Trinta

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(Isa a narrar)

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(Isa a narrar)

A manhã até estava a correr bem. As aulas tinham passado sem grandes sobressaltos, e eu sentia-me relativamente tranquila. Talvez fosse porque o clima estava melhor e mais calmo, ou o facto de a Jackie andar mais sorridente com o Alex. Talvez fosse só o meu esforço diário para manter a cabeça erguida.

Na hora do almoço, entrei no refeitório com a barriga a dar sinal de fome. A fila estava longa, e o barulho à volta era o de sempre, vozes, bandejas a bater, risos espalhados. E depois... a voz dela.

A Mia.

A rapariga que vivia para fazer comentários idiotas sobre toda a gente, especialmente sobre quem não seguia o "padrão" dela. Assim que ficou atrás de mim na fila, eu soube que algo vinha aí.

— Credo, parece que alguém comeu o refeitório inteiro... — disse ela, entre risinhos com o seu grupinho.

Fingi que não ouvi. Respirei fundo. Mantive o olhar em frente, firme.

Mas depois veio algo que não consegui ignorar.

— E aquela órfã nova, a Jackie... será que vai chorar como uma bebé outra vez?

Aquilo fez-me gelar. Virei-me devagar, com o sangue a ferver.

— Podes dizer o que quiseres sobre mim, Mia. Mas não falas da Jackie. Nem de ninguém lá de casa. Percebeste?

Ela revirou os olhos e soltou uma gargalhada de desprezo. Antes que eu pudesse pensar duas vezes, a minha mão já tinha voado até à cara dela. O estalo ecoou no barulho do refeitório.

— Perdeste o juízo?! — gritou ela, atirando-se a mim.

O caos instalou-se.

Ela puxou-me o cabelo, eu empurrei-a, ela tentou acertar-me na cara outra vez. Os rapazes, que estavam a algumas mesas de distância, correram para nos separar. O Cole agarrou-me pelos braços, enquanto o Lee tentava afastá-la.

Mas antes de a confusão acalmar, senti um rasgão.

A minha t-shirt cedeu, rasgando-se ligeiramente na lateral, o suficiente para expor a curva saliente da minha barriga.

O silêncio que se fez no refeitório foi quase ensurdecedor.

A Mia ficou estática, com os olhos fixos na minha barriga. Os sussurros começaram.

— Ela está grávida?
— Os Walters sabem?
— Meu Deus...Quem será o pai?

A Mia deu um passo atrás, ainda a recuperar o fôlego.

— Eu... desculpa... eu não sabia... — murmurou ela, com a voz embargada.

Mas já era tarde.

Olhei à minha volta, sentindo-me invadida, exposta. Todos os olhos estavam em mim. Alguns de surpresa, outros de julgamento.

— O quê? Nunca viram? — disse eu, em voz alta, firme, mesmo que o coração me batesse acelerado no peito.

Peguei na minha mochila, e saí apressada do refeitório. Senti os olhos de todos nas minhas costas. Senti as perguntas não ditas. Senti a vergonha e a raiva a misturarem-se no meu estômago.

Atrás de mim, ouvi passos apressados. Era o Lee e o Isaac.

— Isa! Espera! — chamaram os dois ao mesmo tempo.

Mas eu não parei.

Precisava de respirar. Precisava de me acalmar. Precisava de fugir do peso de tantos olhares.

E pela primeira vez, desde que tudo começou, senti o verdadeiro impacto de como esta gravidez ia mudar a minha vida, em todos os sentidos.

E pela primeira vez, desde que tudo começou, senti o verdadeiro impacto de como esta gravidez ia mudar a minha vida, em todos os sentidos

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Oii amores, voltei e quero muito avançar e acabar esta fanfic. Eu estou a gostar imenso de escrever mas queria dar oportunidade as minhas outras fanfics.

Espero que tenham gostado deste capitulo e preparem-se porque hoje eu quero publicar muitos capítulos ou ate mesmo acabar. Tenho pensando em fazer uma parte depois desta história, o que acham? Ou já se fartaram.

Não se esqueçam de votar e comentar beijinhos.


Too Young- Isaac & Lee GarciaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora