O caos na praça era a minha cortina de fumaça. As pessoas corriam em todas as direções, gritando com a visão da criatura marinha ilusória. Era a minha chance. Concentrei meu poder da Hikari no Mi, e a luz ao meu redor pareceu dançar. Em um instante, minha aparência começou a mudar. Meus cabelos mudaram de cor e comprimento, meus traços faciais se suavizaram, minhas roupas se transformaram em trapos de um morador de rua. A transformação era completa, uma nova ilusão para enganar a Marinha.
Misturei-me à multidão em pânico, correndo na direção oposta da praça. Mantive a cabeça baixa, o olhar fixo no chão, evitando qualquer contato visual. A adrenalina corria em minhas veias, impulsionando-me para longe do perigo. A ilha, que momentos antes parecia um refúgio, agora era uma armadilha.
Eu precisava sair dali. Precisava encontrar um jeito de voltar para o mar, de encontrar o Sunny.. Eu tinha que consertar as coisas. Fugir da Marinha era apenas o primeiro passo.
Com o coração apertado e a aparência de uma mendiga, voltei para o restaurante da Dona Rosa. A cidade inteira parecia estar em caos. A minha ilusão da criatura marinha tinha feito um bom trabalho. Eu me movi pelas ruas, escondida em minha nova forma, e me aproximei do restaurante. O sino da porta tilintou, anunciando a minha chegada, mas, desta vez, não havia silêncio, mas sim uma algazarra.
Quando entrei, meus olhos se arregalaram. Brook, com sua música melancólica, estava tocando uma canção de amor triste, enquanto Nami e Usopp, vestidos com aventais, serviam mesas cheias de clientes. Robin, com sua graça usual, limpava as mesas, e Franky estava na cozinha, construindo algo que parecia um novo e potente fogão. E, na cozinha, Sanji, com uma expressão séria, estava cozinhando.
Eles não me viram. Estavam todos ali, servindo e trabalhando no restaurante, esperando por mim. Foi então que meus olhos encontraram os de Luffy. Ele estava sentado em um canto, com a cabeça baixa, o chapéu de palha em seu rosto, mas, ele levantou a cabeça e seus olhos, cheios de tristeza e alívio, encontraram os meus.
— Você voltou — Luffy disse, com um sorriso tão grande que iluminou todo o restaurante.
Seu rosto, antes sombrio e abatido, transformou-se completamente. Ele largou o chapéu de palha, que caiu no chão, e correu em minha direção, atravessando as mesas e os clientes, sem se importar com nada. Ele me abraçou com tanta força que me deixou sem ar, mas a sensação era de alívio e segurança. Eu ainda estava com minha aparência disfarçada de mendiga, mas ele me reconheceu.
Eu o abracei de volta, sentindo as lágrimas rolarem pelo meu rosto. Não eram mais lágrimas de tristeza ou de culpa, mas de pura felicidade. O calor de seu corpo era um lembrete de que eu estava em casa. A sua presença, o seu abraço, era a resposta para todas as minhas perguntas. Eu não estava mais sozinha. Eu estava com a minha família.
A tripulação inteira parou o que estava fazendo. Nami e Usopp, que estavam servindo as mesas, largaram os pratos e nos olharam, com lágrimas nos olhos. Sanji saiu da cozinha, o rosto cheio de alívio. Brook parou de tocar sua música, e um silêncio se instalou no restaurante. Eles também estavam aliviados.
— Eu te amo — ele sussurrou em meu ouvido.
A alegria de nosso reencontro foi abruptamente interrompida. A porta do restaurante se abriu com força, e Zoro entrou correndo, com Chopper nos ombros, sua expressão séria e alarmada.
— Droga, pessoal! A Marinha está aqui! — Zoro gritou, sua voz era um alerta.
O abraço de Luffy se desfez, e ele se virou para Zoro, o rosto sério. Nami e Robin, que estavam na frente, já estavam com suas expressões tensas, prontas para lutar.
— Dona Rosa, vamos precisar ir embora! — Nami disse, puxando Usopp para a porta dos fundos.
Dona Rosa, com sua sabedoria usual, apenas sorriu e acenou com a mão, lágrimas nos olhos. — Tchau, queridos. Obrigada. Sejam felizes.
Sanji, que estava na cozinha, pegou uma toalha e limpou as mãos, seus olhos cheios de alívio por me ver segura, mas também de preocupação com a Marinha. Luffy pegou o chapéu de palha e me deu a mão, e nós corremos em direção à porta dos fundos, seguindo o resto da tripulação.
— Luffy — eu disse, olhando para ele. A conversa que tanto adiamos finalmente parecia estar prestes a acontecer.
— Não diz nada — ele sussurrou, me afundando em um abraço. Seu rosto estava sobre meu ombro, o cheiro familiar de mar e aventura me acalmando.
O abraço dele não era urgente como o primeiro, mas profundo e carregado de alívio. Não havia a necessidade de palavras naquele momento. Apenas de sua presença.
Eu só aproveitei o momento com ele ali, sentindo o calor de seu corpo e o ritmo de sua respiração. Nossos corações batiam juntos, e naquele silêncio, a conversa que precisávamos ter já estava acontecendo. O perdão e o amor, que nós dois temíamos ter perdido para sempre, estavam ali, em um abraço.
( espero que vocês leiam minha próxima fanfic do Luffy ou do Zoro talvez)
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Monkey D. Luffy
Fanfiction.... Kiara, uma jovem talentosa com o poder da Akuma no Mi "Hikari no Mi", vive uma vida simples Mas sua rotina pacata é interrompida quando um grupo de marinheiros a acusa de ser uma criminosa. Em meio à perseguição, ela se vê envolvida em uma...
