Capítulo 25-Lucy

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Tinha passado uma semana desde que eu e o Harry contámos a toda a gente que namorávamos e cá para nós, não houve um dia em que eu e aquele camelo não fizessemos amor. Sim, eu sei nós somos uns malucos, mas eu amo-o tanto. Ah eu e a Lyra, a minha mãe biológica, temos falado algumas vezes por chamada, digamos que eu lhe tenha dado outra oportunidade para se explicar e então encontrámo-nos no café D'ior, como da outra vez, e conversámos e eu compreendi o motivo pelo qual ela não me procurou. Ela não ía fazer à Amy o que lhe fizeram a ela, tirar a sua filha. E por falar na minha mãe, a Amy, ela está radiante com a sua gravidez parece que está a correr tudo bem e ela pode voltar ao trabalho, mas é claro que tem de ter muito mais cuidado e...e confesso que ela tem andado um pouco desconfiada das minhas saídas e dos telefonemas, mas ela não pode saber que é a minha mãe biológica. Eu prometo contar-lhe, mas não agora, ainda é muito cedo para ela saber disso. Agora estou a acabar de me arranjar para ir ter com a Lyra ao jardim da cidade. Vesti o meu casaco de ganga, peguei na minha mala e desci as escadas totalmente contente. A Lyra é uma pessoa muito simpática e querida e eu adoro-a e...

-Aii...-olhei para cima quando notei que tinha ido contra o meu pai-desculpa.

-Não faz mal...-ele encolheu os ombros-tiveste sorte que eu não era um poste-rimos.

-Bem, eu tenho de ir e...-olhei para ele-avisa a mãe que eu não venho almoçar e...

-Não é preciso avisar-olhei para a minha mãe que saía da cozinha com cara de poucos amigos-onde vais?

-Vou...vou almoçar fora-encolhi os ombros.

-Com quem?-levantou uma sobrancelha.

-Harry...com o Harry...-meu deus, isto está a tornar-se cada vez mais complicado.

-Não me mintas-vi que ela estava aborrecida-o Harry e a família vão estar durante estes dois dias na cidade vizinha a tratar de uns assuntos.

-Eu...eu...

-Já não confias em mim?-suavizou a voz.

-Não é nada disso-sorri um pouco-eu é que...

-Está bem-suspirou-se não me quiseres contar não contes-vi que ficou magoada.

-Mãe...-dei uma passo na sua direção, mas ela virou costas.

-Tem um bom almoço-virou costas e entrou na cozinha.

-Deixa lá...-o meu pai encolheu os ombros-devem ser as hormonas da gravidez.

-Pois...-sorri fraca-até logo.

-Até logo filha-beijei a bochecha do meu pai e saí em direção ao jardim.

Demorei uns 30 minutos a lá chegar porque decidi ir a pé e quando levantei a cabeça, os meus olhos cruzaram-se com os de Lyra que logo sorriu. Corri até ela e abracei-a.

-Olá minha querida-ela abraçou-me.

-Olá-sorri.

-Pensei que já não viesses-olhou para mim.

-Desculpa, eu atrasei-me e também decidi vir a pé-encolhi os ombros.

-Fazer exercício é sempre bom-rimos-vamos?

-Sim-assenti e ambas fomos até ao carro dela.

Hoje eu ía almoçar a casa da Lyra e do Joel, o meu pai, e claro dos meus dois irmãos gémeos mais novos, o Rui e a Rute de 10 anos. Quando chegámos a sua casa eu comecei a ficar nervosa, mas quando vi Lyra entrar em casa eu segui-a.

-Mamã...-ouvi duas vozinhas a chamar pela mãe.

-Olá meus amores-Lyra baixou-se para ficar da altura dos seus filhos e beijou a testa de cada um.

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