Lesão

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O estádio estava vibrando, a torcida gritando, os gritos das equipes ecoando pela arquibancada

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O estádio estava vibrando, a torcida gritando, os gritos das equipes ecoando pela arquibancada. Era mais um daqueles dias em que o Barcelona precisava da vitória, e eu estava fazendo o meu melhor para contribuir. O calor da partida era intenso, mas eu estava focado, concentrado em cada movimento.

Gavi estava ali, como sempre, na arquibancada perto dos jogadores lesionados, os olhinhos brilhando, me observando com atenção. Sabia que ele estava ali torcendo por mim, como sempre fazia. Ele me dava força, mesmo de longe, e me fazia querer ser o melhor para ele, para dar o exemplo. Ele estava seguro, com os outros jogadores deitados no banco, e eu não podia deixar de olhar para ele sempre que o time estava descansando. O sorriso dele me dava mais ânimo para continuar jogando.

Eu recebi a bola de um passe rápido e, com um olhar rápido para Lewandowski, vi a oportunidade perfeita. Meu pé acertou a bola com precisão, passando por entre os defensores adversários, e a bola foi em direção a Lewa. Assisti a jogada acontecer em câmera lenta, com o sorriso de satisfação começando a se formar no meu rosto, mas antes que eu pudesse sequer celebrar, senti o impacto.

Um jogador adversário, que vinha de trás, tentou interromper o passe e chegou completamente atrasado. A última coisa que eu lembro antes de o mundo girar foi o impacto brutal de seu corpo contra o meu. Era como se meu corpo tivesse sido lançado para o lado, e a força do choque me fez voar em direção à trave do gol.

Eu bati com tudo na trave. O som do meu corpo se chocando contra a estrutura metálica foi ensurdecedor, e a dor imediatamente tomou conta de mim. Senti uma agonia indescritível na minha costela, o ar saiu dos meus pulmões de forma abrupta, e minha visão começou a escurecer. Tentei respirar, mas parecia impossível. O céu sobre o estádio se distorceu, e o chão parecia girar debaixo de mim.

A dor era algo surreal. Eu sabia que algo estava errado, mas não conseguia formar um pensamento lógico. Tudo o que eu conseguia fazer era tentar recuperar a respiração. Mas não consegui. Meu corpo estava travado, como se o choque tivesse me paralisado, e a única coisa que eu podia fazer era deitar no gramado, sem forças para me levantar.

"Papai!"

A voz de Gavi cortou a minha consciência. Era ele. Eu podia ouvi-lo, mas minha visão estava turva. Ouvi seus gritos, sua voz angustiada chamando por mim. Ele estava correndo até o campo, seus passinhos rápidos se aproximando de onde eu estava deitado.

Eu queria chamar por ele, tranquilizá-lo, mas não consegui. A dor nas minhas costelas era forte demais. E então, uma sensação estranha tomou conta de mim: um frio e uma fraqueza que pareciam me dominar. Eu estava sendo cercado por médicos, mas não conseguia processar tudo. Eu estava tão focado na dor que mal conseguia distinguir os rostos que se aproximavam de mim. A última coisa que lembro antes de ser colocado na maca foi a visão de Gavi chegando perto, seu rosto pálido e assustado, os olhos lacrimejando.

"Papai, papai..." Ele repetia com uma voz trêmula, a mãozinha dele tentando me alcançar.

Eu queria responder, queria tranquilizá-lo, mas a dor não me deixou. Os médicos começaram a me levantar da grama e a me colocar na maca. O movimento foi brusco, e senti a dor nas costelas piorar ainda mais. Mas, mesmo assim, eu tentava me concentrar, tentando abrir os olhos para ver Gavi, para garantir que ele estivesse bem.

"Ele vai ficar bem, Gavi, vai ficar tudo bem." Uma das vozes dos médicos dizia, mas eu não conseguia mais ouvir claramente.

Eu já não conseguia entender tudo o que eles diziam. Eu só sentia a dor excruciante na costela e o medo, o medo de que algo sério tivesse acontecido.

Enquanto me retiravam do campo, consegui, ouvir a voz de Gavi mais desesperada. Ele estava aos gritos, pedindo para ir comigo. Eu sabia o quanto ele se importava, e o medo que ele estava sentindo me cortava o coração.

"Não! Papai, não vai embora!" ele gritou, com os olhos cheios de lágrimas. Ouvi seus passos apressados tentando alcançarem-me, mas os médicos e os seguranças impediram. Tudo o que consegui fazer foi virar a cabeça, tentando vê-lo, mesmo que minha visão estivesse desfocada. Eu não queria que ele visse isso, eu não queria que ele passasse por essa dor também.

O estádio estava em silêncio, apenas o som dos passos apressados dos médicos e os murmúrios distantes dos jogadores. Eu estava sendo levado para os vestiários, mas minha mente não conseguia processar o que estava acontecendo. As imagens estavam turvas, mas uma coisa ficou clara: eu não queria que Gavi visse mais do que já tinha visto. Ele merecia a felicidade, a segurança. E eu precisava estar bem para isso.

A última coisa que senti antes de desmaiar foi a pressão do medo que estava tomando conta de mim.

Fuck, i'm dad! Histórias para pegar e não largar. Descubra agora