2TP: O dia

134 12 6
                                        

PABLO

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

PABLO

Eu acordei com um chacoalhão leve no ombro.

"Filho, acorda."

Minha cabeça ainda estava meio pesada de sono, mas quando reconheci a voz do meu pai, meus olhos se abriram na hora.

Hoje era o dia.

Meu primeiro jogo pelo time principal do Barcelona.

E o último jogo do meu pai.

Sentei na cama rápido, esfregando os olhos, enquanto ele ria baixinho.

"Vem, vamos tomar café. Sua mãe já tá esperando."

Levantei ainda meio zonzo, mas meu coração batia rápido. O dia mal tinha começado, e eu já sentia a adrenalina correndo no meu corpo.

Desci as escadas e vi minha mãe na cozinha, colocando o café na mesa, como fazia todos os dias. Mas hoje era diferente. Hoje não era um dia comum.

Nos sentamos juntos, como uma família, e por alguns minutos tentamos agir como se esse fosse um café da manhã normal. Mas não era.

Minha mãe foi a primeira a quebrar o silêncio.

"Tá nervoso, amor?"

Eu bebi um gole de suco e soltei o ar pesadamente.

"Pra caramba."

Meu pai riu. "Normal. Mas é só um jogo."

Olhei pra ele indignado.

"SÓ UM JOGO? Pai, eu tô estreando no Barcelona! E você... você..."

Minha voz falhou um pouco. Eu tentei engolir o nó na garganta.

Ele me olhou com um sorriso calmo.

"E eu tô jogando meu último."

Assenti devagar. Minha mãe apertou minha mão sobre a mesa.

"Vai ser um dia importante pra vocês dois. Mas, Pablo... não esquece de aproveitar. De curtir cada segundo."

Meu pai concordou. "É isso. Hoje não é um dia pra ficar triste, filho. É pra gente jogar juntos, se divertir, e você mostrar pra todo mundo o que sabe fazer."

Mordi um pedaço do pão, tentando me concentrar em comer e não na vontade de chorar.

Eu não queria que ele fosse embora.

Mas ao mesmo tempo... eu queria deixar ele orgulhoso.

Meu pai me analisou por um segundo e depois sorriu.

"Vou te contar um segredo."

Ergui as sobrancelhas.

Ele se inclinou um pouco mais na mesa e cochichou, como se estivesse dividindo uma informação ultra secreta.

"No meu primeiro jogo pelo Barcelona, eu tava tão nervoso que quase vomitei no túnel antes de entrar em campo."

Olhei pra ele, incrédulo.

"Sério?"

Ele assentiu.

"Mas aí, quando a bola rolou, eu esqueci de tudo. Só joguei."

Fiquei em silêncio por um momento, absorvendo aquilo.

Talvez... talvez eu só precisasse entrar em campo.

Talvez, quando eu tocasse na bola pela primeira vez, todo esse nervosismo sumisse.

Meu pai pegou minha mão e apertou forte.

"Hoje é o nosso dia. Vamos fazer história juntos."

Assenti.

"Vamos."

Fuck, i'm dad! Histórias para pegar e não largar. Descubra agora