Cheguei a casa completamente em pânico, o meu coração parecia que ía sair pelo peito e a qualquer momento ía desmaiar. Acho que nunca senti tanto medo como senti esta noite. Aquele lobo, ele....ele...meu Deus...ele era-me tão familiar, mas tão desconhecido ao mesmo tempo, por momentos pensei que fosse servir de aperitivo para lobos esta noite, mas tudo o que eu pensei estava errado, aquele lobo deixou-me ir embora como se sentisse que eu devia de ir embora. Tentei respirar fundo e acalmar-me, mas foi em vão. Eu sentia o meu corpo todo a tremer.
-Filha...?-era a voz da minha mãe-o que se passa? Porque estás assim?
-Abraça-me...-falei e ela logo me abraçou.
-Isto está descontrolado...-a sua voz parecia chateada-tu todos os dias chegas a casa nesse estado Lucy, conta à mãe o que se passa.
Eu assenti e ambas nos sentamos no sofá, onde eu contei o que se havia passado esta noite quando eu estava a vir para casa. Contei-lhe também que o Harry não me larga, anda sempre atrás de mim como um cachorrinho abandonado. Vi que a minha mãe ficou a olhar para mim pensativa sem dizer uma única palavra.
-Não dizes nada?-olhei para ela.
-Eu não sei o que dizer-ela encolheu os ombros e levantou-se atrapalhada-já comeste alguma coisa? Ainda sobrou comida do jantar se quiseres.
-Eu vou comer obrigada-assenti levantando-me.
-Eu faço-te companhia-a minha mãe sorriu.
Fomos para a cozinha onde a minha mãe me preparou a comida e eu comi enquanto pensava em tudo aquilo que se andava a passar entre mim e aquele camelo. Quer dizer, não se passa nada entre nós, eu não quis dizer isso, eu....merda.
-Em quê que pensas?-olhei para a minha mãe.
-Em nada-encolhi os ombros.
-Lucy...?-a minha mãe sorriu-amanhã eu e o teu pai vamos ao hospital por causa da inseminação intra-uterina e eu queria saber se querias ir connosco?
-Claro que vou, isso nem se pergunta-sorri-vou ter um maninho-dei pulinhos na cadeira.
-Sua tola-a minha mãe abanou a cabeça em divertimento.
-Mãe...?-olhei para ela-conheces a Anne há muito tempo?
-Humm...-vi que ficou desconfortável com a minha pergunta-há alguns anos.
Ela levantou-se e colocou a louça na pia.
-Se não quiseres não precisas de responder-bufei.
Ela apoiou-se na pia e suspirou virando-se para mim depois.
-Eu conheço-a desde que...que éramos pequenas-encolheu os ombros.
-Humm...-fiquei desconfiada porque eu acho que ela me está a esconder algo-está bem-sorri-vou dormir, boa noite mãe.
-Boa noite querida-beijou a minha testa.
******
Acordei no dia seguinte eram 08:00 horas da manhã. A muito custo levantei-me e fui tomar um banho. Vesti umas calças brancas, uma camisola azul que mostrava um pouco da barriga e calcei umas botas baixas castanhas. Apanhei o meu cabelo num rabo de cavalo e fiz uma leve maquilhagem. Depois dei um jeito ao meu quarto, peguei na minha mala e casaco e desci para o pequeno almoço.
-Bom dia-disse aos meus pais.
-Bom dia-responderam.
-Prontos?-olhei para ambos.
-Um pouco nervosa-falou a minha mãe.
-Vai correr tudo bem-assenti pegando num pão com chocolate e em quatro bolachas de chocolate-vamos?!-levantei-me.
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I Need You
VârcolaciLucy era uma rapariga comum como todas as outras. Ela tinha 19 anos e vivia com os seus pais adotivos em Londres. Lucy era uma rapariga bonita, de cabelos castanhos, olhos verdes, magrinha, mas era uma miúda muito rebelde e muito teimosa, mas lá no...
