Seattle, Washington - 2009
Uma das lições mais difíceis pra um médico é aprender a definir as prioridades. Somos treinados pra fazer de tudo pra salvar vidas e membros, mas se pra salvar uma vida temos que amputar um membro, somos treinados pra fazer isso sem hesitação. O que não é uma lição fácil de aprender, porque sempre nos leva a pergunta: quais são as chances?
No final, somos só jogadores tentando não perder tudo.
A luz do sol da manhã invadia suavemente o quarto, filtrando-se pelas cortinas de linho leve e banhando o ambiente com um brilho dourado. Alina acordou lentamente, sentindo o calor do corpo de Mark ao seu lado.
Ele estava deitado de costas, respirando profundamente em um sono tranquilo. Ela sorriu, sentindo uma paz que há muito tempo não experimentava.
Era uma manhã comum, mas para Alina, essa normalidade era preciosa. Tudo parecia ter voltado ao lugar. Após a tensão da última semana, conversas difíceis e momentos de incerteza, ela e Mark haviam conseguido superar as dificuldades. Eles estavam juntos, e agora, mais do que nunca, Alina sabia que podiam enfrentar qualquer coisa.
Ela se virou para observar o rosto adormecido de Mark, o contorno de sua mandíbula forte, a forma como seus lábios se curvavam levemente. Era nesses pequenos detalhes que Alina encontrava a tranquilidade de saber que tinham superado mais uma provação. Ela estendeu a mão e gentilmente acariciou o cabelo dele, sentindo a textura macia entre os dedos. Ele se mexeu, resmungando algo inaudível antes de abrir os olhos lentamente.
— Bom dia. — Mark murmurou com a voz rouca de sono, sorrindo para ela.
— Bom dia. — Alina respondeu, inclinando-se para beijá-lo suavemente nos lábios.
Eles ficaram assim por um momento, em silêncio, apenas apreciando a companhia um do outro. Depois, Mark se espreguiçou e se sentou na cama, olhando pela janela.
— Como você dormiu? — ele perguntou, voltando o olhar para Alina.
— Como uma pedra. — ela respondeu com uma risada suave. — E você?
— Bem. — ele assentiu, puxando-a para mais perto. — Eu estava pensando... Talvez possamos passar o dia juntos hoje. Só nós dois.
— Isso soa perfeito. — Alina sorriu. — Mas tenho uma cirurgia com o Derek em três horas.
Mark foi para a cozinha preparar o café, enquanto Alina se dirigiu ao banheiro. Enquanto se olhava no espelho, ela não pôde deixar de notar uma mudança em si mesma. Havia algo diferente em seu reflexo, uma suavidade, uma leveza que ela havia perdido durante as semanas anteriores. Quando voltou para a cozinha, Mark estava terminando de colocar a mesa. O aroma do café fresco preenchia o ambiente, misturado ao cheiro de torradas. Alina se aproximou e envolveu os braços em torno da cintura dele, descansando a cabeça em seu ombro.
— Eu amo você, sabia? — ela disse suavemente.
Mark se virou para encará-la, seu olhar cheio de carinho.
— Eu também amo você, Alina. Muito.
Eles se sentaram à mesa e começaram a comer, conversando sobre assuntos triviais. Falavam sobre o trabalho, sobre os planos para o dia, sobre as pequenas coisas que haviam se tornado parte de suas rotinas. Mas, no fundo, ambos sabiam que o que realmente importava era estarem juntos.
[...]
Alina, Meredith, Cristina e Lexie estavam no vestiário. Elas haviam acabado de tomar banho após a última cirurgia do plantão da noite. Já se preparando para começar o dia, e ainda não passava das sete da manhã.
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Código Azul
FanficAlina Koracick sempre teve um destino claro: ser médica, seguir os passos de seu pai como neurocirurgiã. Mas quando ela deixa para trás sua vida em Baltimore e o conforto do Hospital Johns Hopkins para ingressar na residência cirúrgica do Seattle Gr...
