Trinta e oito

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(Narrado pela Isa)

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(Narrado pela Isa)

Aquela tarde estava a correr bem. A cozinha cheia de cheiros de bolo, o riso abafado de Parker e Benny a brincar e a comer a massa do bolo, e o som da casa a respirar como se tudo pudesse finalmente voltar a ser normal.

Eu segurava com cuidado um bolo decorado, pronta para o levar até à sala, quando, no topo da escada, a Jackie apareceu. Rindo alto, desajeitada, com o Cole a tentar acompanhá-la. O cheiro do álcool era óbvio, e eu já sabia que aquilo não ia acabar bem.

— JACKIE! — alguém gritou, a voz cheia de preocupação. Mas eu não tive tempo para me afastar.

Ela tropeçou no último degrau. No esforço desesperado de se agarrar a algo, empurrou-me com força.

Antes que pudesse reagir, senti a bater as minhas costas no chão de uma forma violenta. Caí de costas, o bolo a escorregar das minhas mãos e a esmagar-se no chão com um som seco.

A dor invadiu-me em ondas, cortante e implacável, como se cada osso gritasse.

Mas o pior veio a seguir. As dores como contrações começaram, mais fortes, mais rápidas. Cada uma fazia-me dobrar de dor, apertando o ventre com uma força que parecia esmagar tudo à volta.

— Isa! — ouvi o Lee e o Isaac a correrem para mim, as vozes cheias de pânico.

Ouvi os passos dos outros Walters a virem até a mim com pressa preocupados, alguns até a chorar ou quase a derramar lágrimas.

A Katherine apareceu quase de imediato, os olhos a procurar qualquer sinal de gravidade.

— Temos de ir para o hospital! — disse, decidida e urgente.

Jackie estava de joelhos ao meu lado, lágrimas a escorrerem pelo rosto.

— Isa, desculpa, desculpa mesmo... não queria, juro que não queria fazer-te mal — implorava, a voz embargada, enquanto tentava ajudar-me a levantar.

Respirei fundo, tentando controlar a dor que não dava tréguas.

— Vai ficar tudo bem — consegui dizer, embora a minha voz tremesse.

O Lee segurou o meu braço com firmeza, o Isaac agarrou-me do outro lado, ajudando-me a levantar. A cada passo, sentia o peso do medo e da responsabilidade esmagadora.

No caminho até à carrinha, a minha cabeça rodava, as contrações não davam descanso. 

Dentro da carrinha, o silêncio era pesado, quase palpável, interrompido apenas pelo som do motor e a minha respiração entrecortada.

Jackie não parava de chorar, o remorso a consumir cada gesto seu.

— Eu devia ter-me controlado... estraguei tudo — murmurava, quase a sussurrar para o vazio.

O Lee lançou-lhe um olhar duro, mas depois olhou para mim e apertou a minha mão com ternura.

— Vais aguentar, Isa. Estamos contigo.

Isaac concordou, os olhos brilhando com determinação.

— Nada vai acontecer ao bebé, prometemos.

Eu olhei para a Jackie, cansada mas com o coração cheio de compreensão.

— Jackie... — comecei, a minha voz calma mas firme. — Eu sei que não foi de propósito. Foi um acidente. Não estou zangada contigo. Sei que não querias me magoar.

Ela levantou o rosto, surpresa e aliviada, as lágrimas ainda a correr, mas agora com um brilho de gratidão.

— Obrigada, Isa... obrigada por tudo.

Segurei a mão dela com carinho.

— Somos uma família. E famílias ficam juntas, mesmo nos momentos mais difíceis.

Respirei fundo e olhei para frente, sabendo que ainda havia uma longa estrada pela frente, mas pronta para a enfrentar — com todos a ajudar me.

Respirei fundo e olhei para frente, sabendo que ainda havia uma longa estrada pela frente, mas pronta para a enfrentar — com todos a ajudar me

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Too Young- Isaac & Lee GarciaOnde histórias criam vida. Descubra agora