Isabela, afilhada de Katherine, pede a ajuda a sua madrinha ao sua vida desabar com a notícia de estar grávida. Ela que tinha um sonho de ser artista, viu sua vida tornar-se ainda mais complexa ao estar grávida enquanto se via envolvida em um dilema...
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(Isa a narrar)
Depois daquele momento estranho no parque nós decidimos levantar e ir dar uma volta.
Fomos até ao centro, e acabámos por entrar numa galeria comercial antiga, daquelas que ainda têm flippers e máquinas de jogos a piscar luzes coloridas.
– Olha ali! – disse o Isaac, a apontar para uma daquelas máquinas de garras, onde se tenta apanhar peluches. – Vai lá, Isa. Ganha um para o bebé!
Revirei os olhos, mas ri. Fui até à máquina e coloquei uma moeda. A garra desceu, balançou para os lados, e falhou o coelhinho branco que eu tinha mirado.
– Outra vez. – resmunguei, colocando outra moeda. – Este vai ser meu.
Mais uma tentativa. Mais uma falha.
– A sério?! Esta coisa está viciada. – protestei.
– Deixa que eu tento. – disse uma voz atrás de mim.
Era o Lee.
Ele aproximou-se em silêncio, inseriu uma moeda, e nem parecia estar a esforçar-se. A garra desceu com precisão cirúrgica e, de forma quase mágica, agarrou o coelhinho. Quando caiu na abertura, ele puxou-o, virou-se e colocou-mo nas mãos com um gesto simples, quase envergonhado.
– Toma. – disse, sem me encarar. E afastou-se de imediato, voltando a encostar-se a uma parede mais ao fundo, como se não tivesse feito nada de especial.
Fiquei a olhar para o peluche, surpresa. A pele quente nas mãos. A sensação estranha no peito.
O Isaac aproximou-se devagar e falou, num tom tranquilo:
– Essa é a maneira dele mostrar amor, sabes?
Olhei para o urso. Depois para o Lee, que agora fingia estar entretido com uma máquina de corridas.
– Eu sei. – respondi, baixinho.
Saímos pouco depois. Andávamos devagar pela rua, os três lado a lado. O peluche ainda nas minhas mãos, como se fosse uma coisa frágil demais para guardar na mochila.
Foi então que uma senhora mais velha passou por nós. O olhar dela caiu primeiro na minha barriga, depois nos dois rapazes ao meu lado. Franziu o sobrolho. Depois murmurou alto o suficiente para que ouvíssemos:
– Vergonha... tão nova, grávida. E ainda por cima com dois atrás dela. Isto agora é moda?
Senti o coração gelar. Os olhos a encherem-se de lágrimas.
Mas antes que eu dissesse alguma coisa, o Lee virou-se para ela, com a calma seca que o caracterizava:
– Talvez a moda agora seja cuidar de quem precisa. Tem algum problema com isso?
A mulher bufou e apressou o passo, murmurando algo mais que não consegui entender.
Isaac colocou um braço à volta dos meus ombros e completou:
– A senhora devia era ter vergonha de julgar alguém que não conhece.
Fiquei ali, no meio dos dois, a respirar fundo. Não sabia se queria chorar, sorrir, ou simplesmente parar o tempo naquele instante.
O mundo não fazia ideia do que estávamos a viver. Mas, de alguma forma, naquele momento, eu senti-me protegida.
E, pela primeira vez em muito tempo, não me senti sozinha.
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Oii meus amores,aqui está outro capitulo, estou a tentar acabar esta fanfic ainda esta semana.