Isabela, afilhada de Katherine, pede a ajuda a sua madrinha ao sua vida desabar com a notícia de estar grávida. Ela que tinha um sonho de ser artista, viu sua vida tornar-se ainda mais complexa ao estar grávida enquanto se via envolvida em um dilema...
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(Narrado pela Isa)
Aquela tarde estava a correr bem. A cozinha cheia de cheiros de bolo, o riso abafado de Parker e Benny a brincar e a comer a massa do bolo, e o som da casa a respirar como se tudo pudesse finalmente voltar a ser normal.
Eu segurava com cuidado um bolo decorado, pronta para o levar até à sala, quando, no topo da escada, a Jackie apareceu. Rindo alto, desajeitada, com o Cole a tentar acompanhá-la. O cheiro do álcool era óbvio, e eu já sabia que aquilo não ia acabar bem.
— JACKIE! — alguém gritou, a voz cheia de preocupação. Mas eu não tive tempo para me afastar.
Ela tropeçou no último degrau. No esforço desesperado de se agarrar a algo, empurrou-me com força.
Antes que pudesse reagir, senti a bater as minhas costas no chão de uma forma violenta. Caí de costas, o bolo a escorregar das minhas mãos e a esmagar-se no chão com um som seco.
A dor invadiu-me em ondas, cortante e implacável, como se cada osso gritasse.
Mas o pior veio a seguir. As dores como contrações começaram, mais fortes, mais rápidas. Cada uma fazia-me dobrar de dor, apertando o ventre com uma força que parecia esmagar tudo à volta.
— Isa! — ouvi o Lee e o Isaac a correrem para mim, as vozes cheias de pânico.
Ouvi os passos dos outros Walters a virem até a mim com pressa preocupados, alguns até a chorar ou quase a derramar lágrimas.
A Katherine apareceu quase de imediato, os olhos a procurar qualquer sinal de gravidade.
— Temos de ir para o hospital! — disse, decidida e urgente.
Jackie estava de joelhos ao meu lado, lágrimas a escorrerem pelo rosto.
— Isa, desculpa, desculpa mesmo... não queria, juro que não queria fazer-te mal — implorava, a voz embargada, enquanto tentava ajudar-me a levantar.
Respirei fundo, tentando controlar a dor que não dava tréguas.
— Vai ficar tudo bem — consegui dizer, embora a minha voz tremesse.
O Lee segurou o meu braço com firmeza, o Isaac agarrou-me do outro lado, ajudando-me a levantar. A cada passo, sentia o peso do medo e da responsabilidade esmagadora.
No caminho até à carrinha, a minha cabeça rodava, as contrações não davam descanso.
Dentro da carrinha, o silêncio era pesado, quase palpável, interrompido apenas pelo som do motor e a minha respiração entrecortada.
Jackie não parava de chorar, o remorso a consumir cada gesto seu.
— Eu devia ter-me controlado... estraguei tudo — murmurava, quase a sussurrar para o vazio.
O Lee lançou-lhe um olhar duro, mas depois olhou para mim e apertou a minha mão com ternura.
— Vais aguentar, Isa. Estamos contigo.
Isaac concordou, os olhos brilhando com determinação.
— Nada vai acontecer ao bebé, prometemos.
Eu olhei para a Jackie, cansada mas com o coração cheio de compreensão.
— Jackie... — comecei, a minha voz calma mas firme. — Eu sei que não foi de propósito. Foi um acidente. Não estou zangada contigo. Sei que não querias me magoar.
Ela levantou o rosto, surpresa e aliviada, as lágrimas ainda a correr, mas agora com um brilho de gratidão.
— Obrigada, Isa... obrigada por tudo.
Segurei a mão dela com carinho.
— Somos uma família. E famílias ficam juntas, mesmo nos momentos mais difíceis.
Respirei fundo e olhei para frente, sabendo que ainda havia uma longa estrada pela frente, mas pronta para a enfrentar — com todos a ajudar me.
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