Isabela, afilhada de Katherine, pede a ajuda a sua madrinha ao sua vida desabar com a notícia de estar grávida. Ela que tinha um sonho de ser artista, viu sua vida tornar-se ainda mais complexa ao estar grávida enquanto se via envolvida em um dilema...
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(Isa a narrar)
Acordei com os raios de sol a entrarem pelas persianas entreabertas. Pela primeira vez em muito tempo, o meu corpo não protestava. Nada de enjoos, nada de dores nas costas ou na barriga. Apenas uma calma estranha, como se o meu corpo tivesse decidido dar-me uma trégua. Era domingo, e até o tempo parecia estar a meu favor.
Levantei-me com calma, espreguicei-me devagar, sentindo os músculos ainda pesados da gravidez, mas suportáveis. Escolhi algo leve e confortável para o dia de calor: um biquíni castanho simples, e por cima, um casaco branco de malha leve com botões que deixei aberto, que deixava a barriga arredondada à vista, mas de forma suave e bonita. Prendi o cabelo num coque malfeito baixo e deixei os pés descalços até sair para o jardim.
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A gravidez estava a mudar o meu corpo, sim. Mas, naquele momento, eu sentia-me bonita. Forte, de certa forma. Como se o dia me estivesse a dar uma nova energia.
Desci as escadas com calma e, lá fora, já se ouvia o barulho da água da piscina e as vozes animadas dos rapazes. O cheiro da manhã quente misturado com cloro fez-me sorrir.
O domingo tinha começado, e por agora... eu estava bem.
Assim que cheguei à piscina, não demorei muito a mergulhar. A água estava perfeita. Refrescante. Isaac juntou-se a mim minutos depois, com aquele ar brincalhão que eu já conhecia bem.
– Então, grávida? Ainda sabes nadar? – provocou ele, atirando-me água com a mão.
– Ainda nadas tu antes de mim! – respondi, a rir, e atirei-lhe um jato em cheio.
Começámos ali uma pequena guerra de água. Eu a fugir dele, ele a tentar apanhar-me, ambos a rir como se o tempo tivesse parado. Foi libertador, por uns momentos esquecer tudo o que me preocupava.
No outro canto da piscina, a Parker e os rapazes estavam a fazer uma guerra com chouriços de espuma. Pareciam crianças em férias de verão, sem uma preocupação no mundo. Todos... menos a Jackie e o Alex, que tinham desaparecido logo depois do pequeno-almoço. Ninguém sabia onde estavam.
Enquanto me encostava ao rebordo da piscina, com os cabelos molhados colados à cara, reparei nele. O Lee. Estava sentado numa espreguiçadeira à sombra, garrafa de água na mão, a observar-nos em silêncio. Não sorria. Não se mexia. Mas o olhar dele... o olhar dizia tudo.
O Isaac ainda estava ao meu lado, distraído a mexer na água com os dedos.
– O que foi? – perguntei, tentando não parecer demasiado focada no Lee.
– Nada... – murmurou ele, olhando de soslaio para o irmão. – O Lee está só... pensativo.
Franzi o sobrolho. Aquilo não era só pensamento. Era outra coisa. Ciúmes? Não fazia sentido. Eles eram irmãos. Eles estavam sempre tão próximos. E comigo... cada um tinha momentos em que se aproximava, mas nunca tinham falado de nada claro.
– Estás estranho. – disse, a olhar para o Isaac.
Ele olhou para mim, depois desviou os olhos.
– Às vezes, só não é fácil ver certas coisas. – disse, enigmático.
Fiquei a olhar para ele, confusa. O que é que ele queria dizer com isso? Antes que pudesse perguntar, o Lee levantou-se da espreguiçadeira e entrou em casa, sem uma palavra.
Ali, com o sol a brilhar e o riso dos outros ao fundo, comecei a perceber que havia mais por detrás daqueles olhares. Algo que eu não sabia. Algo que me estava a escapar.
E isso assustava-me mais do que qualquer enjoo.
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Oii lindos, aqui vai mais um capitulo, não se esqueçam de votar e comentar beijinhos.