Capítulo 4-Harry

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Esta noite fui para casa sozinho, pois os meus pais iam ficar no restaurante até tarde.Cheguei a casa quando vi a minha irmã e o seu macho sentados no sofá a ver televisão. A minha irmã chama-se Gemma e é mais velha que eu e sinceramente acho que ela tem mais responsabilidade, mas mesmo assim o futuro Alpha da família serei eu, um rapaz irresponsável, estúpido e sem fêmea.

-Olá maninho-disse Gemma sorridente.

-Oi...-disse aos dois-fiquem à vontade, não vos quero incomodar-ironizei.

Será possível que até a minha irmã já tenha arranjado um macho? Serei o único que ainda não arranjou a sua fêmea? É, acho que sim.

-Os pais?-perguntou ela.

-Eles esta noite vão ficar até tarde no restaurante, não sei a que horas chegarão.

-Está bem-ela assentiu e voltou a olhar para a televisão à sua frente.

Subi para o meu quarto e tomei um banho. Depois deitei-me na minha cama e lembrei-me do que se passou esta tarde. Lembrei-me daquela tarada nua em cima de mim, mas...eu ao invés de ver a sua cara, imaginei aquela foca em cima de mim, imaginei como seria poder fazer amor com ela ali mesmo em cima daquela mesa. Imaginei o seu corpo nu contra o meu. Imaginei as minhas mãos a passear pelo seu pequeno corpinho, imaginei a minha língua a fazer acrobacias com a sua. Imaginei ouvi-la gemer o meu nome enquanto eu entrava nela. Imaginei poder fazer mil e uma coisas com ela. Saí dos meus pensamentos quando senti uma pequena dor no meu amiguinho. Olhei para as minhas calças e vi um alto nas mesmas. A minha ereção estava tão grande que já nem cabia dentro da minha cueca boxer, daí a pequena dorzinha.

-Fod...-levantei-me e tirei as calças do pijama e a cueca boxer-mas que caral...odeio aquela foca.

Aos poucos fui me acalmando, tentando não pensar naquela foca, e voltei a vestir-me. Voltei a deitar-me na cama, quando bateram à porta.

-Entre...-olhei para a porta e vi a minha mãe entrar.

-Posso...?-sentou-se na beira da minha cama-como estás?

-Estou bem-respondi.

-E essa fêmea?-riu olhando para mim-ainda nada?

-Nada-assenti-estás a rir de quê?

-Hoje uma pessoa disse-me com todas as letras que eras um perfeito idiota, parvo, estúpido, camelo e mais alguns nomes-riu ainda mais.

-O quê?!-sentei-me na cama e olhei chateado para a minha mãe-quem foi o cabrão?

-Bem, não foi um ele, mas sim uma ela-a minha mãe sorriu.

-Hãn?!-fiquei pensativo, até que...-foi aquela foca não foi? Quer dizer, aquela rapariga não foi?

-Ui também já arranjaste um nome fofinho para ela?-a minha mãe riu da minha cara-o nome dela é Lucy.

-Lucy...-dei um fraco sorriso-nome feio e estúpido para uma miúda feia e estúpida-cruzei os braços.

-Pois sim, olha a minha cara de quem está a acreditar em tudo o que estás a dizer-ela aproximou-se de mim e beijou a minha testa-dorme bem meu amor-sorriu e foi até à porta-e sonha muito com a Lucy-ela riu e saiu.

Aquela estúpida vai pagá-las, quem é que ela pensa que é para me chamar aqueles nomes todos? Ela não me conhece de lado nenhum para falar assim de mim. Otária do caraças...

******

No dia seguinte acordei com o meu despertador a tocar. Coloquei a minha almofada por cima da cabeça e coloquei a mão por cima da minha mesinha de cabeceira e procurei pelo telemóvel e desliguei-o. Fechei os meus olhos e quando estava quase a adormecer senti alguém se atirar para as minhas costas.

-Mas que caral...-tirei a almofada da cabeça e encarei a minha irmã deitada nas minhas costas-Gem, sai de cima de mim por favor.

-Não me apetece-riu e continuou ali.

-Gem, estou a avisar-te-comecei a abanar-me e ela acabou por cair de rabo no chão.

-Hey...-ela bateu-me na cabeça-seu bruto.

-Eu avisei tu é que não quiseste saber-encolhi os ombos.

-A mãe mandou chamar-te para o pequeno almoço-ela sorriu-mas aconselho-te a tomar um banho primeiro-fez cara feia-cheiras mal seu porco, ja não tomas banho desde há quanto tempo?

-Hãn?!-levantei uma sobrancelha-desde ontem.

-Não quero saber-encolheu os ombros-agora despacha-te-e saiu do meu quarto.

Cheirei os meus sovacos e realmente estava a precisar de um banho. Entrei na casa de banho e alguns, poucos, minutos depois saí de lá já vestido e a cheirar bem. Fiz a minha cama e desci para o pequeno almoço.

-Bom dia a todos-falei vendo a minha família a tomar o pequeno almoço.

-Bom dia-disseram.

-Querido...-a minha mãe olhou para o meu pai-hoje eu vou ajudar na cozinha porque a Amy vai faltar. Ela hoje vai ao hospital.

Bem, é verdade a minha mãe pode ser dona do restaurante, mas quando precisam dela, ela está lá presente para ajudar na cozinha e às vezes servir às mesas se for preciso. A minha mãe é assim, uma boa pessoa, não é capaz de virar as costas aos outros, nem mesmo lá na alcateia.

-Está bem meu amor-o meu pai beijou-a.

-Quem é a Amy?-perguntei curioso.

-A Amy é a mãe da tua foca-a minha mãe riu das suas próprias palavras.

-Ah ah ah que piada menina Anne-ironizei-adorei a sua explicação.

-Eu sei-ela piscou o olho-principalmente a parte da foca.

-Mas quem é essa foca de que tanto falam?-perguntou a minha irmã.

-Não te interessa-olhei para ela chateado.

-É a futura Luna da alcateia-a minha mãe riu.

-Não, não é...-ripostei-só se decidires tu casar com ela, porque eu cá nem olhar para ela.

-Eu já tenho o teu pai-encolheu os ombros-mas tu ainda não tens fêmea, por isso junta-se o útil ao agradável.

-Chata-bufei.

-Qual é o teu nome mesmo?-fez-se pensativa-ah sim, camelo.

Todos riram do que a minha mãe acabara de dizer e eu cruzei os braços à frente do meu peito e fiz biquinho.

I Need YouOnde histórias criam vida. Descubra agora