[Livro dois da série Starlight]
Aviso: Este livro abordará temas que podem ser sensíveis para alguns leitores.
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Danika Archeron emergiu das profundezas do próprio inferno.
Agora, obrigada a retornar à Corte Primaveril após...
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Aquele, ao que tudo indicava, seria, de fato, mais um dia ruim.
Com Rhys, Cassian e Azriel prontos para partir, enquanto Amren e Mor ficariam em Velaris para governar a cidade e preparar nossa inevitável incursão a Hybern, restava apenas uma decisão a ser tomada: com quem minha irmã e eu voaremos.
Ou, mais especificamente, com quem Feyre voaria. Minha escolha já estava feita há muito tempo.
Rhys nos levaria além da costa, até o ponto onde a muralha invisível dividia mundos.
Para eles, aquela barreira parecia impenetrável, uma linha invisível que dividia nossos mundos.
Mas eu conhecia a verdade.
Sabia da fenda oculta na magia, localizada a cerca de 700 metros da praia. Era por lá que passaríamos - voando.
O corredor estava silencioso quando nos reunimos. Eles vestiam couro negro, preparados para o frio impiedoso lá fora.
Feyre e eu, em contraste, estávamos envoltas em capas forradas de pele.
Eram absurdamente macias, quase reconfortantes, mas não deixavam de ser uma escolha curiosa para o que nos esperava.
Foi Feyre quem quebrou o silêncio primeiro.
Sua voz cortou o ar, firme, decidida: "Vou voar com Azriel."
A declaração pairou no ar por um instante, pegando até a mim de surpresa. Rhys e Cassian a observaram, confusos, como se tentassem captar algo não dito.
Azriel, por outro lado, não fez perguntas. Apenas inclinou levemente a cabeça, um gesto sutil, mas cheio de consentimento.
"Claro."
E aquilo foi o suficiente.
Logo, senti os olhares se voltando para mim, carregados de expectativa.
Permaneci tranquila, com uma sobrancelha levemente levantada, mantendo uma expressão serena.
Não havia necessidade de mais palavras.
Com uma naturalidade calculada, dei de ombros e disse, suavemente: "Já encontrei uma forma de ir. Vejo vocês lá."
O silêncio se arrastou, carregado de uma tensão palpável, quebrado apenas pelas expressões confusas que eles não conseguiam esconder.
Talvez fosse mesmo estranho, em Prythian, não haver outra forma de transporte.
Rolei os olhos diante dos pensamentos tolos, virei-me e desci as escadas sem sequer lançar um olhar para trás.
Ao abrir a porta, uma rajada de ar frio me envolveu, como uma promessa silenciosa. As ruas de Velaris estavam cobertas por uma fina camada de neve recém-caída.
A brisa, suave, espalhava a neve em pequenos redemoinhos brancos, dançando pelas calçadas de forma quase etérea.
Caminhei com firmeza, tentando não pensar se algum deles teria decidido me seguir.