Isabela, afilhada de Katherine, pede a ajuda a sua madrinha ao sua vida desabar com a notícia de estar grávida. Ela que tinha um sonho de ser artista, viu sua vida tornar-se ainda mais complexa ao estar grávida enquanto se via envolvida em um dilema...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
(Narrador narrando)
As semanas tinham sido um turbilhão de noites mal dormidas, fraldas trocadas em ritmo frenético e um cansaço que parecia querer devorar Isa por dentro. A maternidade era um choque constante, doce, esmagadora, aterradora. Mas no meio daquele caos, havia algo que a mantinha a flutuar, Lee e Isaac.
Na fazenda, onde o tempo parecia ganhar outra dimensão, a rotina diária da casa era um misto de amor, tensão e não ditos. Katherine e Jackie ajudavam como podiam, mas naquele dia, Jackie apareceu com um sorriso travesso e firme.
— Isa, eu fico com a Cassie — disse, pegando na bebé ao colo com uma naturalidade que Isa invejava. — Vão os três dar um passeio, aproveitem para respirar. Tu precisas de descansar.
Isa hesitou um segundo, o coração a apertar por deixar a filha, mas aceitou. Sabia que Jackie cuidaria da bebé melhor do que ninguém.
— Obrigada, Jackie — murmurou, beijando a testa da amiga.
Lee e Isaac sorriram, e juntos foram montar nos cavalos. A fazenda estendia-se numa vastidão verdejante, com flores silvestres que ondulavam ao sabor do vento. O cheiro da terra, da relva e do sol era quase terapêutico.
Quando chegaram ao campo aberto, Isa desceu do cavalo, ainda tonta do ritmo da vida recente. Ali, no meio das flores, estava uma toalha estendida no chão, um piquenique preparado com cuidado e amor. Cestas de vime, frutas frescas, queijos variados, pão rústico, um bolo simples mas perfeito, com cobertura de morango, e garrafas de um sumo caseiro que mais parecia magia engarrafada.
Isa sentou-se, sentindo a textura do tecido contra a pele, o sol morno a beijar-lhe o rosto e um aperto misto de ansiedade e esperança no peito.
Lee e Isaac olharam-na com uma sinceridade crua, como se fossem expor a alma sem medo pela primeira vez.
Isaac foi o primeiro a falar, a voz rouca e firme:
— Isa... não sei como te dizer isto sem parecer um idiota, mas... nós dois queremos algo sério contigo. Não queremos só estar aqui porque é o que deve ser. Queremos estar contigo porque é contigo que queremos estar.
Lee puxou a mão de Isa, o olhar a arder em emoção contida.
— Eu também. Sei que isto é loucura, mas... Isa, namora connosco?
Isa sentiu o mundo a rodar à sua volta, as palavras deles a atingirem-na como uma onda forte. O medo, o cansaço, a incerteza... tudo parecia menor quando aqueles dois homens olhavam para ela assim, com um amor tão bruto e verdadeiro.
Ela fechou os olhos por um momento, respirou fundo e abriu-os lentamente, encarando-os com uma força que a surpreendeu.
— Eu... quero. Quero vocês dois.
O silêncio que se seguiu não foi incómodo. Foi um espaço onde a verdade respirava livre.
E naquele piquenique no meio das flores, Isa sentiu-se, pela primeira vez em muito tempo, completamente inteira.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.