Isabela, afilhada de Katherine, pede a ajuda a sua madrinha ao sua vida desabar com a notícia de estar grávida. Ela que tinha um sonho de ser artista, viu sua vida tornar-se ainda mais complexa ao estar grávida enquanto se via envolvida em um dilema...
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(Isa a narrar)
Depois da confusão logo pela manha, fui para o meu quarto me preparar para a escola. Vesti um macacão preto confortável que marcava a minha barriga, e uma camisa larga que fechei alguns botões de modo em que não se note a barriga, e uns ténis brancos com as meias a mostra. Prendi o cabelo num coque rápido e fui buscar os meus óculos de sol porque pela janela do meu quarto podia perceber que os raios de sol estavam fortes.
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Foi então que reparei num chapéu castanho, meio esquecido entre as minhas coisas. Sorri. Tive uma ideia.
Bati à porta do quarto da Jackie antes de entrar. Ela estava sentada à beira da cama, a calçar os seus ténis. Estendeu-me um olhar curioso.
— Trouxe-te isto — disse, estendendo o chapéu. — Pode ajudar... a esconder o teu cabelo por agora.
Ela olhou o chapéu por uns segundos, hesitante, mas acabou por o aceitar e pô-lo na cabeça.
— Fica-te bem — acrescentei. — Dás uma vibe meio estrela de cinema dos anos 70.
Ela deixou escapar um pequeno sorriso. Pequeno, mas genuíno.
— Obrigada, Isa.
Esse simples "obrigada" valeu-me o dia.
Mais tarde, já na escola, fui andando até à minha sala, tentando ignorar o peso nas pernas. Quando entrei, uma voz conhecida chamou-me:
— Isa?
Virei-me de repente. Lá estava ele, encostado a uma carteira, de braços cruzados e sorriso largo: Noah.
— Noah! — sorri, surpreendida. — Pensei que tinhas mudado de escola ou desaparecido para sempre!
— Estive doente, uma gripe lixada. Quase me fecharam num quarto a pão e água.
Rimo-nos os dois. Ele aproximou-se e abraçou-me com força ou pelo menos tentou. Eu recuei ligeiramente, instintivamente protegendo a barriga, mas ele nem reparou.
— Estás estranha — comentou. — Tá tudo bem?
— Estou... só um pouco cansada — menti, meio a rir. — A escola suga-nos a vida, né?
— Verdade. Mas tu pareces diferente. Cresceste? — disse, semicerrando os olhos com ar provocador.
Soltei um riso nervoso.
— Algo assim.
Continuámos a conversar e a rir, com aquela leveza antiga que me fazia esquecer tudo o resto. Até que a porta se abriu e... silêncio. O Lee e o Isaac entraram. Ambos olharam diretamente para nós. O Lee com uma expressão quase ilegível, mas que denunciava desconforto. O Isaac... tinha os olhos cravados no Noah. Não disse nada, mas o maxilar dele estava tenso.
O Noah nem notou.
— Então, conta-me as novidades — insistiu ele. — Já arranjaste namorado, ou continuas a fugir de todos?
A pergunta fez-me engolir em seco.
— Eh... complicado — respondi, sem conseguir olhar para nenhum dos dois rapazes que agora se sentavam na fila da frente, sem dizer palavra.
O clima pesou de repente, como se o ar tivesse ficado mais denso. Sabia que não podia manter aquele segredo por muito mais tempo. Mas também não sabia como o Noah ia reagir.
E muito menos, como os outros iam lidar com tudo o que ainda estava por acontecer.
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oii amores, espero que estejam a gostar, e se quiserem podem mandar ideias.