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(Isa a narrar)

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(Isa a narrar)

O dia já estava a ser longo, e eu mal conseguia manter os olhos abertos. Depois de uma manhã de aulas intensas, a tarde arrastava-se. A minha barriga parecia crescer a cada minuto, e com isso, o desconforto físico aumentava. A sensação de cansaço constante e a dor nas costas estavam a tornar-se insuportáveis. Para piorar, os enjoos voltaram, inesperadamente, durante a última aula de História.

Sentei-me na cadeira tentando não demonstrar o mal-estar, mas era impossível. A sala parecia girar à minha volta, e tudo o que eu queria era fechar os olhos e descansar um pouco. O Isaac percebeu o meu desconforto e, de imediato, encostou-se mais perto, com aquele olhar preocupado que já conhecia de cor.

– Isa, estás bem? – perguntou, baixinho, enquanto o professor falava no quadro. Ele sabia que não conseguia esconder o mal-estar.

– Só um pouco cansada. – menti, tentando sorrir. – E com dor nas costas. Nada de mais.

Ele não parecia acreditar, mas não disse nada. Quando o sinal de fim de aula tocou, a pressão no meu estômago parecia aumentar. Fui das últimas a sair da sala, apoiando-me nas paredes, tentando disfarçar.

Na saída, vi o Cole com alguns dos meninos à espera de mim no carro. Ele notou o meu rosto pálido antes mesmo de eu chegar perto.

– Isa, o que aconteceu? – perguntou, preocupado, ao me ver mais devagar do que o habitual.

– Estou só cansada. – respirei fundo, tentando conter as lágrimas.

Ele me olhou com a mesma expressão calma que sempre teve, mas o olhar dela não mentia. A preocupação era visível.

– Vamos para casa, descansar um pouco. Vou te ajudar com o que for preciso. – disse ele, e as palavras dele foram um alívio imediato. Às vezes, tudo o que eu precisava era do conforto deles.

Quando chegámos a casa, o Isaac apareceu logo à porta, com o olhar preocupado. Eu ainda estava a tentar não deixar transparecer o cansaço, mas ele não estava a deixar passar.

– Isa, vais descansar, certo? – ele perguntou, com uma suavidade que me fez sentir que ele estava a tentar me proteger de algo, mas ao mesmo tempo, estava a sufocar-me.

– Claro. Só preciso de um pouco de tempo sozinha. – respondi, sem coragem para olhar nos seus olhos.

Ele hesitou por um momento, mas depois assentiu, e se afastou, provavelmente para dar espaço. Já o Lee, que estava a passar na sala, observou-nos de longe, mas não disse nada. Eu sentia que ele estava sempre a observar, a medir cada gesto, como se fosse tentar entender algo.

Subi para o meu quarto, onde deitei-me na cama, tentando aliviar a pressão na barriga. Fechei os olhos, sentindo as ondas de cansaço a tomarem conta de mim, mas foi então que ouvi uma batida suave na porta.

– Posso entrar? – perguntou a minha madrinha, com a voz gentil.

– Claro. – respondi, sem forças para me levantar.

Ela entrou devagar e sentou-se à beira da cama.

– Estás a sentir-te mal, Isa? – perguntou ela, com um olhar sério.

– Eu... não sei o que estou a fazer. – comecei, a voz quebrada. – Esta gravidez está a mudar tudo. A cada dia sinto-me mais fraca, e estou a perder o controlo de tudo. Os meninos... o Isaac, o Lee... todos esperam que eu seja forte, mas não sei se estou a conseguir.

Ela segurou a minha mão com firmeza, transmitindo-me a calma que só ela sabia dar.

– Isa, não há problema em sentir-se fraca, não há problema em não saber o que fazer. Isto é novo para ti, e ninguém espera que tenhas todas as respostas. Tens o direito de estar vulnerável. Só não te esqueças que estamos todos aqui para te apoiar. E, principalmente, tu não estás sozinha.

Aquelas palavras fizeram-me chorar, mais do que eu esperava. Por um momento, deixei-me ir, senti a dor da pressão e da dúvida a sair de dentro de mim, e a madrinha ficou ali, a minha âncora.

– Obrigada, madrinha. – sussurrei, ainda com a voz embargada.

Ela acariciou o meu cabelo e ficou em silêncio, apenas me dando espaço para me acalmar.

Depois de algum tempo, a sensação de alívio chegou. Senti-me mais forte, mais capaz de lidar com o que viesse a seguir, mas sabia que os desafios estavam longe de acabar. A gravidez estava a mudar tudo. E, mais do que nunca, eu sentia o peso de ser responsável por alguém, alguém que dependia de mim.

 E, mais do que nunca, eu sentia o peso de ser responsável por alguém, alguém que dependia de mim

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Oii amores aqui está outro capitulo, não se esqueçam de votar e comentar, beijinhos.


Too Young- Isaac & Lee GarciaOnde histórias criam vida. Descubra agora