1TP COMPLETA / 2TP COMPLETA
Uma família inesperada
Sinopse:
Narrada por Pedri, meio-campista do Barcelona, esta história desdobra-se em um dia inesquecível que muda sua vida para sempre. Durante uma vibrante partida no Camp Nou, Pedri, um jovem tal...
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Depois de uma tarde cheia de aventuras, saímos do shopping com as sacolas lotadas de brinquedos, roupas novas e, claro, o ursinho que Gavi não havia largado nem por um segundo. Eu estava exausto, mas meu coração estava leve, vendo o sorriso genuíno de Pablo, tão feliz com tudo que compramos e com o sorvete que ainda deixava manchas vermelhas ao redor da boca.
Guardamos tudo no porta-malas, e eu segui pela rua, sentindo aquele cansaço bom de quem fez o dia valer a pena. Gavi estava quieto, olhando pela janela, o que não era nada normal para ele, já que normalmente ele estava falando o tempo todo. Olhei para ele pelo retrovisor e o vi completamente absorto, com os olhos fixos em algo à sua frente.
"Papaaaaai..." Ele disse com aquela vozinha doce, mas cheia de um desejo que não pude ignorar.
"Que foi, baixinho?" perguntei, enquanto o carro passava lentamente por uma rua tranquila.
Ele apontava para o lado, onde um centro de adoção de animais se destacava, com várias placas coloridas e cachorrinhos pequenos atrás da cerca. Seus olhos estavam tão brilhantes, tão cheios de esperança, que minha primeira reação foi tentar disfarçar o sorriso e os pensamentos de "não, não, não, não agora".
Mas Pablo não desistiu. Ele estava tão envolvido na visão daquilo, o biquinho se formando em seus lábios, a carinha de quem estava prestes a ter seu pedido atendido, que eu sabia que seria impossível recusar. No fundo, o que eu poderia fazer? Aquele olhar, aquele jeitinho que ele tinha de me conquistar em qualquer situação... Eu sabia que não conseguiria resistir.
"Vamos só dar uma olhadinha, tá?" falei, tentando fazer a situação parecer menos comprometida do que realmente estava se tornando.
Ele assentiu com tanto entusiasmo que era impossível não sorrir. Estacionei o carro e saí, abrindo a porta para Gavi, que saltou rapidamente para fora, já correndo para a entrada do local.
"Papai, olha aquele! Ele parece tão fofinho!" Pablo exclamou, apontando para um cachorro preto minúsculo que estava olhando para ele com olhos grandes, como se fosse tão tímido quanto ele. O cachorrinho estava deitado no cantinho parecendo esperar por algo.
"Sim, ele é fofo..." Eu respondi, já percebendo que estava perdendo a batalha.
Caminhamos até a área onde os cachorros estavam e, quando nos aproximamos do pequeno, o cachorro imediatamente correu até a cerca, abanando o rabo. Gavi estava radiante. O cachorrinho, tão pequeno quanto ele, parecia realmente ter uma conexão instantânea com o meu filho.
"O que você acha, Pablo? Será que ele gosta de você?" Perguntei, mais para tentar manter o controle da situação do que para realmente resistir à ideia.
Gavi se agachou na frente da cerca, falando com o cachorrinho em um tom doce. "Eu vou te chamar de Pingo, tá bom? Você vai ser meu amigo!"
Eu ri baixinho. Era impossível não sorrir para a cena. O cachorrinho estava agitado, mexendo a cauda, como se tivesse entendido que o nome escolhido era algo especial.
Com um sorriso largo no rosto, olhei para o atendente do centro de adoção, que estava sorrindo também. "Parece que ele já escolheu, né?" O homem disse, com um brilho nos olhos. "Pingo então né? Ele é bem calmo, e parece que ele gostou muito do seu filho."
Eu respirei fundo, olhei para Pablo, que estava agora com os braços estendidos para pegar o cachorrinho, e então sabia que não tinha mais volta.
"Tá bom, vai ser Pingo então", eu disse, já sabendo que aquele cachorro seria o novo membro da nossa família. Eu podia ver o quanto ele fazia Pablo feliz. E, se isso significava mais responsabilidade para mim, também significava mais amor.
Voltamos para casa com o cachorrinho no colo de Gavi, que parecia não acreditar que agora tinha um amigo para chamar de seu. Pingo, o cachorro preto e minúsculo, estava quietinho, mas seus olhos brilhavam tanto quanto os de Pablo.
Quando chegamos em casa o baixinho estava animado mas com os olhos pesados de sono. Tinha corrido bastante por hoje. E é claro, não livrou o pobre cachorrinho, o levou consigo no colo, e por mais que Pedri tivesse tentado dizer que o filhote tinha que dormir em outro lugar e não na cama de Pablo, falhou miseravelmente porque Pablo fez carinho no bichinho com sua mãozinha pequena e o aconchegou na ponta de sua cama.
Gavi dormindo enrolado na coberta e o pequeno pingo enroscado na ponta da coberta na ponta da cama de Gavi, agora dormindo também.