Isabela, afilhada de Katherine, pede a ajuda a sua madrinha ao sua vida desabar com a notícia de estar grávida. Ela que tinha um sonho de ser artista, viu sua vida tornar-se ainda mais complexa ao estar grávida enquanto se via envolvida em um dilema...
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(Isa a narrar)
A porta do quarto fechou-se atrás de mim, e o ambiente ficou mais tranquilo. A Jackie parecia mais calma agora, a tensão no ar tinha desaparecido, e a presença dela ali, naquela cama, quase parecia natural. Como se o caos do jantar tivesse ficado para trás, e nós duas estivéssemos a dar um novo passo.
Sentei-me ao lado dela na cama, cruzando as pernas de forma descontraída.
– Estás melhor? – perguntei, sentindo o peso da noite finalmente a dissipar-se.
Ela deu um pequeno sorriso, ainda um pouco envergonhada, mas mais relaxada.
– Sim, só... não sabia o que fazer quando a comida foi para o chão. – riu-se de si mesma, com um tom nervoso. – E depois eles estavam a gozar e eu... nem sei. Estava só a tentar manter a calma.
– Entendo. – disse, sorrindo de volta. – Mas o importante é que estás bem. Não te preocupes com o resto.
Ela olhou para mim, hesitante, e o sorriso foi desaparecendo lentamente.
– Isa... posso perguntar-te uma coisa? – disse, a voz baixa, quase tímida.
Fiquei a olhar para ela, tentando perceber a dúvida no olhar.
– Claro. O que é que se passa?
Ela olhou para a minha barriga, com um ar curioso, mas também um pouco apreensivo.
– Como é que sabes... tipo... que o bebé está bem? Como é que consegues saber que está tudo certo?
Aquilo me pegou de surpresa, e por um segundo, senti o meu coração apertar. A Jackie, a pessoa que parecia ter tudo sob controlo, estava a mostrar uma vulnerabilidade que nunca tinha visto antes.
Eu respirei fundo e pousei a mão na barriga, sentindo a familiaridade do movimento que já fazia parte de mim.
– Bem, no início, ficamos um pouco assustadas, não é? Mas com o tempo, começamos a sentir que tudo vai ficar bem. O meu médico disse-me para prestar atenção aos sinais, tipo os chutes. Às vezes, é só isso que precisamos para ter a certeza de que está tudo certo. Eu sei que pode ser assustador, mas a sensação de saber que ele está ali, a crescer... é algo único.
Ela olhou para mim com os olhos arregalados, como se tentasse absorver tudo.
– Chutes? Como é que é? – perguntou, inclinando-se um pouco para frente, como se quisesse estar mais perto da minha barriga.
Eu sorri e coloquei a mão na minha barriga de forma instintiva, como se o toque me transmitisse algo de bom.
– Já sentiste alguma coisa parecida com uma... "muvuca" dentro de ti? – perguntei, fazendo-a sorrir ligeiramente.
Ela pensou por um momento, os olhos fixos na minha barriga, e então, de repente, ela congelou.
– Eu... acho que senti alguma coisa. – disse, com os olhos brilhando de surpresa.
Eu ri suavemente.
– Ele gosta de te fazer surpresas. Às vezes, dá-me um susto com uns chutes que me fazem saltar.
Ela estendeu a mão, ainda com uma leve dúvida no olhar, mas finalmente tocou de leve na minha barriga, como se estivesse a testar se podia realmente sentir aquilo. Foi aí que o bebé deu outro chute. Desta vez, mais forte.
Ela saltou, surpresa.
– Ai! – exclamou, rindo. – Ele realmente está aí!
Eu olhei para ela, com o coração aquecido pela cena, e senti que aquele momento estava a aproximar-nos ainda mais.
– Ele é muito ativo, sim. – disse, sorrindo com ternura. – Mas sabe que é para te fazer sorrir.
A Jackie ficou a olhar para mim, com os olhos brilhando de uma emoção que não sabia bem como explicar.
– Nunca pensei que fosse assim. – ela murmurou. – Sinto-me como se estivesse a descobrir uma parte da gravidez que nunca imaginei.
Eu dei-lhe um sorriso encorajador, e então, ela se afastou um pouco, mas ficou a observar a minha barriga com mais calma.
– Obrigada, Isa. – disse ela, de repente, com um tom mais suave. – Eu... não sei porquê, mas senti-me mais tranquila agora. Não sei o que teria feito sem ti. Parece que estou a descobrir como lidar com tudo isso aos poucos.
Senti uma onda de alívio. Às vezes, tudo o que alguém precisa é de alguém para confiar, alguém para segurar a sua mão enquanto enfrenta o desconhecido. Eu era essa pessoa para a Jackie agora. E estava feliz por ser.
– Não tens de agradecer. – respondi, com um sorriso genuíno. – A vida está cheia de momentos assim. E lembra-te, eu estou sempre aqui, para o que precisares.
Ela sorriu de volta, de forma mais confiante.
– Eu sei. E isso significa muito para mim.
E naquele momento, senti que a nossa amizade estava a nascer. De uma forma tranquila e cheia de confiança. Um laço silencioso, mas que já estava a ser cimentado.
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Oii amores, eu tive alguns problemas com este capitulo por isso espero que esteja tudo certo.