1TP COMPLETA / 2TP COMPLETA
Uma família inesperada
Sinopse:
Narrada por Pedri, meio-campista do Barcelona, esta história desdobra-se em um dia inesquecível que muda sua vida para sempre. Durante uma vibrante partida no Camp Nou, Pedri, um jovem tal...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Depois de tudo que havíamos passado nos últimos meses, eu sabia que era hora de Gavi conhecer mais da nossa família. Ele já tinha conquistado a minha mãe no telefone, chamando-a de "vovó" mesmo sem nunca ter a visto pessoalmente. Agora, ele finalmente teria a chance de estar com ela, com meu pai, e com Fernando, meu irmão.
Eu tinha planejado a viagem para Tenerife há semanas. Arrumei nossas malas com antecedência, incluindo os brinquedos favoritos de Gavi e, claro, um espaço para o novo membro da família: Pingo. Ele não ficaria para trás de jeito nenhum, já que Pablo o tratava como um irmão mais novo.
Quando acordamos no dia da viagem, Gavi estava animado como nunca. Pulei da cama com ele me chamando: "Papai, já tá na hora? Vamos, vamos!"
"Calma, baixinho, o avião não vai sair sem a gente!" respondi, rindo enquanto tentava espreguiçar.
Arrumei o café da manhã para nós dois, enquanto Gavi corria de um lado para o outro com Pingo atrás dele. Ele parecia explodir de empolgação, falando sobre como iria mostrar o cachorro para a vovó e brincar com o tio Fernando.
O voo foi tranquilo. Gavi passou boa parte do tempo olhando pela janela, encantado com as nuvens. Quando chegamos em Tenerife, meu coração se aqueceu ao sentir o ar fresco da ilha, e sabia que esse dia seria especial. Minha mãe e meu pai já estavam esperando na porta de casa, com Fernando logo atrás, sorrindo.
Assim que Gavi os viu, segurou minha mão, um pouco tímido. Ele olhou para mim como quem busca coragem, e eu me abaixei, dizendo: "Vai lá, baixinho. Essa é sua vovó. Ela tá louca para te abraçar."
Minha mãe, claro, não esperou muito. Abaixou-se e abriu os braços, chamando-o com um sorriso amoroso. "Venha cá, meu pequeno!"
Gavi soltou minha mão devagar, deu alguns passos tímidos, e, quando chegou perto dela, foi envolvido em um abraço tão apertado que até Pingo, que estava no meu colo, latiu.
"Meu Deus, ele é mais lindo pessoalmente!" minha mãe disse, as lágrimas nos olhos enquanto olhava para o rostinho dele.
Meu pai foi o próximo, se abaixando para ficar na altura de Gavi. "Oi, Pablo. Eu sou seu vovô. Você gosta de futebol?" perguntou com um sorriso.
Gavi sorriu de volta, tímido, mas respondeu com sua voz doce: "Sim, gosto muito. Meu papai joga futebol!"
Fernando riu ao ouvir isso e se aproximou. "E eu sou o tio Fernando. Aposto que você joga melhor que seu papai!"
Dentro de casa, Gavi começou a relaxar. Minha mãe havia preparado um almoço maravilhoso, cheio de pratos que eu adorava quando era pequeno. Gavi, sentado ao meu lado, comia com entusiasmo enquanto minha mãe o observava como se ele fosse o maior presente do mundo.
Depois do almoço, meu pai levou Gavi para o jardim. Ele estava com uma bola nas mãos, pronto para brincar. Fernando foi junto, e os três começaram a jogar, com Pingo correndo atrás da bola. Eu fiquei sentado na varanda, observando tudo. Ver Gavi correndo e rindo com minha família era uma sensação que eu não conseguia descrever.