Seattle, Washington - 2009
Existe um pássaro, acho que é um tipo de andorinha, no mês de setembro eles deixam a chuvosa Seattle para passar o inverno no México. Esses pássaros não são burros. E, todo ano, multidões se reúnem em Seattle para beber cerveja e ver os bandos decolarem. Chamam isso de "a grande migração".
Na noite em que receberam as notas dos exames, os residentes se reuniram na casa de Meredith para comemorar. Risadas, gritos de felicidade e goles generosos de tequila marcaram a celebração. Quando Alina finalmente chegou em casa, o relógio marcava cinco da manhã. O som da porta sendo fechada acordou Mark, que estava adormecido no sofá com um livro pousado sobre o peito. Ao redor dele, mamadeiras pela metade e cobertores bagunçados indicavam uma noite movimentada com as gêmeas.
— Oi. — Ele sussurrou, tentando se levantar, mas Alina rapidamente se jogou sobre ele, impedindo-o.
— Senti sua falta. — Ela disse, aconchegando-se em seu peito, absorvendo o calor familiar que tanto ansiava.
— Também senti sua falta, meu amor. — Ele envolveu-a com os braços, um sorriso preguiçoso em seu rosto. — Você arrasou no teste, como está se sentindo?
— Eu passei, Mark. — A emoção transbordava em sua voz. — Eu realmente passei!
— E passou pela garrafa de tequila também, pelo que parece. — Ele provocou, rindo baixinho enquanto afastava uma mecha de cabelo do rosto dela.
— Fomos para a casa da Meredith comemorar... mas nem tudo foi alegria. A April não passou. — Alina murmurou, o tom ficando mais sério.
— Que droga. — Mark comentou, com um olhar solidário.
— As meninas estão dormindo? — Alina perguntou, mudando de assunto enquanto olhava ao redor.
— Sim, mas deu trabalho. Só consegui fazê-las dormir há pouco. — Ele respondeu, acariciando suas costas. — É como se elas soubessem que você chegaria e queriam esperar acordadas.
— Então... você está cansado? — Ela perguntou, a voz carregada de um tom sugestivo enquanto levantava os olhos para ele.
— Pra você? Nunca. — Mark inclinou-se mais perto, a voz baixa e rouca.
Os lábios de Mark se moveram com urgência contra os dela, enquanto ele a segurava firme. Em um movimento fluido, ele a levantou nos braços, Alina riu contra o beijo, entrelaçando os braços ao redor do pescoço dele.
— Você está me mimando. — sussurrou, seus olhos brilhando com uma mistura de diversão e desejo.
— Você merece. — respondeu ele, com um sorriso travesso, enquanto caminhava com passos determinados para o quarto.
Ao chegarem, Mark empurrou a porta com o ombro, sem desviar o olhar dela. A luz suave do abajur dava ao ambiente um brilho aconchegante, refletindo nas paredes claras e criando sombras que dançavam ao redor deles. Ele a deitou delicadamente na cama, seus movimentos firmes, mas cheios de cuidado.
— Você sabe o quanto eu te amo, não sabe? — perguntou ele, sua voz grave e baixa, enquanto os dedos traçavam o contorno do rosto dela.
— Eu sei... — Alina respondeu, puxando-o para mais perto, suas palavras interrompidas pelo toque quente de outro beijo. — Eu também te amo... demais.
Mark deslizava as mãos com lentidão pelo corpo dela, explorando cada curva, como se quisesse gravar cada detalhe em sua memória. Alina correspondeu, suas mãos buscando o calor da pele dele, sentindo cada músculo tenso sob seus dedos.
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Código Azul
FanficAlina Koracick sempre teve um destino claro: ser médica, seguir os passos de seu pai como neurocirurgiã. Mas quando ela deixa para trás sua vida em Baltimore e o conforto do Hospital Johns Hopkins para ingressar na residência cirúrgica do Seattle Gr...
