Casa vazia

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Depois de semanas intensas e emocionantes, o momento de Risabae voltar para sua casa finalmente chegou. Felix e Hyunjin ajudaram a carregar as bolsas para o carro, mas, enquanto dirigiam, o clima no veículo estava pesado. Nenhum dos dois dizia muito, apenas trocavam olhares tristes enquanto Theo dormia no bebê-conforto, alheio à atmosfera carregada.

Chegando à casa de Risabae, Felix estacionou o carro em frente ao portão e suspirou profundamente.

— É isso, então — ele murmurou, olhando pelo retrovisor para Theo.

Hyunjin assentiu em silêncio, seus dedos tamborilando contra o joelho. Os dois desceram do carro para ajudar Risabae a levar tudo para dentro. Ela abriu a porta, segurando Theo no colo com cuidado, e os dois seguiram logo atrás, carregando as bolsas com as roupas e acessórios do bebê.

Assim que tudo estava dentro da casa, Risabae olhou para eles e tentou sorrir.

— Obrigada por tudo. De verdade. Eu... eu não teria conseguido sem vocês.

Felix deu um pequeno sorriso, mas seus olhos estavam marejados.

— Claro que teria, Bae. Você é mais forte do que pensa.

Hyunjin, que estava parado ao lado de Felix, concordou.

— É verdade. Mas ainda assim... foi bom poder ajudar. Ele é incrível, Risabae.

Ela olhou para Theo, que agora estava acordado e observando tudo com os olhos grandes e curiosos.

— Ele é mesmo — ela disse com a voz carregada de emoção, acariciando a bochecha do filho.

Felix deu um passo à frente, relutante em se despedir.

— Nós... vamos sentir falta dele. Muito.

Risabae suspirou, entendendo o peso daquelas palavras.

— Olha... eu pensei muito nisso. E quero que saibam que o Theo não é só meu. Ele é nosso.

Felix franziu o cenho, confuso, enquanto Hyunjin inclinava a cabeça, esperando que ela continuasse.

— Quero dizer... ele pode passar alguns dias comigo e outros dias com vocês. Assim, ninguém fica longe dele por muito tempo — Risabae explicou, com um sorriso tímido.

Felix e Hyunjin trocaram um olhar rápido. Felix parecia aliviado, e Hyunjin abriu um sorriso de canto, assentindo.

— Sério? — Felix perguntou, a voz falhando levemente.

— Sério — Risabae confirmou. — Vocês são pais dele tanto quanto eu. Não seria justo separar vocês dois dele.

Felix não conseguiu segurar as lágrimas dessa vez. Ele se aproximou e beijou a testa de Theo, que soltou um pequeno som curioso.

— Obrigado, Risabae. De verdade.

Hyunjin, mais contido, apenas colocou uma mão no ombro de Risabae.

— Você está sendo incrível por permitir isso.

Ela deu de ombros, meio envergonhada.

— Não é por vocês, é por ele. Theo merece ter todo o amor do mundo.

Os três ficaram em silêncio por alguns instantes, apenas observando Theo.

Felix finalmente se afastou, limpando os olhos.

— Acho que já está ficando tarde... precisamos ir.

Hyunjin concordou, mas antes de sair, ele se abaixou para dar um último beijo na cabeça de Theo.

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