Após receber um presente de uma jovem excêntrica, a vida de Harley Madson mudou para sempre. Três caras começaram a fazer parte de sua vida, um é seu amigo, outro odeia ela, outro gosta até demais dela.
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—Será que isso é uma boa ideia? — Perguntei, enquanto colocava as malas no porta malas.
— É sim. — Kurt respondeu, me olhando e depois sorriu.
— Tudo bem, mas vai ser estranho.
— Esquenta não.
— Chama o Isaac.
Ele virou-se e entrou em casa. Fechei o porta-malas e fui assumir o volante. Sentei, colocando o cinto de segurança. Nisso, Kurt veio e entrou no carro, ao meu lado no banco do carona. Zack entrou atrás, logo em seguida. Olhei pelo retrovisor. Isaac já estava um rapazinho lindo, a cara do Kurt quando era jovem, os cabelos castanhos caindo no rosto. Estava usando jeans e um blusão xadrez. Ele me viu e sorriu.
— Prontos? — Girei a chave na ignição.
— Vamos nessa. — Kurt se ajeitou no banco.
Acelerei e a viagem para Seattle começou. Por ideia da própria Courtney, teria um reencontro daquele antigo grupo. O Nirvana, o Hole e amigos da época. Como aquela mansão passou a ser propriedade dela, o encontro seria lá.
— Você está linda. — Kurt comentou.
Eu estava usando uma calça jeans e uma camisa social preta. O cabelo grande caindo sobre os ombros, batom vermelho e maquiagem preta nos olhos. Eu já era uma mulher de 33 anos.
Kurt abriu um mapa e olhou, concentrado. Ainda eram cinco da tarde e estava escurecendo.
— Vamos chegar em Denver mais ou menos às uma da manhã. Aí paramos num Hotel e voltamos pra estrada na manhã seguinte.
— Isso. — Assenti.
— Pai, você trouxe o CD do Arctic Monkeys? — Zack perguntou.
— Como eu ia esquecer? — Sorriu.
Arctic Monkeys era a banda favorita dos dois, desde 2002 quando explodiram.
— Lembro de escutar algumas músicas deles antigamente. — Falei, nostálgica, lembrando da época da escola.
Os dois me olharam como se fosse uma doida. Isso era frequente na nossa vida, já que eu presenciei o futuro e conheci certas coisas bem antes deles.
— Nada, esquece. — Falei, enfim.
Kurt colocou o CD para rodar e a viagem prosseguiu. Cantamos juntos, rimos e ficamos conversando até tarde. A viagem estava maravilhosa. Lá pelas 23h, Isaac começou a dormir no banco de trás. Kurt baixou o volume da música, e um tempo depois, ele também caiu no sono, e eu fiquei dirigindo, ouvindo a música baixinho.
*
1h da manhã estávamos dentro da cidade de Denver, e eu rodei por lá até encontrar um hotel. Deixei o carro no pequeno estacionamento, e eu e Kurt entramos na recepção. Eu praticamente carreguei Isaac, porque ele não acordava de jeito nenhum. Kurt fez o check in, daí subimos para o segundo andar. Era tudo bem simples e bem arrumado. Kurt já caiu na cama e dormiu, então eu fiquei com a tarefa de colocar Isaac na cama. Depois, tomei um banho e dormi com fome. Na manhã seguinte, bem cedo, antes de clarear o dia, levantei e chamei os dois. Arrumamos tudo depressa e fomos embora. Mais tarde, almoçamos em um restaurante de beira de estrada. A viagem prosseguiu o resto do dia, e lá pelas 18h, entramos em Seattle. Kurt e Isaac estavam vidrados na janela, olhando tudo.