𝟐𝟖

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O único portão se abriu sem emitir sequer um sussurro, revelando uma caverna tão profunda e escura que nenhuma cela de privação sensorial que eu já conhecera poderia se comparar

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O único portão se abriu sem emitir sequer um sussurro, revelando uma caverna tão profunda e escura que nenhuma cela de privação sensorial que eu já conhecera poderia se comparar.

Minha mão apertou o amuleto pendurado em meu peito - inútil, mas, de alguma forma, me ofereceu uma sensação de paz.

Eu sairia... Eu poderia fazer isso.

Eu realmente faria, dessa vez.

Rhys colocou a mão morna em minhas costas e me guiou para dentro, três bolas de luar oscilavam diante de nós.

Não... Não, não, não, não...

"Respire," disse ele, ao meu ouvido. "Tome fôlego."

Eu respirei fundo. Demorei um pouco, mas consegui.

Minha outra mão se agarrou ao braço de Rhysand quando parei, sentindo o peso da escuridão ao meu redor.

O silêncio me engoliu, mas a presença dele me ancorava, oferecendo um ponto de foco, uma sombra constante no meio do caos.

Fiquei de pé novamente, forçando as costas a se endireitar, empurrando o pânico que se arrastava para dentro de mim, como uma força pronta para explodir.

"Os guardas?" A palavra saiu rouca, quase engasgada.

"Eles moram dentro da rocha da montanha", ele murmurou, sua mão se fechando sobre a minha, puxando-me para a escuridão.

Apertei sua mão com força, como se fosse a única coisa real em meio a tudo aquilo.

"Eles só emergem quando é hora de comer, ou para lidar com prisioneiros inquietos. Não são nada além de sombras de pensamento e um feitiço antigo."

Eu me recusei a olhar para a rocha áspera que nos cercava.

A rocha que aprisionava os guardiões, monstros feitos de silêncio e dor. O silêncio ao nosso redor era insuportável. Engoliu tudo, esmagando meus sentidos como um cobertor pesado, sufocante.

Concentrei-me apenas na minha respiração. No ar que entrava e saia dos meus pulmões, forçando meu corpo a continuar.

Caminhos afundavam na lama densa da montanha, escorregadios e traiçoeiros.

Agarrei os dedos de Rhys com força, lutando para não perder o equilíbrio. A dor em minha mão era um lembrete constante do quanto eu apertava, como se a pressão fosse a única coisa que me mantinha firme.

"Todos os Grão-Senhores têm acesso?" Perguntei, ofegante, tentando afastar a visão das cavernas retorcidas ao nosso redor.

"Não. A Prisão é a própria lei; a ilha talvez seja uma oitava corte. Mas está sob minha jurisdição, e meu sangue é a chave dos portões."

"Se você quisesse, poderia libertar os presos?"

"Não. Depois que a sentença é proferida e um prisioneiro passa por aqueles portões... Ele pertence à Prisão. Ela jamais o deixará sair. Sentenciar pessoas para cá é algo que levo muito, muito a sério."

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