Picole e..um homem?

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Após a confusão no treino, achei que Gavi precisava de algo para relaxar, e eu também

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Após a confusão no treino, achei que Gavi precisava de algo para relaxar, e eu também. Ele estava no meu colo, ainda fungando, mas parecia um pouco mais tranquilo. Foi então que tive a ideia.

"Pablo, que tal a gente ir ao parque? Brincar um pouquinho?" perguntei, acariciando seu cabelo bagunçado.

Seus olhinhos grandes me encararam, e um sorriso começou a se formar lentamente em seus lábios.

"Pode, papai? A gente pode ir mesmo?"

"Claro que pode, meu amor. Vamos!"

Ele deu um gritinho animado e pulou do meu colo, já todo empolgado. Eu sabia que aquele era o remédio que ele precisava.

Dirigimos até o parque, e a animação de Pablo era contagiante. Ele não parava de olhar pela janela, apontando para tudo o que via, desde cachorros passeando até crianças correndo.

Quando chegamos, ele praticamente saiu correndo assim que eu o tirei do carro. Eu o segui, mas mantive uma certa distância, observando enquanto ele corria em direção ao parquinho.

Sentei-me em um banco próximo, garantindo que pudesse vê-lo o tempo todo. Pablo começou a explorar os brinquedos, subindo nos escorregadores e se aventurando na gangorra. Era impossível não sorrir vendo como ele se divertia.

Não demorou muito para ele fazer amizade com outro garotinho, que parecia ter a mesma idade. Os dois começaram a correr juntos, gargalhando e inventando brincadeiras. Meu coração se encheu de alegria.

"Papai, olha! Olha o que eu consigo fazer!" ele gritava de vez em quando, e eu sempre acenava, mostrando que estava atento.

Depois de um tempo, notei que o outro garoto tinha parado de brincar. A mãe dele havia trazido um picolé, e ele foi se sentar ao lado dela para comer.

Pablo ficou parado, olhando para o picolé com os olhos brilhando. Não demorou muito para ele correr até mim, as bochechas rosadas de tanto brincar.

"Papai, posso ter um picolé também? Por favor!"

Era impossível resistir àquele pedido.

"Claro, meu amor. Fica aqui no banco, tá? Papai já volta com o seu picolé."

Ele assentiu, balançando as perninhas no banco enquanto me observava caminhar em direção ao carrinho de picolés do outro lado do parque.

Comprei o picolé rapidamente e voltei, ansioso para entregar ao meu pequeno. Mas assim que o banco onde ele estava começou a aparecer na minha visão, senti meu coração gelar.

Havia um homem desconhecido agachado na frente de Pablo, segurando um pirulito.

Pablo estava olhando para o homem com uma mistura de curiosidade e confusão. E então vi o homem pegar a mãozinha dele, como se fosse levá-lo para longe.

Foi nesse momento que Gavi virou a cabeça, seus olhinhos procurando por mim.

"Eu não posso ir sem meu papai..."

Sem pensar duas vezes, comecei a correr em direção ao banco. A cada passo, meu coração batia mais rápido, e a raiva tomava conta de mim.

"Ei!" gritei, minha voz carregada de autoridade.

O homem imediatamente soltou a mão de Pablo e se levantou, visivelmente desconfortável. Pablo correu em minha direção, segurando firme na minha perna assim que me alcancei.

"O que você pensa que tá fazendo com o meu filho?" perguntei, minha voz mais alta do que eu pretendia.

O homem levantou as mãos em um gesto de defesa, tentando se justificar.

"Eu só estava conversando com ele. Ele parecia estar sozinho..."

"E resolveu pegar na mão dele? Resolver sair levando ele? Quem você acha que é?"

Minha voz estava tremendo de raiva. Ele começou a gaguejar, mas não esperei mais explicações.

"Vai embora. Agora."

Ele hesitou por um momento, mas acabou se afastando rapidamente, sem olhar para trás.

Ajoelhei-me na frente de Pablo, que estava com os olhos arregalados e o picolé esquecido em minha mão.

"Você tá bem, meu amor? Ele fez alguma coisa com você?"

Pablo balançou a cabeça, mas ainda estava agarrado à minha camisa.

"Ele queria que eu fosse com ele, papai... mas eu não queria. Eu disse que precisava de você."

Senti um nó na garganta. Puxei-o para um abraço apertado, sentindo o alívio tomar conta de mim.

"Você fez a coisa certa, meu amor. Nunca vá com ninguém, tá?"

Ele assentiu contra meu ombro, e eu acariciei seu cabelo, ainda tentando acalmar meu coração acelerado.

Depois de um tempo, ele finalmente se soltou um pouco e olhou para mim, apontando para o picolé na minha mão.

"Meu picolé, papai... você esqueceu de me dar!"

Eu ri, aliviado por vê-lo voltando ao normal. Entreguei o picolé, e ele começou a comer como se nada tivesse acontecido, seus olhos brilhando de felicidade novamente.

Enquanto voltávamos para casa, prometi a mim mesmo que nunca mais cometeria o erro de deixá-lo sozinho, nem por um segundo. Pablo era a coisa mais preciosa da minha vida, e eu faria qualquer coisa para protegê-lo.

Fuck, i'm dad! Histórias para pegar e não largar. Descubra agora