vinte e sete

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(Isa a narrar)

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(Isa a narrar)

Assim que cheguei a casa, depois de um dia longo de aulas, subi diretamente para o quarto. O calor e o barulho da escola tinham-me deixado exausta. Precisava de silêncio. Peguei no meu livro que estava por acabar e deitei-me na cama, deixando a barriga repousar num monte de almofadas. À medida que as páginas passavam, o tempo parecia escorrer devagar.

A tarde foi estranhamente silenciosa. Não ouvi vozes no corredor, nem música vinda do quarto do Nathan, nem o Danny a treinar as suas falas. Nada. Só o som do vento a bater suavemente na janela e o virar das páginas.

Só dei conta das horas quando o George chamou todos para jantar com aquele tom de voz que ecoava por toda a casa.

— Jantar! Vamos lá, pessoal!

Desci com calma e fui até à sala de jantar. Estavam todos a chegar aos poucos, sentando-se à volta da mesa... mas havia um silêncio desconfortável no ar. Olhares trocados, talheres mexidos sem muito entusiasmo. Ninguém falava da Jackie. Nem do Cole. E todos sabiam que tinham desaparecido juntos.

A Katherine entrou na sala com um olhar sério, preocupado. Sentou-se à cabeceira da mesa e observou todos antes de suspirar fundo.

— Ainda ninguém viu a Jackie e o Cole? — perguntou, mas ninguém respondeu.

Nesse momento, a porta da frente abriu-se. O Cole entrou, descontraído, com a Jackie logo atrás dele, ainda com o chapéu que eu lhe tinha emprestado de manhã. Ela parecia... cansada, mas tentava sorrir.

— Estou cheio de fome — disse, a tentar manter a leveza.

Mas a Katherine levantou a mão antes que qualquer um deles se servisse.

— Antes de comerem, vamos resolver isto. — Ela olhou para todos com firmeza. — De quem foi a ideia da partida com o descolorante?

Silêncio. Ninguém disse nada. Nem uma tosse.

O Alex, com um encolher de ombros e ar desinteressado, atirou:

— Porque não vês a câmara do Jordan.

— Alex! — sussurrou o Lee, a tentar calá-lo, mas era tarde demais.

— Eu?! — protestou o Jordan, engasgando-se com a água. — Porquê que eu é que sou sempre o culpado?

O burburinho cresceu, com todos a reclamar e a atirar culpas de um lado para o outro, mas a Katherine levantou-se, imponente.

— Basta! Eu estou farta de brincadeiras de mau gosto. Isto passou dos limites. Jackie, eu peço-te desculpa. — Depois virou-se para o Isaac e para o Cole. — Vocês os dois vão pagar a tinta. E vão pedir desculpa. A sério.

O Cole assentiu e olhou para a Jackie.

— Desculpa, a sério. Não era para levar tão a peito. Foi estúpido.

O Isaac, por outro lado, cruzou os braços e disse com um sorriso trocista:

— Desculpa. Da próxima ponho perfume no champô.

A Jackie lançou-lhe um olhar fulminante, levantou-se e pegou na caixa da tinta que a Katherine lhe tinha comprado antes do jantar.

— Já perdi o apetite.

Saiu da sala com passos pesados. Fiquei sentada a olhar para o prato sem saber se ela estava magoada pela brincadeira em si... ou por o Cole estar metido no meio.

Levantei-me devagar, sentindo a pressão da barriga de novo, mas determinada.

— Eu vou ajudá-la a pintar o cabelo — anunciei, e sem esperar resposta, segui atrás da Jackie pelo corredor silencioso.

Sabia que ela precisava de alguém agora. E eu... também precisava de um pouco de paz no meio daquele caos.

 também precisava de um pouco de paz no meio daquele caos

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Too Young- Isaac & Lee GarciaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora