2TP: casal

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Era raro termos um dia só para nós dois

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Era raro termos um dia só para nós dois. Com Pablo crescendo e ficando cada vez mais ativo, nossos momentos como casal muitas vezes ficavam em segundo plano. Mas hoje seria diferente. Minha mãe havia insistido em passar o dia com ele, dizendo que queria mimá-lo um pouco, levá-lo para comer suas comidas favoritas e assistir a um filme na casa dela.

Aceitamos a oferta sem hesitar. Não porque queríamos nos livrar dele, mas porque também precisávamos desse tempo juntos. Desde que Ana entrou em nossas vidas, ela se tornou parte essencial de tudo. Não era só a mulher que eu amava, mas também alguém que cuidava de Pablo como se ele fosse dela desde sempre.

Assim que minha mãe veio buscar Pablo, Ana se virou para mim com um sorriso brincalhão.

— E agora, o que vamos fazer?

Eu já tinha um plano. Nada grandioso, nada extravagante, apenas um dia simples, tranquilo, do jeito que gostávamos. Peguei a chave do carro e estendi a mão para ela.

— Você confia em mim?

Ela riu, pegando minha mão.

— Depende... Se você me levar para um jogo de futebol, vou embora agora.

— Nada de futebol hoje — prometi, rindo. — Só nós dois.

Dirigi até um lugar que eu sabia que ela amava: uma praia mais afastada da cidade, longe do movimento, onde podíamos apenas ouvir o som das ondas e relaxar. Estava um dia lindo, com o céu limpo e o sol brilhando na medida certa.

Ana tirou os sapatos assim que pisamos na areia e respirou fundo, fechando os olhos por um instante.

— Isso é perfeito — ela disse, sorrindo.

Andamos pela areia de mãos dadas, sem pressa, apenas aproveitando a presença um do outro. Conversamos sobre tudo e nada ao mesmo tempo. Sobre o futuro, sobre nossos sonhos, sobre como Pablo estava crescendo rápido demais.

— Você acha que ele vai mesmo jogar no Barcelona um dia? — Ana perguntou, olhando para mim.

Suspirei, pensando no quanto Pablo era determinado.

— Se depender da vontade dele, com certeza. Mas eu não quero forçar nada. Ele tem que decidir isso sozinho.

Ela assentiu, concordando.

— Ele te admira tanto. Acho que, para ele, jogar onde você joga é mais do que um sonho. É um jeito de te ter sempre perto.

Sorri, sentindo um aperto no peito. Eu sabia que Pablo me via como um exemplo, e isso era algo que me deixava orgulhoso e, ao mesmo tempo, com medo de decepcioná-lo.

Depois de um tempo caminhando, nos sentamos na areia, apenas observando o mar. Ana se encostou em mim, e eu passei um braço ao redor dela, sentindo o calor do seu corpo contra o meu.

— Às vezes eu não acredito que isso tudo é real — murmurei. — Você, Pablo, nossa vida juntos. Parece um sonho.

Ela levantou o rosto para me olhar, os olhos brilhando.

— Eu também me sinto assim. Mas é real, Pedri. E eu não trocaria isso por nada.

Beijei-a suavemente, aproveitando aquele momento raro de tranquilidade.

Ficamos na praia por mais um tempo antes de decidirmos comer algo. Levei Ana a um restaurante pequeno, daqueles escondidos que quase ninguém conhece, mas que servem a melhor comida do mundo.

Conversamos, rimos, e por um momento, parecia que éramos apenas dois jovens apaixonados, sem preocupações, sem responsabilidades.

Mas, no fundo, sabíamos que nossa realidade era mais do que isso.

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