O resto do dia passa, e essa noite é minha vez de ficar na vigilância do navio e comigo hoje está...Luffy. Mas ele provavelmente não vem não. Não pareceu pro jantar, então não vai ser agora que vai aparecer. Ele nem deve lembrar.
A noite cai sobre o mar, um manto de estrelas brilhantes se espalha pelo céu. A lua cheia pinta o mar de prata, refletindo a sua luz nas ondas que batem contra o casco do navio. O vento leve sopra a brisa do mar, carregando o ar com o cheiro salgado da água do mar.
A escuridão da noite envolve o navio e o mar em um silêncio profundo, quebrado apenas pelo som do vento e das ondas. As estrelas brilham como diamantes no céu, e a lua cheia projeta longas sombras sobre o navio.
Sento-me na proa do navio, enrolando meus braços em torno dos joelhos. Observo o mar sem fim à minha frente.
— Você vai morrer por ficar aqui fora sem um moletom, — diz uma pessoa saindo das sombras do navio, com uma voz rouca e um sotaque carregado. Levanto os olhos para ver quem é, e para minha surpresa é Max.
Max é alto e forte, com ombros largos e braços musculosos. Seus cabelos negros e crespos caem sobre os ombros, e seus olhos escuros transmitem uma aura de mistério e um olhar intenso. Ele tem um rosto marcado por cicatrizes, lembranças de batalhas e aventuras, mas que lhe conferem um ar de determinação e força. Um largo sorriso se abre em seu rosto, revelando dentes brancos e perfeitos, contrastando com a rudeza de sua aparência. Ele usa um casaco de couro desgastado pelo tempo, que parece ter passado por muitas jornadas perigosas.
Conheci o Max quando conheci o Ace. Eles foram juntos, o Max e um pirata do Barba Branca. Foi ele quem minha mãe tinha contado durante o mês que fiquei com o Ace. Ele também estava lá, ficamos bastante amigos.
— Como você está, Kiara? — ele pergunta, abrindo os braços. Vou ao seu encontro e o abraço apertado.
— Estou bem, — digo, com um sorriso genuíno, sentindo um aperto no coração ao reencontrá-lo.
— Desculpa por não te procurar depois da morte do Ace, — diz ele, em um sussurro no meu ouvido, com um tom de voz carregado de tristeza.
— Eu entendo, — digo, devolvendo o abraço com força, apertando o corpo de Max contra o meu, como se quisesse absorver um pouco do calor e da força que ele transmitia.
— Eu queria ter te procurado, Kiara. Mas... as coisas foram muito difíceis depois que o Ace... — ele suspira, com uma expressão de dor no rosto, os olhos um pouco úmidos, como se estivesse revivendo a dor da perda do amigo.
— Eu sei, Eu não esperava que você viesse me procurar — digo, com um tom de voz calmo, mas com um aperto no coração, "Eu sei que você está passando por um momento difícil, e eu não queria adicionar mais carga em sua vida".
— Eu... eu não sabia como te encontrar, — diz ele, com um ar de quem está um pouco desconfortável, coçando a nuca com a mão como se estivesse sem graça com a própria incapacidade.
— Tudo bem, — digo, sorrindo para ele, tentando transmitir tranquilidade e compreensão.
— Marco e eu preferimos a não te colocar em perigo por vc ser filha e irmã dos piratas lendários. Agora vc está na tripulação do Chapéu de Palha, Ace ficaria feliz nos dois irmãos juntos, — diz ele, sereno, com um brilho nos olhos, como se estivesse recordando a figura de Ace com ternura e saudade.
— Eu sei que sim, — digo, enxugando uma lágrima que escorre pelo meu rosto, com um gesto delicado e triste.
— Nos preparamos um presente para você, — diz Max Ele abre a mochila com cuidado, como se estivesse revelando um tesouro precioso tirando um chapéu igual ao do Ace
— Obrigada... Obrigada... — digo, com a voz trêmula, as lágrimas transbordando pelos meus olhos. A emoção me toma por completo
— Agora eu preciso ir. Nos encontramos na próxima ilha, — diz Max, se afastando de mim, com um ar de quem está com pressa. Ele me dá um último sorriso carinhoso, e seus olhos transmitem uma profunda tristeza.
— Max, eu sempre amarei o Ace, — digo, enxugando as lágrimas com a mão.
— Eu sei, — diz ele, com um tom de voz calmo, "Ele sempre estará em nossos corações".
— Eu também te considero, e posso dizer que você está no meu coração, — digo, acenando para ele.
— Você também está no meu coração, irmã do meu amigo, e uma irmã pra mim. Se cuida. Te vejo em alguns dias. Te amo, — diz ele, partindo. Ele pula para um pequeno navio que parece ter sido feito para navegar pelos mares mais agitados. O navio é pequeno e rápido, com uma proa afilada e uma vela única que se estende para cima, como a asa de uma ave de rapina. As madeiras do navio estão desgastadas pelo tempo, mas ainda transmitem força e resistência, como se estivessem prontas para enfrentar qualquer tempestade.
— Te amo também, — digo alto, enquanto seguro o chapéu sobre o peito, como se ele fosse uma parte de mim.
— Quem é aquele? — uma voz fria e carregada de emoções pergunta atrás de mim. Me viro para encarar Luffy, com os olhos estreitos e uma expressão de quem não está satisfeito com a resposta.
— Um amigo, — digo, apertando o chapéu com mais força, como se estivesse tentando me proteger de algo.
— Amigo? — Luffy pergunta, com um tom de voz incrédulo,
— Sim... se você já veio trocar de lugar, já vou dormir, — digo, caminhando pro consultório de Chopper, com um ar de quem está cansada e quer paz.
— O que é isso? — ele pergunta, enquanto me afasto, com uma expressão de quem está curioso e quer saber mais.
— Um presente particular meu, — digo, fechando a porta
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Monkey D. Luffy
Fanfiction.... Kiara, uma jovem talentosa com o poder da Akuma no Mi "Hikari no Mi", vive uma vida simples Mas sua rotina pacata é interrompida quando um grupo de marinheiros a acusa de ser uma criminosa. Em meio à perseguição, ela se vê envolvida em uma...
