Assim que o meu marido virou costas e entrou naquele táxi eu virei costas também e entrei em casa. Ele ainda agora foi e eu já estou cheia de saudades dele.
-MÃE...-olhei para trás ao ouvir o meu filho Edward.
-Diz...-suspirei.
-Estás bem?-colocou a sua mão por cima do meu ombro.
-Já estive melhor-encolhi os ombros.
-Mãe...?-olhei para ele outra vez-o pai ama-te muito-abraçou-me.
-Eu sei-sorri com lágrimas nos olhos.
Afastei-me dele e fui até à cozinha arrumar a loiça do jantar enquanto os miúdos foram lá para cima para os seus quartos.
-Precisas de ajuda?-era a Anne.
-Não obrigada-falei sem tirar os olhos da loiça.
-Tens a certeza?-insistiu.
-Absoluta-falei outra vez.
-Então eu e a tua mãe vamos indo, está bem?
-Vão lá-sorri um pouco-não se preocupem.
-Impossível não nos preocupar-mos-a minha mãe entrou na cozinha-eu não quero que nada te aconteça ouviste?
Sorri ao ouvi-la falar assim daquela maneira comigo, por momentos fez-me recuar no tempo e lembrar-me de quando eu ainda tinha apenas 19 anos e ainda era imatura e não pensava nas consequências e bem, digamos que às vezes ainda sou um pouco assim.
-Está bem mãe...-revirei os olhos-eu tenho cuidado.
Ela pensa que eu tenho o quê?! 19 anos?! Nada disso, eu já tenho 40, minha nossa.
-Acho bem-sorrimos as três-já está a ficar tarde e nós vamos andando, até amanhã querida-despedimo-nos e eu acompanhei-os até à porta de entrada.
(....)
Depois de acabar de arrumar a cozinha toda fui finalmente tomar um banho e deitei-me, mas os meus pensamentos estavam nele e em como ele estava. As horas passavam e eu continuava ali, a dar voltas e mais voltas na cama sem conseguir dormir. Quando finalmente estava quase a pegar no sono ouvi alguma coisa a partir no andar debaixo. Sentei-me na cama sobressaltada e fiquei em alerta. Se fossem os miúdos eu tinha de ir ver se eles se tinham magoado, mas se não fossem eu teria de fazer alguma coisa. Levantei-me da cama, vesti o meu roupão e calcei os meus chinelos e saí do quarto. Estava tudo escuro e silencioso. Ok, estou a morrer de medo. Se o Harry aqui estivesse ele de certeza que não me deixaria sequer sair do quarto, mas ele não está. Suspirei. Desci as escadas e fui até à sala onde eu pressenti um certo movimento. Olhei tudo à minha volta e procurei por algo que me pudesse defender e olhem só...encontrei a raquete de ténis do Edward. Sempre era melhor que nada. Entrei na sala e quando liguei as luzes foi como se eu levasse um choque. Automaticamente deixei cair a raquete ao chão com o susto. Vi os meus filhos no chão amarrados e amordaçados e com manchas vermelhas nas suas roupas e eu só rezava para que aquilo não fosse sangue, pelo menos não o deles. Não sei o que aconteceu nem como aconteceu, mas quando dei por mim já estava a ser agarrada. Olhei para o meu lado e vi que era uma mulher, esperem....eu conheço este focinho. Fodasse....Puta do caralho.... Se ela se atreve a tocar com um dedo que seja nos meus filhos eu juro que a mato.
-O que é que tu queres?!-tentei soltar-me dos seus braços.
-Simples...-sorriu cínica-o teu marido.
-Isso nunca vai acontecer-empurrei-a para trás.
-Isso VAI acontecer-gritou feita cabra-e sabes porquê?-riu ainda mais-és mesmo ingénua Lucy, achavas mesmo que o teu queridinho ía para a Alemanha em trabalho?
Vadia de merda, o que é que ela está para aí a cacarejar?!
-Isso mesmo minha querida-encolheu os ombros-fui eu quem armou isto tudo e sabes porquê?! Porque quero fazer-te sofrer por teres estragado os meus planos com o teu marido e...digamos que eu tinha de o manter longe de ti por uns tempos até ter terminado contigo.
-És uma...-não consegui acabar de falar pois aquela estúpida bateu-me.
-Não querida, desta vez quem manda e dita as regras sou eu.
-O que vais fazer?-olhei para ela assustada.
Vi que ela olhou para os meus filhos e sorriu diabolicamente.
-Não te atrevas-tentei dar um passo na sua direção, mas alguém me agarrou por trás.
-Desculpa informar-te, mas não estou sozinha-encolheu os ombros-levem os bastardos para a carrinha eu trato desta aqui.
-Não pára, o que é que estás a fazer?-ela agarrou-me.
-Nada do que já não quisesse ter feito há mais tempo.
E com estas suas palavras ela acertou-me com alguma coisa na cabeça e eu só me lembro de ter desmaiado.
******
Aos poucos fui acordando, ainda que meia atordoada por causa da pancada, e quando finalmente pude ver onde estava deparei-me com os meus filhos.
-Mãe...-as gémeas agarraram e abraçaram-me.
-Oh meus amores-abracei-as a chorar-como estão? Eles magoaram-vos?
-Estamos bem, mas o mano não-as gémeas disseram ao mesmo tempo-ele protegeu-nos e eles acabaram por magoá-lo.
Eu mato aquela cegonha. Tentei manter-me de pé e após me equilibrar fui para a beira do meu filho que sanguerava um pouco da barriga.
-Oh filho....-abracei-o-o que é que aquela mulher te fez?
-Eu estou bem-ele falou meio que dolorido-e tu mãe como estás?
-Eu estou bem-assenti.
Olhei tudo à minha volta para ver se havia água por ali perto e só aí é que reparei que nós estávamos num sítio onde continha muita palha e várias divisórias. Um celeiro?! Ao fundo daquele celeiro vi uma torneira com um balde por baixo. Aproximei-me daquilo e vi que continha um pouco de água. Voltei outra vez para a beira do meu filho e desinfetei a sua ferida o melhor que consegui. Primeiro limpei e desinfetei e depois coloquei à volta da sua cintura o sinto do meu roupão a servir de ligadura.
-Estás melhor?-acariciei o seu rosto.
-Um pouco-assentiu-obrigado.
-O que é que eles querem de nós?-perguntou Maggie.
Olhei para os três e suspirei. Eu realmente tenho de lhes contar o que aquela vadia tentou fazer comigo e com o pai deles?! Tenho mesmo de lhes contar que talvez estejamos nesta situação por minha causa?! Por causa da minha teimosia?! Se tem de ser...ah tem de ser.
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O que será que vai acontecer a seguir?! Palpites?! Não?! Vamos esperar para ver.
Obrigada!
Kiss ♥♥♥
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I Need You
WerewolfLucy era uma rapariga comum como todas as outras. Ela tinha 19 anos e vivia com os seus pais adotivos em Londres. Lucy era uma rapariga bonita, de cabelos castanhos, olhos verdes, magrinha, mas era uma miúda muito rebelde e muito teimosa, mas lá no...
