Isabela, afilhada de Katherine, pede a ajuda a sua madrinha ao sua vida desabar com a notícia de estar grávida. Ela que tinha um sonho de ser artista, viu sua vida tornar-se ainda mais complexa ao estar grávida enquanto se via envolvida em um dilema...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
(Isa a narrar)
Acordei logo a pensar na conversa que tive com a minha madrinha no dia anterior. Como era sábado a casa estava silenciosa. A madrinha já tinha saído cedo e os outros pareciam ainda dormir menos . Vesti-me devagar — umas jeans azuis confortáveis, e uma camisola cinza justa que marcava a barriga que já estava bem grande, e o cabelo preso com um boné vermelho porque estava a planear ir a rua.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
e foi então que ouvi uma batida à porta.
– Isa? – era a voz do Isaac.
– Entra.
Ele entrou devagar, com aquele sorriso dele.
– Estás melhor?
Assenti com a cabeça.
– Um bocadinho. Dormir ajudou.
– Ótimo. Eu e o Lee... estávamos a pensar sair hoje à tarde. Talvez ir ao parque, comer qualquer coisa. Queríamos saber se querias vir connosco.
– Os dois?
– Bem, na verdade, foi o Lee que sugeriu. Mas eu achei boa ideia.
A porta abriu-se e o Lee entrou, encostando-se ao batente da porta com aquele ar descontraído dele.
– Então, Isa? Vamos ou não vamos? Estás a precisar de apanhar ar.
Olhei de um para o outro, sentindo o coração acelerar. Não fazia ideia do que se passava entre os dois, mas a tensão era palpável. Isaac estava sério, mas atencioso. Lee, como sempre, fingia que nada o afetava, mas os olhos diziam outra coisa.
– Sim... acho que me vai fazer bem. – respondi, mesmo sem ter a certeza se era boa ideia.
Lee sorriu. Isaac assentiu.
Talvez não fosse a saída em si que importava, mas sim o que me esperava.
O parque estava cheio de vida. Famílias com crianças pequenas, casais a passear de mãos dadas, cães a correr atrás de bolas. Eu caminhava entre os dois, com as mãos nos bolsos, a tentar não parecer tão cansada quanto me sentia.
– Queres sentar um bocado? – perguntou o Isaac, apontando para um banco de madeira virado para o lago.
– Sim, obrigada. – suspirei, grata pela sensibilidade dele.
O Lee, no entanto, ficou de pé, a olhar para o movimento à nossa volta, com aquele ar distraído dele.
– Isto está cheio hoje. Devíamos ter ido a outro sítio. – murmurou.
– Eu gosto assim. – respondi, olhando para o lago. – Ver pessoas felizes dá-me esperança.
O Isaac olhou para mim de lado, como quem queria dizer algo mas se continha. Depois de um silêncio estranho, ele pigarreou.
– Estás mesmo melhor hoje. Já não tens aquele ar de quem vai desmaiar a qualquer momento.
– Que simpático da tua parte. – respondi, com um sorriso cansado.
Ele riu, e senti o calor habitual no peito que sempre surgia quando estávamos os dois. Era reconfortante, como um cobertor quente num dia frio.
Mas então, Lee virou-se para nós.
– Estás a comer direito?
Franzi o sobrolho.
– Desculpa?
– Estás grávida, Isa. Precisas de comer. Não podes viver só de chá e torradas. E tens ar de quem não toca numa refeição decente há dias.
– Obrigada pela preocupação, chefe. – ironizei.
– Não estou a brincar. – disse ele, sério.
Isaac lançou-lhe um olhar.
– Ela sabe cuidar de si, Lee.
– Pois, vê-se. – murmurou, antes de se afastar alguns passos e encostar-se a uma árvore.
O ambiente ficou estranho. Isaac passou a mão pela cara, num gesto cansado, e olhou para mim.
– Desculpa. Ele tem estado... mais tenso do que o normal.
– É por minha causa? – perguntei, baixinho.
– Talvez. Ou talvez ele só não saiba como lidar com isto tudo. – respondeu, sincero.
– E tu? Sabes?
Isaac ficou em silêncio por um segundo, e depois virou-se para mim.
– Não. Mas estou a tentar. E se me deixares, quero tentar contigo.
O meu coração bateu mais depressa. Senti-me exposta, mas também... vista. Não sabia o que responder. E, para ser sincera, não sei se queria.
A tarde continuou, com menos palavras e mais silêncios. Mas às vezes, são os silêncios que dizem tudo.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
oii lindos, aqui vai mais um capitulo, espero que gostem.