O teste de DNA

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As semanas passaram, e a vida de Felix parecia dividida entre o caos e os momentos de alívio que ele encontrava nos braços de Hyunjin. As equipes da Louis Vuitton e da Versace estavam trabalhando incansavelmente para refazer as peças destruídas, mas o ritmo frenético de trabalho não era o suficiente para distraí-lo de seus pensamentos.

Uma noite, enquanto ele e Hyunjin estavam no sofá assistindo a um filme, o celular de Felix vibrou na mesa de centro. Ele pegou o aparelho com um suspiro, vendo uma mensagem de Risabae.

Risabae: "Um mini Lix está a caminho 😊"

Felix leu e releu a mensagem várias vezes, sentindo o peito apertar. Ele abaixou o celular sem responder e passou a mão pelo rosto, frustrado.

— O que foi? — Hyunjin perguntou, percebendo a mudança de humor. Ele pausou o filme e se virou para Felix, tocando suavemente seu braço.

Felix olhou para ele, hesitando antes de entregar o celular. Hyunjin leu a mensagem e franziu o cenho.

— "Mini Lix"? — Hyunjin repetiu, claramente desconfortável.

Felix soltou uma risada nervosa, sem humor.

— Parece que é um menino.

Hyunjin devolveu o celular, ficando em silêncio por alguns segundos antes de dizer:

— Como você está se sentindo com isso?

— Como você acha? — Felix respondeu, com a voz amarga. Ele passou as mãos pelos cabelos loiros, bagunçando-os. — Eu não queria isso, Hyunjin. Eu nunca quis.

Hyunjin estendeu a mão, puxando Felix para perto de si.

— Eu sei.

Felix se deixou ser abraçado, afundando o rosto no peito de Hyunjin.

— Eu não consigo me sentir feliz. Não consigo sentir nada além de desespero.

— E não precisa. — Hyunjin respondeu, acariciando os cabelos de Felix. — Você está lidando com isso do seu jeito, no seu tempo.

Felix ergueu a cabeça, encarando Hyunjin com olhos tristes.

— Mas o que vou fazer, Hyunjin? Se esse bebê for meu...

— Então você decide como quer ser parte da vida dele. — Hyunjin disse, com firmeza. — Ninguém pode te obrigar a nada, Felix. Nem ela.

Felix assentiu lentamente, mas a dúvida e a insegurança ainda estavam estampadas em seu rosto. Ele se inclinou novamente contra Hyunjin, buscando conforto.

Nos dias que se seguiram, Felix começou a se fechar ainda mais. Durante os ensaios e reuniões com as marcas, ele era profissional e focado, mas nos momentos em que estava sozinho, a ansiedade o consumia. Ele evitava pensar no assunto, mas Risabae continuava mandando mensagens esporádicas, sempre usando um tom provocador ou irônico.

Uma noite, depois de mais uma mensagem, Felix perdeu a paciência. Ele se virou para Hyunjin, que estava na cozinha preparando chá, e disse:

— Não aguento mais. Ela está me sufocando.

Hyunjin parou o que estava fazendo e olhou para Felix com preocupação.

— O que ela disse agora?

Felix jogou o celular na mesa com um pouco mais de força do que pretendia.

— Ela disse que o "mini Lix" já começou a chutar.

Hyunjin se aproximou, segurando os ombros de Felix.

— Você quer que eu fale com ela?

— Não. — Felix respondeu rapidamente, balançando a cabeça. — Isso é algo que eu preciso resolver.

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