Após horas, Luffy finalmente retornou ao Sunny, sua expressão carregada de uma seriedade que me fez engolir em seco. Ele entrou no navio, ombros tensos, e seguiu direto para seu quarto, sem sequer lançar um olhar para seus companheiros, nem para mim.
— Eu preciso falar com ele — declarei, minha voz tremendo um pouco, enquanto encarava Zoro, que observava Luffy desaparecer no corredor.
— Dê um tempo para ele descansar — respondeu Zoro, sua voz calma, mas firme, enquanto cruzava os braços sobre o peito.
— Mas, Zoro... — insisti, mordendo o lábio inferior, preocupação latejando em meu peito.
— Ele te procurará quando estiver melhor — concluiu Zoro, sua voz carregada de uma certeza que me fez hesitar, antes de se virar e seguir para o mastro principal.
Sigo para a cozinha, a preocupação latejando em meu peito como um tambor frenético.
— Sanji, o Luffy vai ficar bem? — indaguei, minha voz tremendo um pouco enquanto apertava as mãos, ansiosa.
— Senhorita, ele é o capitão, suporta as dores de um capitão — respondeu Sanji, sua voz carregada de uma tristeza resignada, enquanto limpava um prato com um pano, seus movimentos lentos e cuidadosos.
— Não entendi — murmurei, franzindo a testa e mordendo o lábio inferior, confusa.
— Luffy carrega o peso de toda a tripulação — explicou Sanji, seu olhar fixo no prato que limpava, como se estivesse perdido em pensamentos.
— A tripulação tem que carregar o peso dele! — exclamei, batendo na mesa com força, a palma da mão ecoando pelo cômodo, frustração fervendo dentro de mim.
— Verdade, mas ele prefere ficar assim — disse Sanji, um suspiro escapando de seus lábios, enquanto abaixava a cabeça, resignado.
— Não permitirei — declarei, minha voz cheia de determinação, antes de sair da cozinha, meus passos apressados ecoando pelo corredor.
Comecei a procurar Luffy em todos os lugares possíveis, meus olhos varrendo cada canto do navio.
— Luffy, cadê você? — gritei, minha voz ecoando pelo navio, enquanto corria pelo convés, o vento salgado chicoteando meu rosto."
"— Você já procurou ele no quarto dele? — perguntou Usopp, a voz carregada de preocupação, enquanto mordiscava a ponta do dedo, nervoso.
— Isso! — exclamei, virando-me nos calcanhares e correndo para o quarto de Luffy, o coração batendo forte no peito.
Cheguei à porta do quarto de Luffy e bati, a mão tremendo levemente.
— Pode entrar — disse ele, a voz abafada pelo outro lado da porta.
— Luffy, sou eu — anunciei, abrindo a porta e entrando no quarto, meus olhos fixos nele.
— Ah, é você — respondeu Luffy, virando a cadeira lentamente para me encarar. Seu chapéu de palha projetava uma sombra sobre seu rosto, ocultando suas expressões, mas não o suficiente para esconder a seriedade em seu olhar.
— Você está bem? — perguntei, sentando-me na beirada da cama, a voz carregada de preocupação.
— Sim... eu queria mesmo falar com você — disse ele, levantando a cabeça lentamente, seus olhos encontrando os meus.
— Pode falar, estou preocupada com você — declarei, minha voz tremendo um pouco, enquanto apertava as mãos no colo.
— Quero que você esqueça qualquer sentimento que tenha por mim. Esqueça o beijo — disse Luffy, sua voz firme, mas com um toque de tristeza, enquanto ele apertava as mãos sobre o colo.
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Monkey D. Luffy
Fanfiction.... Kiara, uma jovem talentosa com o poder da Akuma no Mi "Hikari no Mi", vive uma vida simples Mas sua rotina pacata é interrompida quando um grupo de marinheiros a acusa de ser uma criminosa. Em meio à perseguição, ela se vê envolvida em uma...
