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Não era uma escuridão sem fim como eu tinha visto pela primeira vez, mas sim algo mais

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Não era uma escuridão sem fim como eu tinha visto pela primeira vez, mas sim algo mais... O céu noturno.

Grânulos brilhantes de luz se espalhavam por toda a minha visão, como estrelas pequenas e distantes. Gavinhas suaves de fumaça escura se estendiam até mim, e eu deixava que tocassem minha pele.

O brilho suave das estrelas me acalmava, e por um momento, a sensação era de que eu poderia estar sonhando.

Tudo ali deveria ter me deixado em pânico - a escuridão, a fumaça, o vazio sem fim. Mas, em vez disso, meu único pensamento era o quão calmo e belo tudo parecia.

Era como se o espaço ao meu redor se moldasse de uma forma acolhedora, suave. Talvez fosse Rhysand em minha mente, talvez apenas a sua influência.

Esse pensamento me fez reforçar imediatamente minhas barreiras mentais, verificando por instinto se havia alguma brecha por onde ele poderia ter se infiltrado.

Olhei em volta mais uma vez, enquanto caminhava pela sua mente. Estendi a mão, permitindo que as sombras percorressem meus dedos.

Isso era estranho. Muito estranho.

"Então, o que exatamente você vai me mostrar?" Enviei a pergunta pela mente dele, o tom desafiador evidente em cada palavra.

Foi como se eu estivesse dividida em dois. Metade de mim estava ali, totalmente consciente na mente de Rhys, enquanto a outra metade permanecia do lado de fora, observando, esperando, enquanto ele percebia que eu havia conseguido invadir seus pensamentos.

Seus olhos se arregalaram, como pires, e as sobrancelhas se ergueram tão alto que quase tocaram o céu. A satisfação cresceu dentro de mim.

Ele não achava que eu seria capaz de fazer isso. Mas aqui estávamos nós, diante disso.

Levantei uma sobrancelha, desafiadora.

"Você vai me mostrar ou não?" A pergunta escapou de mim com uma mistura de impaciência e desafio. "Porque, sinceramente, preferiria estar sentada em uma banheira quente agora do que nisso."

Rhys apareceu no vazio, trazendo consigo a outra metade de mim - uma sensação de distorção, mas também de diversão. Antes que eu pudesse processar o que estava acontecendo, ele estendeu minha mão pelo vazio, e o poder rugiu nas minhas veias.

Havia uma sensação avassaladora dele, ainda mais intensa do que quando entrei em sua mente pela primeira vez. Era quase como se ele estivesse lá, imerso em cada fibra do meu ser, controlando tudo ao seu redor.

De repente, me vi em um quarto entalhado de obsidiana. Uma cama imensa de lençóis de ébano, grande o suficiente para acomodar asas. E sobre ela, deitada com nada além de sua própria pele, estava Lanthe.

Recuei.

Recuei com força, tentando afastar a visão, percebendo que era uma memória, uma lembrança distante e dolorosa. Lanthe estava na cama dele, na corte dele, sob aquela montanha.

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