu exagerei? Eu sempre exagero.

— Não, tá lindo. — Meredith sorriu.

— Nós adoramos. — George acompanhou.

— É, todas essas luzes e cores... tá perfeito. — Alina disse, sorrindo também.

— Eu amo o Natal. — A Stevens disse animada.

— A gente sabe. — Meredith disse cutucando George.

— Dá pra ver. — George respondeu, tomando a caneca da mão de Alina e virando um grande gole.

— É meio óbvio. — Alina disse, colocando as mãos na cintura.

Por ironia, as reuniões familiares são um dos motivos para os índices de depressão subirem muito no final de ano.
Bem, para Alina, a Izie não contava... ela amava todas essas reuniões e festas.

[...]

Os meses passaram rápido como carros de corrida acelerando numa pista, a barriga da Dra Bailey estava cada vez maior, logo eles teriam um bebê novo na creche do hospital.
O que significava que logo Bailey entraria de licença maternidade.

Os internos seguiam sua residente pelo corredor na direção do primeiro paciente daquela manhã.

— Olha pra ela, já está rechonchuda. — George sussurou, olhando Bailey com brilho nos olhos. Alina amava aquilo em George, a sensibilidade que ele tinha.

— Está com os pés inchados, será que é por isso que ela está mancando? — Meredith sussurou de volta, olhando o leve mancar de Miranda.

— O que vai ser da gente quando ela entrar de licença? — Izie perguntou.

— Ela vai entrar de licença? — Cristina perguntou incrédula com a possibilidade.

— O que vocês acham que acontece com uma mulher quando ela vai dar a luz? — Alina perguntou, fazendo uma careta quando imaginou a dor.

Código AzulOnde histórias criam vida. Descubra agora