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Seattle, Washington – 2011

Dizem que não há sinal garantido de uma negociação bem-sucedida. Algumas pessoas acreditam que, quando as partes deixam a mesa, o verdadeiro indicativo de um acordo é que ambas sintam que foram trapaceadas. O objetivo é o compromisso, uma solução onde todos saem ganhando. Dizem que a negociação é uma arte, mas, no fundo, trata-se de estratégia e tática. E estratégia e tática... são palavras usadas na guerra.

Callie, Alina e Arizona estavam reunidas na sala da casa de Meredith e Derek. O debate se estendia por horas desde que Callie fizera a proposta.

— Eu tô falando, depois que fizemos os médicos se manifestarem, foi um show de horrores. — Callie suspirou, cruzando os braços.

— Shhh, acabei de colocar a Sofia pra dormir. — Arizona repreendeu, lançando-lhe um olhar exausto.

— Ah, e no hospital de Portland Gen tem cotas agora. Ninguém fala, mas dá pra ver. Você tem que executar um certo número de procedimentos. — Callie continuou, a frustração evidente.

— E nada de pesquisa? — Alina franziu a testa.

— Nenhuma. A Pegasus só se preocupa com volume e procedimentos caros. — Callie gesticulou, indignada. — Quase não há interação com o paciente. Não há pesquisa, não há inovação, não há oportunidade de fazer o que um médico deve fazer.

— Não vamos deixar isso acontecer aqui. — Meredith afirmou, determinada.

— Foi o que eles disseram no começo. Quem se rebelou, foi demitido. Os outros se renderam ou foram embora. — Callie olhou para cada um deles. — Eu não quero sair. Nenhum de nós quer. Precisamos agir. Precisamos comprar o hospital!

— Vamos com calma. — Derek ponderou.

— Ela tem razão. — Meredith concordou.

— Gerir um hospital não é brincadeira. Precisamos... — Alina começou, mas foi interrompida por Arizona.

— Espera. E se não quisermos? Nunca sonhei em administrar um hospital. — Arizona interrompeu.

— Você não precisa administrar. — Callie rebateu.

— Cristina devia estar aqui. — Derek murmurou olhando Meredith e Alina.

— Mandei mensagem pra ela. De novo. — Meredith suspirou.

— Deve estar com o Owen. — Alina comentou, dando de ombros.

— Vamos voltar ao trabalho! À nossa vida... — Arizona exclamou erguendo os braços. — Derek, já tem sua mão de volta. Não quer operar?

— Trabalhar onde? Não quero alguém dizendo o que posso ou não fazer. — Alina cruzou os braços. — Quem eu posso ou não tratar, quem eu posso ou não abrir.

— Ou colocando um cronômetro marcando o tempo que você pode passar com o paciente. — Meredith completou.

— Se comprássemos o hospital, as decisões seriam nossas. — Callie insistiu, pegando a mão da esposa.

— Sem ofensa, mas isso é ingênuo. — Derek retrucou. — Gerir um hospital é muito mais complicado do que você imagina. Eu já quis isso, e odiei. Vamos manter o curso. Fiz um acordo com a Pegasus que pode ajudar na venda.

— Que acordo? — Meredith estreitou os olhos.

— Nada demais. — Derek desviou o olhar. — Talvez possamos fazer funcionar de dentro.

— E o Hunt? Ele insiste em vender para a Pegasus. O que ele vai dizer? — Arizona questionou.

— Se for pra trabalhar assim, eu não fico. Vou pra outro hospital. — Alina afirmou sem hesitar.

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