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Seattle, Washington - 2008

Tem certas doenças que começam como uma simples bactéria.
Um mísero invasor solitário.
Em pouco tempo, o invasor se multiplica.
Passam a ser dois, e depois esses dois viram quatro. Esses quatro viram oito, e então o corpo percebe que está sob ataque.
É uma invasão, e a pergunta que o médico faz é: assim que os invasores aterrissam, assim que eles dominam o corpo, o que fazer pra se livrar deles?

As festas de fim de ano vieram e passaram, Natal e Ano Novo.
E a Koracick se quer olhou para Boston.
Ela ficou e trabalhou todos os dias, sem reclamar, sem dormir. Ela só queria que tudo aquilo passasse, que a dor fosse embora.

Quanto a vida de alguém pode mudar em dois meses?

Em dois meses, George morreu, Alina e Mark terminaram, Meredith se casou com Derek e doou um rim para seu pai, o tratamento de Izie estava funcionando e ela havia voltado ao trabalho, Cristina e Owen voltaram.

Mas o que mais assustou eles em tudo isso, foi a decisão de Richard e da diretoria de fundir dois dos maiores hospitais de Seattle.

O Seattle Grace e o Mercy West agora eram um só. E após várias demissões, e medo constante, o dia finalmente chegou. Os médicos, enfermeiros e residentes do Mercy West chegaram, tingindo os corredores do Seattle Grace com seus uniformes alaranjados.

Alina, Izie, Cristina, Lexie e Alex estavam de pé na passarela do segundo andar, observando enquanto os novos funcionários invadiam os corredores do Hospital deles.

— Pegaram o armário do George. — Izie disse com raiva.

— Não vamos deixar eles tomarem posse do nosso hospital tão fácil assim. — Alina disse, afastando-se do parapeito.

— Onde vai? — Lexie perguntou.

— Ver a Meredith. — Alina respondeu, caminhando para o quarto da Grey com o grupo em seu encalço.

[...]

Meredith ainda estava internada. Após Lexie implorar, ela havia doado um rim para seu pai, após ele perder o próprio pra bebida.

— Gafanhotos, Gafanhotos abusados se alimentando das nossas cirurgias. — a Grey disparou, olhando os amigos.

E os internos dos mesmos, que os acompanharam até ali. Todos com raiva da invasão.

— Que folgados. — Izie disse. — Pelo menos nos primeiros dias eles deviam agir como convidados, antes de colocarem os pezinhos em cima das mesas na cantina.

— Por que eles usam uniforme laranja? — Lexie perguntou, olhando pelas frestas da persiana.

— Talvez eles achem que nosso azul não combina com eles. — Alina zombou, roubando a gelatina de Meredith.

— Igual ao nosso acabou. Eles fizeram encomenda mas ainda não chegou. Deve chegar em uma semana. — a Grey mais velha explicou.

— Como sabe disso? — Cristina questionou, arqueando a sobrancelha.

— É o que eu ganho por ficar o dia inteiro aqui deitada. — Meredith rebateu.

— Encomendar novos pra que? Podemos dar esses aqui pros substitutos. — um dos internos de Alina falou.

— Ninguém vai substituir você. — Alex garantiu.

— E se eu tiver que virar legista? — outro interno questionou, suspirando fundo.

— Ninguém aqui vai virar legista! — Meredith garantiu. — Cristina! Alina! Falem pra eles.

— Falar o que? — a Yang rebateu, tão deprimida quanto o resto deles.

Código AzulOnde histórias criam vida. Descubra agora