Isabela, afilhada de Katherine, pede a ajuda a sua madrinha ao sua vida desabar com a notícia de estar grávida. Ela que tinha um sonho de ser artista, viu sua vida tornar-se ainda mais complexa ao estar grávida enquanto se via envolvida em um dilema...
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( Isa narrando)
As aulas arrastaram-se como sempre. Matemática, Biologia, História... tudo parecia mais cansativo ultimamente. Talvez fosse o peso da barriga, que crescia visivelmente, ou talvez fosse apenas o cansaço acumulado de noites mal dormidas. Sentia o corpo mais lento, os pensamentos mais pesados.
Durante o intervalo, sentei-me num dos bancos perto do campo de futebol, a tentar aliviar uma leve dor nas costas. Apoiei as mãos sobre a barriga, que já marcava debaixo da camisola larga, e respirei fundo. O sol ainda aquecia um pouco, e aquele momento de calma sabia-me a ouro.
Estava a beber água quando vi o Lee aproximar-se.
– Precisas de companhia ou queres continuar sozinha? – perguntou, com aquele meio sorriso que ele usava sempre que queria parecer mais leve do que realmente era.
– Podes sentar-te. Só estava a tentar apanhar ar... e descansar. – sorri-lhe, cansada. – As costas estão a matar-me hoje.
– Queres que vá buscar-te alguma coisa? Almofada, chá, o Isaac? – brincou, mas o olhar dele tinha preocupação verdadeira.
– Não, estou bem. Sério. – respondi. – Só... estes dias têm sido puxados. O bebé não me dá descanso à noite.
– Imagino. – disse ele, ficando em silêncio por um instante. Depois, soltou: – O Isaac anda colado a ti. Está a sufocar-te?
A pergunta foi directa, e eu não estava à espera.
– Ele só está a tentar ajudar. – murmurei. – Nem sempre sabe como, mas tem bom coração.
– Eu também me preocupo contigo, Isa. Só que não tenho espaço. Não chego a tempo de te mostrar.
Fiquei em silêncio. O Lee e eu tínhamos sempre tido uma ligação indefinida. Agora, com a gravidez, tudo parecia ainda mais delicado. Mas o olhar dele, naquele momento... mexeu comigo.
Antes que pudesse responder, a Jackie apareceu vinda da biblioteca, com os livros ao peito e um sorriso tímido.
– Interrompo? – perguntou, hesitante.
– Claro que não. – disse o Lee, levantando-se logo para lhe ceder espaço. – Senta-te, novata.
A Jackie sorriu, e notei que parecia mais à vontade. Estava a adaptar-se. Estava a ganhar o seu lugar. Mas, por alguma razão, aquele gesto do Lee, levantar-se assim por ela, não me caiu bem.
Passámos o resto do intervalo a conversar, os três. Falei pouco, mais concentrada em manter-me confortável e atenta aos sinais do corpo. A certa altura, o bebé mexeu-se, e levei automaticamente a mão à barriga. A Jackie reparou.
– Está a mecher? – perguntou, baixando um pouco o olhar com curiosidade.
– Sim. Ele gosta de fazer isso quando estou sentada... é como se soubesse que estou a tentar descansar. – ri-me, meio nervosa.
Ela sorriu, sincera, e não fez perguntas. Fiquei grata por isso.
Quando a campainha tocou, o Isaac apareceu finalmente, como se soubesse exactamente onde eu estava.
– Estava à tua procura. Devias ter dito que vinhas cá para fora, Isa. – disse ele, já a segurar-me pelo braço com cuidado, o olhar atento à minha postura.
– Estava com o Lee e a Jackie. Não estava sozinha. – respondi, tentando não soar irritada.
O Isaac lançou um olhar rápido ao irmão, que apenas encolheu os ombros e se afastou com a Jackie.
– O que foi aquilo? – perguntei, sentindo a tensão.
– Nada. Só... não gosto quando não sei onde estás.
– Isaac... estamos todos na mesma casa. Vais ter de te habituar. Não podes querer proteger-me do mundo todo.
Ele suspirou. Não disse mais nada, apenas caminhou ao meu lado até à aula seguinte, em silêncio.
E nesse silêncio, enquanto segurava a barriga e sentia o peso do que viria, percebi que os sentimentos não eram a única coisa que estava a complicar-se.
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Oii amores aqui vai mais um capitulo e o ultimo de hoje desta fanfic, não se esqueçam de votar e comentar, beijinhos.