2TP: treinando

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NARRADOR

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NARRADOR

O sol brilhava no céu de Barcelona enquanto um grupo de crianças se reunia no gramado impecável da La Masia. Entre elas, um garotinho de seis anos, de cabelos castanhos levemente bagunçados e olhos brilhantes, observava tudo com uma mistura de ansiedade e empolgação. Pablo, ou Gavi, como todos o chamavam, estava finalmente vivendo o dia pelo qual esperou por tanto tempo: seu primeiro treino na base do Barcelona.

Desde que chegou ao centro de treinamento, ele não conseguia ficar parado. Seus pés se moviam impacientes, seus olhos corriam por cada detalhe do campo e suas mãos brincavam com o uniforme novo, alisando o tecido com entusiasmo. Ele queria jogar, queria tocar na bola, queria mostrar que podia ser tão bom quanto o papai.

Os treinadores chamaram as crianças para o aquecimento. Alguns já haviam treinado ali antes, mas outros, como Gavi, estavam pisando naquele gramado pela primeira vez. O aquecimento foi simples, uma corrida leve pelo campo, alguns exercícios de alongamento e um circuito de cones para trabalhar a coordenação. Gavi seguia tudo com atenção, tentando copiar os movimentos dos outros meninos mais experientes.

"Isso, Pablo! Mantém o ritmo," incentivou um dos treinadores, sorrindo ao ver a determinação do pequeno.

Gavi sorriu, satisfeito com o elogio, e se concentrou ainda mais.

Depois do aquecimento, finalmente chegou o momento que todos esperavam: a bola foi colocada em campo. O treinador dividiu as crianças em pequenos grupos e começou a trabalhar fundamentos básicos — condução, passe, domínio e chute.

Gavi pegou sua bola e começou a conduzi-la pelo gramado. No início, tropeçou uma ou duas vezes, perdeu o controle em alguns momentos, mas rapidamente se ajustou. Ele não queria errar, queria impressionar, queria mostrar que sabia o que estava fazendo. A cada novo exercício, seu entusiasmo só crescia.

Na hora do treino de passe, ele fez questão de prestar atenção nos treinadores. Sabia que precisava melhorar, então se esforçou para acertar direitinho. Cada vez que acertava o passe na medida certa para um companheiro, olhava rapidamente para os treinadores em busca de aprovação. E quando recebia um aceno positivo, sorria satisfeito.

Então, chegou o momento do primeiro joguinho. As crianças foram divididas em pequenos times e, assim que o apito soou, Gavi correu pelo campo como se estivesse jogando uma final de campeonato. Ele queria a bola, queria jogar, queria marcar um gol. Mas também queria aprender.

Quando recebeu a bola pela primeira vez, sentiu seu coraçãozinho acelerar. Um adversário veio em sua direção, tentando tomá-la, e Gavi, instintivamente, fez um giro rápido para protegê-la — um movimento que já havia visto o pai fazer tantas vezes. Conseguiu escapar e fez o passe para um companheiro de time, vibrando internamente.

Os treinadores observavam de perto, percebendo que, mesmo sendo um novato, Gavi tinha algo especial. Não era apenas sua energia ou vontade de jogar, mas a forma como tentava aprender, como prestava atenção em cada detalhe e como, apesar de errar, não desistia.

O jogo seguiu e, perto do fim, Gavi teve sua chance. Recebeu um passe dentro da pequena área e, sem pensar muito, chutou de primeira. A bola encontrou o fundo da rede, e ele arregalou os olhos antes de abrir um sorriso enorme.

"Gol!" gritou, erguendo os bracinhos em comemoração.

O treinador riu e bateu palmas. "Muito bem, Pablo! Excelente chute!"

O jogo terminou pouco depois, e as crianças foram chamadas para a roda final. Os treinadores passaram alguns recados, elogiaram o esforço de todos e, por fim, encerraram o treino. Gavi estava suado, cansado, mas com um sorriso impossível de esconder.

Quando saiu do campo e avistou Pedri esperando por ele na lateral, correu na direção do pai, pulando de alegria.

"Papai! Eu fiz um gol! Eu joguei bem?" perguntou, ofegante.

Pedri sorriu, abaixando-se para ficar na altura do filho. "Jogou muito bem, meu baixinho. Mas o mais importante... Se divertiu?"

Gavi assentiu com força, ainda animado. "Sim! Muito!"

Pedri bagunçou os cabelos do filho e segurou sua mão. "Então é isso que importa. Vamos pra casa, campeão."

E com isso, o primeiro dia de Gavi na La Masia chegava ao fim. Mas no coração dele, era apenas o começo de um sonho que, um dia, ele esperava tornar realidade.

Fuck, i'm dad! Histórias para pegar e não largar. Descubra agora