Capítulo 43

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Dias depois, numa tarde nublada, eu e Sheli estávamos assistindo um filme na sala. Krist havia saído cedo e chegou quase às duas da tarde. Entrou, tirou o casaco e parou na minha frente:

— Mad, se arrume, vamos sair.

— Pra onde?

— Eu fui falar com o Kurt e tem uma coisa que você precisa saber.

—O quê? — Perguntei, sem muito interesse.

— Isso só ele pode te dizer. Vamos?

— Não vou.

— Você vai sim.

— Não. Sheli fala pra ele que eu não vou.

Ela me olhou e concordou com ele:

— Você devia ir, tem alguma coisa a perder?

— Sim, a minha dignidade.

— Anda, não temos muito tempo. —Krist disse, olhando o relógio de pulso.

Sheli me fez pular do sofá e me convenceu a arrumar e ir. Fui para o quarto e tirei o pijama, vesti uma calça jeans e uma camisa do Krist, já que a maioria das minhas roupas boas estavam todas na mansão Cobain.
Depois, Krist, eu e Sheli nos reunimos na cozinha, e Krist explicou o plano.

— Então, é o seguinte. Courtney não está lá agora, e o amiguinho dela não vai deixar você entrar, Mad, por isso, vamos disfarçar você. — Ele olhou para a Sheli — Amor, tudo bem se ela se passar por você?

—Fico lisonjeada.

— Ótimo, então vamos.

Sheli nos desejou boa sorte e nós partimos.
No caminho até a casa do Kurt, nos encontramos com um amigo do Krist e pegamos uma peruca chanel emprestada. Daí fomos direto para a mansão. Chegando lá, paramos no outro lado da rua. Krist revisou o plano bem bolado dele mais uma vez, depois suspirou:

— É agora ou nunca.

Assenti, pegando a peruca. Coloquei direitinho e botei os óculos escuros.

— Olha, não fala muito , ok? Tá vendo aquele cara sentado na cadeira de praia?

— Sim.

— É um dos seguranças dela, ele é pirado. Deixa que eu falo tudo, só vai na onda.

— Certo.

Saímos do carro e fomos juntos em direção à mansão. Pensei em segurar a mão dele para interpretar melhor o papel, mas deixei pra lá.
Quando subimos a pequena ladeira, chegando na entrada, o segurança nos olhou.

— E aí, Cal? — Krist sorriu.

— Fala, Krist, está de volta? E quem é essa?

—Ué cara, é minha esposa, Sheli, lembra dela?

— Não brinca, então é ela? Poxa, mas que casal mais frio vocês são!

— Ela é tímida, só isso. — Krist riu, passando um braço sobre meus ombros — Não é amor?

—É. — Dei um sorrisinho.

— Ah, não. Quero ver, vai, dá um beijo nela.

— Qual é, cara. — Krist riu, tenso.

— É sério, manda a ver.

Krist me olhou, claramente nervoso.

— Tá. — Suspirou.

Como ele era muito alto, prendeu os braços ao redor da minha cintura, me erguendo. Me deu um selinho rápido e me colocou de volta no chão.

— Tá brincando? Chama isso de beijo? Ela é sua mulher, porra, parte pra cima, beija com vontade!

In BloomOnde histórias criam vida. Descubra agora