Depois de ir levar a Lucy a casa, fui para a minha o mais rápido possível porque a maluca da minha mãe não parava de me ligar, até parecia que a estava a ouvir: Harry Edward Styles onde andas? Volta imediatamente para casa que eu preciso de falar contigo. Se não estás aqui em cinco minutos eu vou onde quer que estejas e puxo-te por uma orelha. Frases típicas da minha mãe. Em menos de cinco minutos cheguei a casa e mal abri a porta deparei-me com a minha mãe de frente para a porta com as mãos na cintura e com cara de poucos amigos. Ela veio na minha direção, mas eu fugi pelo outro lado, porque eu sabia que ela me ía puxar as orelhas.
-O que é que aconteceu aqui na hora do pequeno almoço?-perguntou ela.
-Não sei do que estás a falar-neguei com a cabeça sentando-me no sofá e ligando a televisão.
-Meu querido...-ela sentou-se à minha beira e olhou para mim-sabes...antes de tu cá chegaste já cá eu andava E como eu não sou burra nem parva nenhuma, eu já percebi que se passa alguma coisa entre ti e a Lucy E eu como mãe tenho o direito de saber que o meu filho já tem uma namorada E principalmente a sua fêmea, a sua futura Luna E....EU NÃO PODERIA ESTAR MAIS FELIZ POR ISSO MEU BÉBÉ...-ela apertou-me as bochechas e depois abraçou-me.
-Tu andaste a beber?-olhei para ela confuso-ou isso é falta de sexo?
Quer dizer, a mulher primeiro quase me bate e depois quase me afoga com tantos abraços. Ela é bipolar ou quê?
-Oh meu querido SEXO é o que não me falta e...-tapei-lhe a boca.
-Eu não quero saber, mãe...-abanei a cabeça e ela assentiu rindo-se de mim, da minha cara.
-Então...tu e a Lucy ontem...vocês...sexo?! Não?!-esta minha mãe não poderia ser mais direta.
-Não...-abanei a cabeça negativamente.
-Oh que pena-vi desilusão-mas já houve alguma coisa?
-Beijos e abraços...-ri da sua cara.
-Só?!-bufou-é preciso ir lá certificar-me de que vocês o fazem?
-Mãe?!-arregalei os olhos-estás maluca?
-Desculpa, mas é que...-suspirou-eu sei que tu a amas e ela a ti e quanto mais cedo vocês se envolverem melhor, tu sabes...
-O conselho eu sei, mas...-olhei-a nos olhos-eu não posso obrigar a Lucy a fazer uma coisa que não queira e depois...depois ela vai descobrir aquilo que eu e todos nós somos e eu não quero que ela se afaste de mim.
-Eu compreendo...-ela assentiu-mas e se lhe contares com jeitinho, ela pode perceber e...
-Não, não pode-apressei-me a falar-a Lucy é uma miúda muito teimosa e orgulhosa e se eu lhe contasse que eu sou um lobo, eu perdi-a para sempre.
-Havemos de arranjar uma maneira para lhe contar-a minha mãe abraçou-me-tudo a seu tempo.
-Eu sei, mas é complicado-encostei-me no sofá.
-Logo agora que a mãe biológica dela apareceu-foi a vez da minha mãe falar-como está a tua...a Amy?
-Não está...-encolhi os ombros-a Lucy não lhe contou.
-Como não contou?-ela ficou surpresa.
-Como sabes a ti...a Amy está a tentar engravidar e parece que está a ter bons resultados por causa da inseminação intra-uterina e a Lucy não quer arriscar a preocupar a mãe com isto e não quer que lhe aconteça como da outra vez quando perdeu o bébé...
-Pois eu compreendo-a minha mãe assentiu-a Amy vai conseguir eu acredito-ela sorriu-e quanto ao assunto da Lucy, ela não vai poder esconder por muito tempo, a Amy é inteligente, não lhe vai escapar.
-Eu sei-ambos rimos.
******
Eram 16:30 horas da tarde, quando o meu telemóvel tocou no bolso e eu vi que era a Amy. Fiquei logo preocupado e atendi de imediato.
#chamada on#
-Sim...?-falei.
-Harry...-senti o desespero na voz da Amy.
-O que se passa? Está tudo bem?-fiquei preocupado-é contigo? A Lucy?
-É a Lucy...-suspirou-ela de manhã saiu de casa dizendo que ía dar uma volta, mas quando chegou estava uma lástima e fechou-se no quarto desde aí e...e ainda não saiu nem para comer...por favor ajuda-me eu não sei o que fazer mais.
-Espera...-respirei fundo também-acalma-te que eu vou já para aí, ok?
-Obrigada meu querido-ela assentiu e desligou o telemóvel.
#chamada off#
-O que se passa filho?-a minha mãe perguntou preocupada.
-É a Lucy...-falei nervoso-eu agora não posso falar, eu depois converso contigo, agora tenho de ir-beijei a sua testa.
-Vá, vai lá-ela assentiu-se for preciso algo, liga.
-Ok, até já-falei saindo de casa a correr pela rua fora indo em direção a casa da minha pequena e doce Lucy.
Assim que lá cheguei toquei à campainha e uma Amy chorosa logo abriu a porta.
-Oh meu querido-ela abraçou-me-por favor ajuda-me.
-Calma-olhei-a nos olhos-eu posso tentar ir falar com ela.
-Vai lá por favor-quase me implorou.
Eu subi as escadas e bati à porta do seu quarto, mas não obtive resposta, bati outra vez, mas nada.
-Lucy abre a porta por favor...-bati outra vez-é o Harry.
Fez-se silêncio e alguns segundos depois a porta abre-se e Lucy atira-se para os meus braços a chorar. Entrei com ela no quarto e tranquei a porta para que ninguém nos incomodasse e sentámo-nos na sua cama.
-Hey...-peguei no seu queixo-eu estou aqui.
Ela assentiu, sentou-se no meu colo e encostou a sua cabeça no meu peito.
-Não me deixes...-ela fungou.
-Nunca...-beijei os seus cabelos.
Acariciei os seus cabelos e quando olhei para ela, vi que estava a dormir tranquila. Cuidadosamente deitei-a na sua cama e cobri-a. Deitei-me ao seu lado aconchegando o seu corpo ao meu e acabei por adormecer também.
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I Need You
Kurt AdamLucy era uma rapariga comum como todas as outras. Ela tinha 19 anos e vivia com os seus pais adotivos em Londres. Lucy era uma rapariga bonita, de cabelos castanhos, olhos verdes, magrinha, mas era uma miúda muito rebelde e muito teimosa, mas lá no...
