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Seattle, Washington - 2009

Todo mundo já ouviu isso. É uma das coisas que a gente aprende quando tá no sétimo período.

Se adapte ou morra.

Mas se adaptar não é fácil. Você tem que lutar com seus concorrentes e se defender dos seus ataques, e às vezes, você tem que matar.

A gente faz o que é preciso pra sobreviver.

Se adapte ou morra.

Não importa o quanto tenhamos ouvido isso, a lição nunca fica mais fácil.

O problema é: somos humanos.
Queremos mais do que sobreviver.
Queremos amor.
Nós queremos sucesso.

Nós queremos ser o melhor que podemos ser.
Então a gente luta o máximo pra conseguir as coisas.
E o restante todo fica parecendo... a morte.

O dia no hospital estava agitado, com todos ansiosos e animados por causa das entrevistas. Alina havia passado boa parte do tempo ao lado de Derek e Meredith, esperando do lado de fora da sala de cirurgia enquanto Arizona e Alex operavam Zola. Depois, passou horas intermináveis no quarto da bebê junto com os dois. Agora, finalmente, era a sua vez de ser entrevistada.

A porta se abriu, revelando Jackson com uma expressão sombria. Alina conseguia ouvir os gritos vindos da sala de reunião. Jackson havia desistido da pesquisa com o Dr. Webber, e ela sabia exatamente o porquê. Mas para Hunt, ele parecia apenas um covarde que fugia quando sentia medo.

— Doutora Koracick, é a sua vez. — Owen disse, segurando a porta para que ela entrasse.

— Com licença. — Alina murmurou ao passar por ele.

— Seu currículo é impressionante, Doutora Koracick. — Owen comentou, passando os olhos pelos detalhes de sua carreira.

— Obrigada. — Alina respondeu, brincando com os dedos.

— Então, por que eu deveria escolher você como residente-chefe? — Owen perguntou, cruzando as mãos sobre a mesa.

— Na verdade, não deveria. — Alina respondeu, sem hesitar.

— O que? — Owen arqueou as sobrancelhas, surpreso.

— Sou a escolha óbvia, é claro. Sou a melhor candidata e nós dois sabemos disso. Estive cercada por grandes administradores a vida inteira. Meu pai é chefe de cirurgia do melhor hospital do país, minha mãe comanda uma fundação enorme e meu avô... bem, ele é Harper Avery. Então acho que você entende o que isso significa. Aprendi a administrar antes mesmo de aprender a andar e estou no conselho de diretoria da Fundação Harper Avery desde os quinze anos. Então sim, sou a escolha mais óbvia. — Alina afirmou, com um sorriso autoconfiante.

— E, apesar de toda essa confiança, por que eu não deveria escolher você? — Owen insistiu, curioso.

— Porque eu não quero ser residente-chefe! Sou médica, não estou aqui para me perder em papelada e organização. Quero ser a melhor neurocirurgiã do mundo, e para isso preciso estar ao lado do Derek, realizando todas as cirurgias que puder. Não tenho tempo para isso e, sinceramente, não me interessa. Então, por favor, chefe Hunt, não me escolha. — Alina respondeu com firmeza.

— Agradeço sua sinceridade, Alina. Você já pode ir. — Owen disse, um pouco mais sério.

— Só mais uma coisa! O Jackson não é um covarde. Ele sabe que o trabalho do Dr. Webber tem potencial para ganhar um Harper Avery. E ele também sabe que, se o nome dele estiver associado, isso pode comprometer as chances do chefe. Por que acha que eu desisti da pesquisa de Alzheimer com o Derek? — Alina perguntou, encarando Owen.

Código AzulOnde histórias criam vida. Descubra agora