Após receber um presente de uma jovem excêntrica, a vida de Harley Madson mudou para sempre. Três caras começaram a fazer parte de sua vida, um é seu amigo, outro odeia ela, outro gosta até demais dela.
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Era noite de quarta-feira. Depois de dar banho na Frances, ficamos nós três na cama. Kurt estava brincando com ela quando o telefone tocou lá embaixo.
— Pode atender? — Kurt pediu, sem tirar o olho dela.
— Claro.
Pulei da cama e desci depressa. Fui ao telefone e atendi.
— Alô?
— Oi. — A voz do Krist respondeu.
— Oi, Krist?
— Não, é a Rainha da Inglaterra, como vai?
— Bem, e você majestade?
— Dá pra passar o telefone para o Kurt?
— Na verdade, não. Ele está ocupado lá em cima.
— Pede para ele me ligar depois, então.
— Tá bom,eu vou f…
Antes de eu terminar a frase, ele desligou na minha cara. Coloquei o telefone de volta no gancho e subi. Já no corredor dos quartos, senti um desconforto na barriga. Parei e respirei fundo.
Voltando para o quarto, Kurt estava de pé, cantando baixinho com Frances no colo, a ninando. Me sentei na cama, olhando eles. Ele foi devagar até o berço e a colocou com cuidado. Depois de a beijar e cobrir com a cobertinha, ele veio até mim e me puxou da cama:
— Vem, minha linda.
— Onde?
— Vem e verá.
Saímos do quarto e descemos. Fomos para a varanda dos fundos, mas parei na porta:
— Ei, o que foi? O que vamos fazer aqui?
— Vem! — Ele me puxou, de leve — Quero dançar com você.
— Dançar o quê, Kurt?
Ele me olhou e deu um sorrisinho estranho:
— Hum... Sacrifice.
— Elton John?
Ele fez que sim com a cabeça, lentamente. Prendeu os braços ao redor da minha cintura e eu o abracei sobre os ombros. Começamos a dançar a música lenta imaginária, devagar.