dezesseis

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(Isa a narrar)

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(Isa a narrar)

Acordei logo a pensar na conversa que tive com a minha madrinha no dia anterior.  Como era sábado a casa estava silenciosa. A madrinha já tinha saído cedo e os outros pareciam ainda dormir menos . Vesti-me devagar — umas jeans azuis confortáveis, e uma camisola cinza justa que marcava a barriga que já estava bem grande, e o cabelo preso com um boné vermelho porque estava a planear ir a rua.

 Vesti-me devagar — umas jeans azuis confortáveis, e uma camisola cinza justa que marcava a barriga que já estava bem grande, e o cabelo preso com um boné vermelho porque estava a planear ir a rua

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 e foi então que ouvi uma batida à porta.

– Isa? – era a voz do Isaac.

– Entra.

Ele entrou devagar, com aquele sorriso dele.

– Estás melhor?

Assenti com a cabeça.

– Um bocadinho. Dormir ajudou.

– Ótimo. Eu e o Lee... estávamos a pensar sair hoje à tarde. Talvez ir ao parque, comer qualquer coisa. Queríamos saber se querias vir connosco.

– Os dois?

– Bem, na verdade, foi o Lee que sugeriu. Mas eu achei boa ideia.

A porta abriu-se e o Lee entrou, encostando-se ao batente da porta com aquele ar descontraído dele.

– Então, Isa? Vamos ou não vamos? Estás a precisar de apanhar ar.

Olhei de um para o outro, sentindo o coração acelerar. Não fazia ideia do que se passava entre os dois, mas a tensão era palpável. Isaac estava sério, mas atencioso. Lee, como sempre, fingia que nada o afetava, mas os olhos diziam outra coisa.

– Sim... acho que me vai fazer bem. – respondi, mesmo sem ter a certeza se era boa ideia.

Lee sorriu. Isaac assentiu.

Talvez não fosse a saída em si que importava, mas sim o que me esperava.

O parque estava cheio de vida. Famílias com crianças pequenas, casais a passear de mãos dadas, cães a correr atrás de bolas. Eu caminhava entre os dois, com as mãos nos bolsos, a tentar não parecer tão cansada quanto me sentia.

– Queres sentar um bocado? – perguntou o Isaac, apontando para um banco de madeira virado para o lago.

– Sim, obrigada. – suspirei, grata pela sensibilidade dele.

O Lee, no entanto, ficou de pé, a olhar para o movimento à nossa volta, com aquele ar distraído dele.

– Isto está cheio hoje. Devíamos ter ido a outro sítio. – murmurou.

– Eu gosto assim. – respondi, olhando para o lago. – Ver pessoas felizes dá-me esperança.

O Isaac olhou para mim de lado, como quem queria dizer algo mas se continha. Depois de um silêncio estranho, ele pigarreou.

– Estás mesmo melhor hoje. Já não tens aquele ar de quem vai desmaiar a qualquer momento.

– Que simpático da tua parte. – respondi, com um sorriso cansado.

Ele riu, e senti o calor habitual no peito que sempre surgia quando estávamos os dois. Era reconfortante, como um cobertor quente num dia frio.

Mas então, Lee virou-se para nós.

– Estás a comer direito?

Franzi o sobrolho.

– Desculpa?

– Estás grávida, Isa. Precisas de comer. Não podes viver só de chá e torradas. E tens ar de quem não toca numa refeição decente há dias.

– Obrigada pela preocupação, chefe. – ironizei.

– Não estou a brincar. – disse ele, sério.

Isaac lançou-lhe um olhar.

– Ela sabe cuidar de si, Lee.

– Pois, vê-se. – murmurou, antes de se afastar alguns passos e encostar-se a uma árvore.

O ambiente ficou estranho. Isaac passou a mão pela cara, num gesto cansado, e olhou para mim.

– Desculpa. Ele tem estado... mais tenso do que o normal.

– É por minha causa? – perguntei, baixinho.

– Talvez. Ou talvez ele só não saiba como lidar com isto tudo. – respondeu, sincero.

– E tu? Sabes?

Isaac ficou em silêncio por um segundo, e depois virou-se para mim.

– Não. Mas estou a tentar. E se me deixares, quero tentar contigo.

O meu coração bateu mais depressa. Senti-me exposta, mas também... vista. Não sabia o que responder. E, para ser sincera, não sei se queria.

A tarde continuou, com menos palavras e mais silêncios. Mas às vezes, são os silêncios que dizem tudo.

oii lindos, aqui vai mais um capitulo, espero que gostem

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oii lindos, aqui vai mais um capitulo, espero que gostem.

Não se esqueçam de votar e comentar, beijinhos.

Too Young- Isaac & Lee GarciaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora