Que merda. Eu só de pensar que quase fizemos amor, meu Deus. Eu amo-a tanto, do fundo do meu coração. Eu nunca vi uma miúda tão linda e maravilhosa como ela, nunca vi um sorriso tão lindo como o dela, nunca conheci uma miúda tão rebelde como ela, nunca vi uma Deusa em pessoa como ela. Eu gosto tanto dela que já sonhei com ela. Sonhei que estávamos os dois a fazer amor no meu quarto, sonhei com o seu corpo nu, sonhei com o prazer que lhe daria se ela fosse minha. Sonhei com o dia em que ela se tornaria minha Luna, minha mulher. Sim, podem dizer que eu estou louco. Mas eu não estou louco, eu SOU louco por aquela foca rebelde e teimosa. Depois de sairmos do meu quarto juntámo-nos aos outros para o jantar e todos nos olhavam com caras curiosas. Eu sentei-me ao lado da minha irmã e a minha foca sentou-se à minha frente e mais uma vez olhámos um para o outro, mas ela logo desviou o seu olhar do meu.
-E então Lucy...-começou o meu pai-ouvi dizer que tens jeito para cozinhar.
-Influências da minha mãe-ela falou e todos rimos.
-E é isso que queres seguir?-foi a vez da minha irmã-queres seguir uma carreira de cozinheira?
-Nunca pensei nisso...-encolheu os ombros-mas se tivesse de escolher...escolheria alguma coisa que tivesse a haver com crianças-os seus olhos brilharam.
-Como o quê?-perguntou a minha mãe.
-Professora, Pedagogia ou entao...-ela olhou para a mãe-ou então trabalhar num orfanato-encolheu os ombros.
Vi a Amy suspirar com lágrimas nos olhos e olhar para a filha com orgulho. Eu não sei nem imagino o quão duro deve ser não poder ter filhos. Deve ser uma coisa horrível. Eu admiro a força da Amy por causa do seu problema e ainda ter forças para adotar uma criança. Se fosse comigo, acho que nunca conseguiria aguentar, mas sempre ouvi dizer que as mulheres são mais sensíveis que os homens e quando se trata de um assunto delicado como este torna-se muito complicado para uma mulher, sobretudo quando ela quer ter filhos e não os pode ter.
-Já pensaste em ter filhos Lucy?-a minha irmã e as suas perguntas estúpidas.
-Otária...-sussurrei para a minha irmã.
-Ahm...não, não pensei-Lucy negou com a cabeça-eu ainda sou muito nova.
-E o teu namorado quer filhos?-outra vez Gem.
Eu e Lucy olhámos um para o outro e eu ouvi um suspiro saído da sua boca.
-Eu não tenho namorado-deu um gole da sua água-não mais.
-Oh desculpa-a minha irmã desculpou-se.
-Não faz mal-ela encolheu os ombros.
-Mas podes sempre arranjar outro namorado-a minha irmã sorriu-olha, aqui o meu irmão está solteiro.
-Cala-te sua estúpida-dei-lhe um pequeno empurrão-não digas disparates.
-Vá lá Lucy...-a minha irmã insistiu-não vais dizer que o meu irmão não é bonito, pois não?
Ela olhou para mim e corou um pouco e eu sorri para ela e ela acabou por sorrir envergonhada.
-Não, ele até é bonito-encolheu os ombros e eu ri.
-Pelo menos sou mais bonito que tu-olhei para ela ripostando.
-Querias tu ser como eu-ela rispostou.
-Longe de mim querer ser como tu-cruzei os braços e ri da sua cara.
-Camelo...-bufou e todos riram.
O resto do jantar foi feito com todos a conversar e eu e a minha foca de vez em quando trocávamos alguns olhares e sorrisinhos. Ela é tão linda meu Deus...
******
No dia seguinte acordei eram 09:00 horas da manhã com os raios solares a baterem-me na cara. A muito custo levantei-me e vesti-me. Dei um jeito ao meu cabelo e desci para o pequeno almoço.
-Bom dia-disse aos meus pais e à minha irmã.
-Bom dia-disseram os meus pais em uníssono.
-Bom dia otário-disse a minha irmã.
-Sempre muito simpática, não é querida maninha?-sentei-me ao seu lado.
-Sempre maninho-ela riu e eu bufei.
-E então...?-olhei para a minha mãe-ontem no quarto...aconteceu alguma coisa?
-Nop...-abanei a cabeça.
-Como não?-a minha mãe ficou desiludida.
-Nem um beijo?-perguntou o meu pai um pouco desiludido também.
-Ahm...talvez...-encolhi os ombros.
-Conta filho, conta-quase vi a minha mãe dar pulinhos de alegria na cadeira.
-Não há nada para contar-bufei com as perguntas de todos.
-Anda lá...-a minha mãe insistiu.
-Houve um beijo sim, mas não foi nada de especial, ok?-levantei-me da mesa-vou dar um volta-e saí de casa.
Saí de casa e resolvi ir até ao restaurante, eu sei que eu não devia de ir lá este mês, mas eu preciso de a ver. Corri pela floresta na minha forma lupina em direção ao restaurante e quando lá cheguei voltei a transformar-me no homem que sou. Entrei e fui direto à cozinha onde encontrei a minha foquinha de costas a lavar umas louças, só estava ela mais ninguém, era a minha oportunidade.
-Bom dia-falei sorrindo.
-Fodasse...-ouvi-a dizer quando deixou cair um prato ao chão e este partir-se em bocadinhos.
-Desculpa...-aproximei-me dela-não te queria assustar.
-Podias simplesmente bater à porta-vi a sua respiração acelerada por causa do susto.
-Desculpa...-sorri e olhei-a de alto a baixo-já te disse que ficas linda de avental?
-Uau Harry, isso é mesmo lindo de se dizer a uma miúda-ela foi buscar uma vassoura para varrer os cacos do prato.
-Deixa estar-peguei na vassoura-eu limpo isto.
-Obrigada-ela assentiu e continuou a lavar a louça.
-É impressão minha ou estás a ser bem educada hoje?-ri pondo o prato partido no caixote do lixo.
-Eu sou sempre educada-ela falou.
-Pois claro-aproximei-me do seu pequeno corpo e enlacei as minhas mãos na sua cintura.
-O que...o que estás a fazer?-ela gaguejou.
-Nada-encolhi os ombros-só estou a abraçar a minha futura Luna, não posso?
-Mas o que é isso afinal?-ela olhou para mim curiosa-estás sempre a dizer que eu sou a tua Luna e tu o meu Alpha e...
-Nada esquece isso...-dei-lhe um selinho e sorri.
-Porque fizeste isso?-ela sorriu um pouco.
-Porque tu gostas-ri.
-Estúpido-ela abanou a cabeça em divertimento.
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I Need You
WerewolfLucy era uma rapariga comum como todas as outras. Ela tinha 19 anos e vivia com os seus pais adotivos em Londres. Lucy era uma rapariga bonita, de cabelos castanhos, olhos verdes, magrinha, mas era uma miúda muito rebelde e muito teimosa, mas lá no...
