Quarenta e um

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(Narrador a narrar)

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(Narrador a narrar)

Quando chegaram a casa, o cansaço começava a pesar nos corpos, mas o espírito estava leve. A Isa apoiou a mão na barriga enorme, sentindo o bebé mexer-se como se quisesse também conviver .

No corredor, ouviram a voz do George a chamar, forte e calorosa, como sempre:

— Ei, pessoal! O jantar está pronto!

A sala de jantar estava acolhedora, iluminada com uma luz amarelada suave, e um aroma delicioso de comida caseira invadia o ar. O cheiro a pão acabado de fazer misturava-se com o da sopa a fumegar.

A Isa sorriu, sentando-se com cuidado para não forçar o corpo, que se acomodou ao lado da Jackie e da Parker.

George, com o seu ar de chefe de família, colocou os pratos à frente de cada um, e logo começaram a servir-se, falando ao mesmo tempo, num burburinho caloroso.

— Como correu o vosso dia? — perguntou a Katherine, olhando para todos, atento.

A Parker sorriu com ternura para a Isa.

— Foi ótimo. O cinema foi perfeito para nos distrair, precisamos mesmo de um dia assim. Sair um pouco e rir.

Isa sentiu-se grata por aquelas palavras. Estar em casa, com a família e amigos, era o que precisava para manter a força.

— É bom ver-vos assim, juntas — acrescentou a Katherine, com um olhar terno. — Precisamos mesmo de estarmos todos unidos e bem. -Disse enquanto olhava para o Cole e Alex que abaixaram a cabeça quando ouviram.

A Isa reparou e pensou logo que tinha acontecido algo entre eles e que o motivo era a Jackie.

Jordan, sempre curioso e sem papas na língua, aproveitou a pausa na conversa para fazer a pergunta que todos estavam a pensar:

— Isa, já tens um nome para a bebe? 

Isa engoliu em seco, sentindo o olhar de todos sobre ela. A verdade era que, apesar de tantos meses a preparar a chegada do bebé, ainda não tinha decidido um nome.

— Ainda não... — respondeu, num tom baixo e quase tímido. — Estou a pensar, mas nada ainda.

O Alex, que até então tinha estado mais reservado, sorriu e disse, cheio de energia:

— Então vamos ajudar! Tenho algumas ideias que és capaz de gostar!

Isa riu, um riso fraco, mas genuíno.

— Claro, aceito toda a ajuda.

A mesa tornou-se um palco de criatividade e gargalhadas. Um atrás do outro, começaram a surgir nomes, uns sérios, outros improváveis e engraçados.

— E se chamarmos Sofia? — sugeriu a Parker, com um sorriso doce.

— Não, isso é muito comum — rebateu a Jackie, franzindo a testa, como se tivesse a avaliar cada nome cuidadosamente.

— Luna é um nome bonito — disse o Lee, olhando para a Isa com um brilho nos olhos.

— E Aurora? — propôs o Isaac, confiante.

— Ou talvez Isadora! — exclamou George, com um sorriso orgulhoso.

— Gosto de Sarah — acrescentou Katherine. — É clássico e elegante.

A conversa animava-se a cada nome novo, com risos e brincadeiras.

De repente, Benny, que tinha estado atento até então, olhou curioso para a Isa e perguntou, inocente:

— Então... o Lee e o Isaac são os pais da bebé?

O silêncio caiu sobre a mesa. Isa sentiu as faces queimarem, o rosto corou instantaneamente, e ela desviou o olhar, envergonhada.

Lee e Isaac trocaram um olhar cúmplice e não conseguiram segurar a risada, enquanto Isa sorria timidamente, meio a tentar esconder a vergonha.

Os outros na mesa olharam uns para os outros, confusos, sem saber muito bem o que pensar. Alguns já tinham percebido, outros nem sequer desconfiavam, mas ninguém quis perguntar mais.

— Benny, às vezes as perguntas são muito diretas! — brincou Parker, piscando o olho ao mais novo.

A Isa aproveitou para respirar fundo e, com um sorriso tímido, juntou as mãos sobre a barriga.

— O importante é que este bebé vai nascer rodeado de amor — disse ela, com a voz suave.

O jantar continuou entre conversas mais descontraídas e sorrisos. George falava das pequenas novidades da casa, Jackie comentou sobre a escola, e a Katherine contou uma história engraçada sobre o Cole.

Por um momento, Isa sentiu-se normal. Como se as dores e o medo tivessem ficado do lado de fora, pelo menos por aquela noite.

Depois do jantar, enquanto ajudava a limpar a mesa, ela trocou um olhar cúmplice com Lee e Isaac, que estavam sentados no sofá, sorrindo para ela.

Naquele momento, rodeada por aqueles que escolheu como família, Isa soube que podia enfrentar o que viesse. Que não estava sozinha. E que o bebé, fosse qual fosse o nome que tivesse, seria muito amado.

 E que o bebé, fosse qual fosse o nome que tivesse, seria muito amado

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Too Young- Isaac & Lee GarciaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora