Desculpa

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Estávamos de volta em Barcelona, retomando a rotina

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Estávamos de volta em Barcelona, retomando a rotina. Após os dias incríveis em Tenerife, onde Gavi foi o centro das atenções da família inteira, era hora de voltar ao trabalho. Eu tinha treino, mas como de costume, levei Gavi comigo. Ele adorava ir ao CT, e, sinceramente, eu também gostava da companhia dele. Ele tornava o ambiente mais leve, e os jogadores já estavam acostumados a vê-lo correndo por ali com o pequeno uniforme do Barça que eu tinha comprado.

Só que naquele dia, algo estava diferente.

Desde o momento em que cheguei ao campo para começar os treinos, Gavi parecia grudado em mim. Ele segurava minha mão, puxava minha camisa, ou simplesmente ficava chamando meu nome.

"Papai! Papai! Olha aqui!" ele dizia, me mostrando algum brinquedo ou simplesmente tentando contar algo que provavelmente não fazia sentido para mais ninguém além dele.

Os outros jogadores riam, achando aquilo engraçado, mas logo percebi que estava começando a atrapalhar.

No início, tentei lidar com a situação de forma leve. Quando começamos os exercícios de passe, pedi para Gavi sentar no banco perto do campo e ficar me observando. Ele até foi, mas não ficou nem cinco minutos antes de levantar e vir correndo atrás de mim.

"Papai, o que você tá fazendo? Posso jogar também?"

Eu respirei fundo, tentando manter a calma.

"Gavi, papai tá trabalhando agora. Fica ali no banco, tá? Já já a gente brinca."

Ele fez uma carinha de dúvida, mas voltou para o banco. Eu achei que ele finalmente tinha entendido. Só que, enquanto corríamos pelo campo para o aquecimento, ele veio correndo atrás de mim, com aquelas perninhas pequenas, tentando me alcançar.

"Papai! Você tá correndo muito rápido!" ele gritou, e ouvi algumas risadas dos jogadores.

O treinador já tinha me lançado alguns olhares de advertência, mas continuava me dando espaço para resolver. Só que Gavi não parava.

Quando começamos o treino com bola, ele começou a me chamar do lado de fora do campo.

"Papai! Papai! PAPAI!"

"Que foi, Pablo?" perguntei, um pouco exasperado, enquanto corria para interceptar a bola.

"Você quer água? Eu posso pegar!" ele disse, segurando uma garrafinha de água que ele tinha pego no banco.

Eu parei por um momento, tentando não rir. "Não, meu amor, tô bem. Agora vai sentar ali, tá?"

Ele fez que sim com a cabeça, mas logo estava de volta, me seguindo pelo campo.

Finalmente, o treinador veio até mim e falou em tom baixo, mas firme: "Pedri, a gente precisa de foco aqui. Cuida do garoto. Ou ele fica sentado, ou você vai ter que achar outra solução."

Eu concordei, sentindo o peso da responsabilidade. Gavi não fazia por mal, mas precisava aprender a respeitar os momentos em que eu precisava trabalhar.

Voltei para ele e me abaixei na altura dos seus olhinhos grandes e curiosos.

"Pablo, agora é sério. Papai precisa treinar, e você tá atrapalhando. Fica sentado, por favor."

Ele olhou para mim com uma expressão de dúvida, e soltou uma risadinha.

"Mas eu só quero brincar, papai..."

Eu suspirei, tentando explicar de forma mais firme.

"Não, Gavi. Isso aqui não é brincadeira. Você precisa me obedecer agora, tá bom? É sério."

Dessa vez, ele percebeu que eu não estava brincando. Seus olhinhos brilharam com lágrimas que começaram a se formar.

"Você tá bravo comigo, papai?" ele perguntou, a voz já tremendo.

"Não tô bravo, meu amor, mas você precisa entender que agora não pode, tá?"

Mas a explicação não foi suficiente. Ele começou a chorar de verdade, soluçando enquanto as lágrimas escorriam pelas bochechas.

"Eu só queria ficar com você, papai..." ele murmurou, e meu coração imediatamente se partiu em mil pedaços.

Os jogadores pararam por um momento, observando a cena. Alguns deles riram baixinho, outros olharam com simpatia. Eu sabia que precisava manter a calma, mas ver Gavi chorando daquele jeito era insuportável.

Ele se agarrou ao meu pescoço com tanta força que quase perdi o equilíbrio.

"Shhh... tá tudo bem, tá tudo bem. Papai não tá bravo. So que o papai precisa trabalhar agora, e eu preciso muito que vc fique sentado no banco enquanto isso, eu prometo que a gente brinca depois que o papai acabar aqui, Não precisa chorar."

Ele continuou chorando por alguns minutos, mas aos poucos foi se acalmando no meu colo.

Ele ficou sentado no banco durante o restante do treino, e, quando finalmente acabou, levei Gavi para o vestiário, onde ele se sentou no meu colo enquanto eu bebia água e tentava distraí-lo com um dos seus brinquedos.

"Você ainda me ama, papai?" ele perguntou baixinho, me olhando com aqueles olhinhos cheios de lágrimas.

Eu sorri e beijei sua testa.

"Claro que amo, Pablo. Sempre."

Ele finalmente abriu um sorriso tímido e se aconchegou no meu colo.

Fuck, i'm dad! Histórias para pegar e não largar. Descubra agora