Capítulo 10-Harry

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Eram 20:00 horas da noite e a Lucy ainda não tinha aparecido no restaurante. Era suposto ela estar aqui há uma hora atrás e ainda não apareceu. Começo a ficar preocupado, será que ela não vem por minha causa? Será que eu fui muito precipitado? Oh meu Deus, o que é que eu fui fazer? Estúpido, estúpido, estúpido. Eu andava pelo escritório de um lado para o outro enquanto passava as mãos pelos cabelos. Eu começava a ficar frustado com aquela sua ausência. E se lhe aconteceu alguma coisa? E se ela estiver a precisar de ajuda? Meu Deus....

-Filho...?-a minha mãe entrou no escritório um pouco aflita.

-O que se passa?-olhei para ela preocupado-estás bem?

-Olha...-ela mostrou a pulseira da Lucy-um casal que vinha a caminho do restaurante encontrou e...-vi que ela estava quase a chorar e então abracei-a.

-Hey calma-agarrei-a e beijei a sua testa-eu vou encontrá-la-peguei na pulseira e saí dali a correr.

Saí do restaurante e senti o seu cheiro doce e rebelde ao mesmo tempo, senti o cheiro da minha fêmea, do meu amor, da minha vida, da minha futura Luna. O seu cheiro ía dar até à floresta, mas algo estava mal, junto com o seu cheiro havia outro, por isso acho que ela não está sozinha. Eu conheço este cheiro, é daquele miserável do Mike. Se ele se atreve a tocar-lhe com um dedo que seja eu juro, que o desfaço nem que isso me custe mostrar o meu verdadeiro eu, lobo. Corri pela floresta e o rasto acabou precisamente no meio da floresta. Baixei-me e toquei na terra por cima de umas marcas de pneus e cheirei.

-Cabrão...-comecei a soltar o meu animal interior.

Levantei-me e caminhei alguns metros até me deparar em frente a uma cabana. Vi que tinha as luzes acesas. Coloquei-me atrás de uma árvore, quando a minha menina saiu da cabana a correr ao mesmo tempo que chorava.

-LUCY...-ouvi a voz daquele filha da pu** a gritar atrás da minha foca e eu vi o pânico na cara da minha futura Luna.

Lucy olhou para todo o lado, mas só via árvores então ela começou a correr e eu agarrei no seu pequeno corpo tapando a sua boca e puxei-a para trás de uma árvore.

-Shh...-disse enquanto ela se debatia-importaste de parar?-falei e ela parou de se debater.

-Harry?-ela olhou para mim surpresa por eu estar ali.

-É...-cocei a cabeça.

-Como....como sabias?-perguntou confusa.

-Isso agora não interessa-encolhi os ombros-vamos para casa.

Ela olhou para mim e suspirou.

-Está bem-assentiu-e o restaurante?

-A esta hora duvido que esteja aberto.

-Oh...-mordeu o lábio inferior-achas que a tua mãe vai ficar muito chateada?

-Duvido-ri da sua pergunta-a minha mãe adora-te, se calhar até mais do que a mim-rimos os dois.

Puxei-a por um atalho que ía dar a minha casa e em menos de quinze minutos chegámos.

-Bem....-cocei a cabeça e olhei para a Lucy-esta é a minha casa.

-A tua casa?-ela olhou para mim-mas eu pensei que me ías levar a MINHA casa.

-Já é tarde e está escuro para uma rapariga como tu andar sozinha-olhei para ela.

-Uma rapariga como eu?-olhou para mim chateada-pois bem, eu posso ser baixinha e tal, mas tenho força, ok?

-Pois sim-ri da sua cara.

-Seu cabrão-ela ia bater-me mas eu peguei nela e coloquei-a em cima dos meus ombros e entrei com ela em casa assim.

-Seu estúpido-ela dava-me murros nas costas-larga-me seu cabrão.

-Está bem-encolhi os ombros e larguei-a fazendo-a cair de rabo no chão.

-Au...-ela queixou-se-otário do caral...

-Lucy...-a minha mãe ajudou-a a levantar e abraçou-a-oh meu deus tu estás bem.

-Pois...-passou a mão no rabo onde estava dolorido e eu ri-eu agora tenho de ir embora, a minha mãe deve de estar preocupada comigo.

-Não querida...-a minha mãe sorriu-tu esta noite dormes aqui em casa-piscou-me o olho-já é tarde e...

-Mas a minha mãe...-tentou falar mas a minha mãe não deixou.

-Eu ligo para a tua mãe, não te preocupes-a minha mãe foi até o telefone de casa.

-Mas...-bufou e olhou para mim-estás a rir de quê seu camelo?

-De ti-ri ainda mais-foca.

-Estúpido-ripostou.

A minha mãe acabou o telefonema e veio até nós com um sorriso na cara.

-A tua mãe não se importa que durmas aqui, mas...-a minha mãe riu maliciosa-mas ela disse para não se esquecerem de usar o perservativo.

Eu olhei para a Lucy e ela olhou para mim e ambos fizemos cara feia.

-Ew...-ela falou-tudo bem que ele é seu filho Anne, mas eu nunca faria tal coisa...com ele-olhou para mim de alto abaixo.

-Já olhaste bem para ti?-provoquei-a-ninguém iria gostar de uma pessoa como tu-vi que ela baixou a cabeça-és uma maluca e...

-E...?-ela levantou uma sobrancelha.

-E o teu corpo não é nada de especial-encolhi os ombros.

-Há quem goste-ripostou.

-Ah sim claro...-ri irónico da sua cara-estás a falar do teu namorado? Aquele que quase te violou esta noite?

-Seu cretino...-recebi uma chapada dela-eu odeio-te-vi lágrimas nos seus olhos.

-Lucy...-a minha mãe aproximou-se dela-isso é verdade?-perguntou preocupada.

-Eu estou bem-encolheu os ombros e limpou a cara-acha que posso ir dormir? Eu estou cansada.

A minha mãe assentiu e ambas subiram para o andar de cima. Alguns minutos depois a minha mãe desceu e eu senti a sua mão na minha cabeça.

-Estás louco ou quê?-a minha mãe olhou para mim chateada.

-O que é que eu fiz?-olhei para ela confuso.

-O que é que tu fizeste?-colocou as mãos na sua cintura-tu magoaste-a, aquilo que tu fizeste não se faz a ninguém.

-Eu...

-Tu nada...-cruzou os braços-não é com essas tuas atitudes que a vais conquistar e...e se queres realmente que ela seja a tua fêmea então comporta-te como um verdadeiro Alpha se comportaria e não como se fosses um simples rafeiro Harry.

-Mas mãe...

-Só a estás a afastar mais de ti-ela bufou-sabes que o conselho anda de olho em ti, só tens mais seis meses para encontrares a tua fêmea ou então vais para o extermínio filho-vi os olhos da minha mãe cheios de água-eu não te quero perder meu amor-ela abraçou-me.

-Eu sei mãe, desculpa-retribuí ao seu abraço.

******

Acordei no dia seguinte e ainda eram 08:30 horas da manhã. Levantei-me, vesti uma roupa confortável e fui correr. Corri pela floresta enquanto ouvia a minha música, mais precisamente música de Beethoven e Mozart, sim eu sei que não é comum pessoas com a minha idade ouvirem este tipo de músicas, mas eu gosto. Acho que ao todo fiz sete quilómetros de corrida. Só parei de correr quando avistei a minha casa. Estava completamente cansado e suado por isso não me importei e tirei a camisola. Entrei em casa e ouvi a minha família na sala de jantar a conversar com a minha Lucy. Aproximei-me deles e peguei numa maçã.

-Bom dia-falei para todos.

-Bom dia-todos responderam menos Lucy, claro.

Senti o seu olhar em mim e eu sorri com aquela situação. Eu já conseguia sentir o cheiro da sua excitação. Ela era minha, disso eu não tinha dúvidas.

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